sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fim dos tempos

Parece que não farei neve para sempre.

Tá, isso era óbvio, mas agora é certo de que essa temporada como Snowmaker vai chegando a sua reta decisiva. Há um mês atrás eu começava a trabalhar naquilo que se mostrou ser um dos maiores desafios de minha vida e ainda o é. Estar longe, fazer um serviço totalmente diferente de tudo que eu já fiz, deixar de fazer todas as coisas que eu gosto, tudo isso faz parte, e o desafio vai sendo vencido.

Tem nevado todos os dias e, por isso, não está sendo necessário trabalharmos fazendo neve artificial. O que fazemos agora é a manutenção de todas as máquinas, verificamos os hidrantes e, de vez em quando, achamos algumas 'shits' pelo caminho e reportamos ao chefe. Para se ter uma idéia de como é importante esse trabalho, hoje eu fiquei, junto com o Rafael Pretto, cavando hidrantes e armas de neve durante longas três horas e meia. Cansaço? Imagina. Só não consegui acordar de tarde para ir esquiar no resort.

Outra coisa ruim nessa história de nevar muito é que a gente não faz horas suficientes. Assim, já estou tentando compensar minhas horas trabalhando de Lodge. Pelo menos 40 horas eu tenho que fazer por semana. E quanto ao papo que mandam sobre trocarmos de emprego, só Deus e a Steph (a Bitch do RH) vão poder me dizer.

Ontem eu fui snowboardiar. Já tinha feito uma vez, mas tinha sido um desastre. Ontem eu consegui começar a pegar a manha de algumas coisas, como freiar. Essencial em qualquer esporte que envolva velocidade, freiar pode ser o primeiro passo para desenvolver a habilidade (adquirida) de se manter em pé numa pranchinha tão pequena. Se conseguir fazer isso direito, vou voltar pro Rio querendo aprender a surfar, que po, não deve ser MUITO diferente.

De resto? Bom, meu chefe, mesmo sendo o que é, se mostrou um cara bastante prestativo e me ajudou nesses ultimos dias. Ele pode ser o que for, mas às vezes está lá pelos seus funcionários. Viajar? Quero muito ir a Albany, mas ainda não sei quando será possível. Nem a Woodburry, o top dos tops dos outlets, mas com certeza eu ainda irei. Com ou sem a galera, afinal de contas, se alguém quiser correr atrás de alguma coisa para mim, esse alguém ter que ser eu.

Saudades, saudades, saudades. Queria deixar um beijão especial para minhas primas Fernanda e Luísa, e pro meu tio João, todos de idade nova! Parabéns para todos vocês!

Mãe! TE AMO!

Pai... Também. =]

Gustavo Lacombe,

The Not too Much Now Brazilian Snowmaker

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