Pois é galera chegou ao fim a minha experiência ao lado de vocês. Foram quase três meses que passaram vooando, mas só agora no final mesmo. Lembro de quando cheguei aqui sem conhecer ninguém e henzo me levando pra cottage e me apresentando ao carlos, no primeiro instante que parei pra descansar pensei, que porra que estou fazendo aqui nessa cidade fantasma e nessa casa escrota??? Mas tudo bem, estava preparado pra aguentar a primeira semana já que ouvi muita gente dizendo que isso acontecia mesmo, o jeito foi esperar que ela passase logo.
Graças a deus tudo foi correndo muito bem, comecei a me enturmar com a galera e o jantar de natal foi sensacional, tudo parecia estar indo muito bem e já tinha até me acostumado com o meu trabalho. Porém o pior estava por vim, o ano novo mais infeliz da minha vida, em plena queima de fogos estava eu lá lavando as privadas, sem falar das vinte horas que trabalhei aquele dia praticamente sozinho.
Com o fim da verdadeira hell week as coisas passaram a melhorar, mais festas, maior entrosamento entre os brasileiros e o tão memorável Brazilian breakfast, onde comecou a juntar definitivamente os brazucas. A partir daquele dia a cottage se tornou o point principal da gente e a casinha dos empregados passou a ser a mais desejada dessa cidade. Bons momentos vivi com vocês aqui, não tenho do que reclamar dessa galera massa mas, como disse Tarsila, tirando o work a experiência foi bala. É bem verdade que nosso trabalho não era nada agradavél, ainda tinhamos que aguentar os babacas dos americanos, mas a experiência de você poder trabalhar com pessoas tão diferentes da nossa cultura é sem dúvida uma grande fonte de amadurecimento para ser usada em nosso trabalho lá no Brasil.
Finalmente, queria agradecer a todas os amigos que estiveram presentes nessa viagem, que me ajuaram a tornar realidade alguns sonhos, foi simplesmente SENSACIONAL o tempo que passamos juntos, e tenho certeza que iremos passar bons momentos também lá no Brasil. Quando quiserem visitar Salvador é só ligar, minha casa estará sempre aberta pra receber todos vocês. O momento já é de despedida, até porque daqui a pouco é meu último dia de trabalho mas, ainda teremos algumas festas pela frente, a trip pra Washington e é claro o video da gente fazendo snowboarding de Bermuda!!
Enfim, aquele beijo pra todo mundo e se divirtam por mim lá na disney, sucesso pra todos vocês.
Publica ai Gus!!
Alberto Ribeiro Neto
Alemão / Baiano / Lodge maintenance / Preguiçoso
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Março chegou e o que vem por aí?
Dia 27, amanhã, é o último dia de trabalho de Betão Escada. Que merda.
É, parceiro, a gente sempre acha que falta muito, mas quando vai ver, o tempo passou e tudo que sobrou foram as lembranças que ficaram nas nossas memórias. Uma semana pro baiano ir embora e eu já sinto a falta desse cara que, pra mim, é um irmão. E não consigo imaginar ninguém pensando o contrário. Alberto Ribeiro Neto. Mesmo nome do avô dele (coincidência, pô). Pra quem eu vou dar comida depois de fazer a limpa na cafeteria?
Ele sabe que eu só entrei pelo buraco do Lodge por causa dele. Além das horas, era a convivência com Beto no lodge e o quão o trabalho poderia ficar simples se trabalhássemos juntos, que me fizeram optar por estar ali no meio da multidão que entra e sai da Cafeteria, do Rental, do Wunderbar... Se não fosse isso, eu teria ficado nos lifts.
A gente faz a escada todo dia. Agora, irmão, vou ter que me virar pra fazer sozinho. E se vira. Cadê o mop do Beto? Nunca mais, diz aí, Alemão.
Fiquei sabendo que algumas meninas choraram ontem e hoje. Ontem um dos primeiros internacionais já se foi. Álvaro, Ski Instructor, se foi antes que a neve não deixasse. Hoje depois de constatar que falta muito pouco. É aproveitar o que ainda resta, porque não tem como voltar atrás e reescrever o começo. É hora de escrevermos nosso fim. Fim aqui em Windham, porque essa turma de brasileiros não vai nunca mais se separar.
Hoje eu estou meio sem inspiração, e como o Alberto ficou toda falando que era o penúltimo dia, eu fiquei com isso na cabeça. Com certeza estou triste. Esse post xoxo fica como um pedido a todos para que aproveitem cada momento unico com amigos, pessoas queridas, familiares, etc. Porque, filho, quando as essas pessoas não estão por perto é que vemos o tamanho de sua falta. Experimenta pensar como é ficar sem alguém... Eu to imaginando minha vida sem a galera de Windham, e não tá sendo legal.
A única nota que vou divulgar hoje é que a ONG Achados e Perdidos fez a alegria de mais um brasileirinho. Hoje, Guilherme Filé, recebeu das mãos de nossos Embaixadores Catadores um óculos escuros! Não pergunte a marca, mas tinha a marquinha da ESPN nele. Deve ser importante.
Galera, beijundas!
Gus Lacombe,
Fiel escudeiro do Betão Escada.
É, parceiro, a gente sempre acha que falta muito, mas quando vai ver, o tempo passou e tudo que sobrou foram as lembranças que ficaram nas nossas memórias. Uma semana pro baiano ir embora e eu já sinto a falta desse cara que, pra mim, é um irmão. E não consigo imaginar ninguém pensando o contrário. Alberto Ribeiro Neto. Mesmo nome do avô dele (coincidência, pô). Pra quem eu vou dar comida depois de fazer a limpa na cafeteria?
Ele sabe que eu só entrei pelo buraco do Lodge por causa dele. Além das horas, era a convivência com Beto no lodge e o quão o trabalho poderia ficar simples se trabalhássemos juntos, que me fizeram optar por estar ali no meio da multidão que entra e sai da Cafeteria, do Rental, do Wunderbar... Se não fosse isso, eu teria ficado nos lifts.
A gente faz a escada todo dia. Agora, irmão, vou ter que me virar pra fazer sozinho. E se vira. Cadê o mop do Beto? Nunca mais, diz aí, Alemão.
Fiquei sabendo que algumas meninas choraram ontem e hoje. Ontem um dos primeiros internacionais já se foi. Álvaro, Ski Instructor, se foi antes que a neve não deixasse. Hoje depois de constatar que falta muito pouco. É aproveitar o que ainda resta, porque não tem como voltar atrás e reescrever o começo. É hora de escrevermos nosso fim. Fim aqui em Windham, porque essa turma de brasileiros não vai nunca mais se separar.
Hoje eu estou meio sem inspiração, e como o Alberto ficou toda falando que era o penúltimo dia, eu fiquei com isso na cabeça. Com certeza estou triste. Esse post xoxo fica como um pedido a todos para que aproveitem cada momento unico com amigos, pessoas queridas, familiares, etc. Porque, filho, quando as essas pessoas não estão por perto é que vemos o tamanho de sua falta. Experimenta pensar como é ficar sem alguém... Eu to imaginando minha vida sem a galera de Windham, e não tá sendo legal.
A única nota que vou divulgar hoje é que a ONG Achados e Perdidos fez a alegria de mais um brasileirinho. Hoje, Guilherme Filé, recebeu das mãos de nossos Embaixadores Catadores um óculos escuros! Não pergunte a marca, mas tinha a marquinha da ESPN nele. Deve ser importante.
Galera, beijundas!
Gus Lacombe,
Fiel escudeiro do Betão Escada.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Eu não sei andar de bicicleta!
Não é sacanagem, eu não sei mesmo - Rafael Moneró
Mais um dia de P'sW. A HellWeek tá sendo tão Heaven que eu até to querendo que fique assim pra sempre. Aliás, pra sempre não. Quanto mais cedo eu for embora de Windham, melhor. Melhor porque ficam os bons (?) momentos guardados e não dá tempo de me estressar com tudo e com todos... Opa, tarde demais. As únicas pessoas que (ainda) não me estressam são os brasileiros. Tirando a Mariana, que fica malucona todo dia e fica falando besteira.
Uma das coisas que eu estou também muito feliz é que uma gíria nossa está sendo amplamente divulgada. Nilo Vasco da Gama, torcedor do Chororô, inventou o verbo 'Dayrizar'. O ato de dayrizar consiste em 'sufocar' a comida dos outros. Sim, sufocar é um sinônimo, mas quando alguém fala que vai dayrizar a comida dos outros, todos sabem o porquê. Porque Dayris não aguenta ver alguém comendo que quer comer, bebendo que quer beber, cuspindo que quer lamber...
Enfim... Estamos aqui na Cottage de novo. Point dos brasileiros em Windham, é aqui que a gente se reúne para resolver as coisas e tomar uma. Geralmente a gente toma todas e não resolve nada. Mas é assim mesmo. No fim, tudo dá certo. É o Brazilian Power.
Ah, Mdg (Muambas by Gus) fez mais uma venda. Bruno, o casado do grupo, vai realmente adquirir o boné da Analog que está na minha mão muito mais barato do que na loja. Vamos combinar, até na Amazon.com você não acha algo parecido. 10 doletas para encerrar o assunto. Hoje, também, chegaram as encomendas de Guilherme Filé, Betão Escada e, novamente citado no post, Nilo Vice Gama. Cada um encomendou uma bandeira do Brasil através dos meus serviços de muambagem e postagem. Agora, parceiro, vamos todos esquiar com a bandeira amarrada no pescoço.
Mbg, de Windham para uma futura instalação no Saara.
E estou pensando em lançar mais dois empreendimentos. O primeiro é uma ONG sem fins lucrativos (mas se alguém quiser patrocinar, beleza!). A ONG Achados e Perdidos se dedica a dar aos amigos que gosto as coisas que eu acho na montanha. Coisas essas que não podem ser vendidas pelo Mbg e nem serem aproveitadas por mim mesmo. Ng é a mais beneficiada. Pô, não ri do nome da menina não. Ng... Ka Yan. É melhor? Então, a japa (que é chinesa), Ka Yan Ng, é uma das mais beneficiadas já tendo recebido dois casacos. Jaime Pica de Mel também já ganhou um casaco. (Não deem mole... meus moleques vindos do Brasil especializados em catar latinha do chão não deixam passar nada que sobra)
O segundo empreendimento é o Windham Puterío Records. Vamos lançar a música 'Rabo do Macaco'. A letra, impublicável num blog de família, mas não em um de Windham, conta da alegria que o eu-lírico sente em poder defecar. Cagar, como diz a Mariana. "Vou cortar o rabo do macaco... o rabo do macaco... Vou afundar o navio negreiro... o navio negreto...". Ainda tem outras partes, todas relacionadas com o amigo do interior que vai pro Rio. Ou rio... =] O autor da música? O peruano mais japonês que eu conheço: Paulo. É, e com nome de brasileiro. Vou adotar esse menino porque ele tem muito futuro na música. Depois do Rebolation, o Macaco taí.
Bom, eu quase não falei do meu dia, né? Mesma merda, dia diferente. Nada a acrescentar.
Tô querendo muito que chegue logo a viagem pra Washington!
E vida que segue. Amanhã tem mais fatos, curiosidades e notícias sobre Windham.
Gustavo Lacombe,
Assessor de Imprensa da galera, Muambeiro Amador, Produtor Artístico de Merda (música merda, pô), Snowmaker, Lift e Lodge. Ah, eu sou estudante também!!
citações:
"Eu quero mais é que aquele gordo se foda!" - Lucas Ouro Preto
"Ela me estrangulou caralho!" - Ng, depois que a Mariana quase a matou
"O óculos faz parte de mim" - Nilo Vice
"Vasco da Gama!" - Mariana, depois de bater com a cabeça e ser perguntada qual é o maior mal da humanidade.
"Chupa meu Cú" - Expressão favorita de Betão Escada
Mais um dia de P'sW. A HellWeek tá sendo tão Heaven que eu até to querendo que fique assim pra sempre. Aliás, pra sempre não. Quanto mais cedo eu for embora de Windham, melhor. Melhor porque ficam os bons (?) momentos guardados e não dá tempo de me estressar com tudo e com todos... Opa, tarde demais. As únicas pessoas que (ainda) não me estressam são os brasileiros. Tirando a Mariana, que fica malucona todo dia e fica falando besteira.
Uma das coisas que eu estou também muito feliz é que uma gíria nossa está sendo amplamente divulgada. Nilo Vasco da Gama, torcedor do Chororô, inventou o verbo 'Dayrizar'. O ato de dayrizar consiste em 'sufocar' a comida dos outros. Sim, sufocar é um sinônimo, mas quando alguém fala que vai dayrizar a comida dos outros, todos sabem o porquê. Porque Dayris não aguenta ver alguém comendo que quer comer, bebendo que quer beber, cuspindo que quer lamber...
Enfim... Estamos aqui na Cottage de novo. Point dos brasileiros em Windham, é aqui que a gente se reúne para resolver as coisas e tomar uma. Geralmente a gente toma todas e não resolve nada. Mas é assim mesmo. No fim, tudo dá certo. É o Brazilian Power.
Ah, Mdg (Muambas by Gus) fez mais uma venda. Bruno, o casado do grupo, vai realmente adquirir o boné da Analog que está na minha mão muito mais barato do que na loja. Vamos combinar, até na Amazon.com você não acha algo parecido. 10 doletas para encerrar o assunto. Hoje, também, chegaram as encomendas de Guilherme Filé, Betão Escada e, novamente citado no post, Nilo Vice Gama. Cada um encomendou uma bandeira do Brasil através dos meus serviços de muambagem e postagem. Agora, parceiro, vamos todos esquiar com a bandeira amarrada no pescoço.
Mbg, de Windham para uma futura instalação no Saara.
E estou pensando em lançar mais dois empreendimentos. O primeiro é uma ONG sem fins lucrativos (mas se alguém quiser patrocinar, beleza!). A ONG Achados e Perdidos se dedica a dar aos amigos que gosto as coisas que eu acho na montanha. Coisas essas que não podem ser vendidas pelo Mbg e nem serem aproveitadas por mim mesmo. Ng é a mais beneficiada. Pô, não ri do nome da menina não. Ng... Ka Yan. É melhor? Então, a japa (que é chinesa), Ka Yan Ng, é uma das mais beneficiadas já tendo recebido dois casacos. Jaime Pica de Mel também já ganhou um casaco. (Não deem mole... meus moleques vindos do Brasil especializados em catar latinha do chão não deixam passar nada que sobra)
O segundo empreendimento é o Windham Puterío Records. Vamos lançar a música 'Rabo do Macaco'. A letra, impublicável num blog de família, mas não em um de Windham, conta da alegria que o eu-lírico sente em poder defecar. Cagar, como diz a Mariana. "Vou cortar o rabo do macaco... o rabo do macaco... Vou afundar o navio negreiro... o navio negreto...". Ainda tem outras partes, todas relacionadas com o amigo do interior que vai pro Rio. Ou rio... =] O autor da música? O peruano mais japonês que eu conheço: Paulo. É, e com nome de brasileiro. Vou adotar esse menino porque ele tem muito futuro na música. Depois do Rebolation, o Macaco taí.
Bom, eu quase não falei do meu dia, né? Mesma merda, dia diferente. Nada a acrescentar.
Tô querendo muito que chegue logo a viagem pra Washington!
E vida que segue. Amanhã tem mais fatos, curiosidades e notícias sobre Windham.
Gustavo Lacombe,
Assessor de Imprensa da galera, Muambeiro Amador, Produtor Artístico de Merda (música merda, pô), Snowmaker, Lift e Lodge. Ah, eu sou estudante também!!
citações:
"Eu quero mais é que aquele gordo se foda!" - Lucas Ouro Preto
"Ela me estrangulou caralho!" - Ng, depois que a Mariana quase a matou
"O óculos faz parte de mim" - Nilo Vice
"Vasco da Gama!" - Mariana, depois de bater com a cabeça e ser perguntada qual é o maior mal da humanidade.
"Chupa meu Cú" - Expressão favorita de Betão Escada
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Quebrando tudo.
Seu Dr., tá doendo tudo!
Vamos entrar no sétimo dia da President's Week. Hoje, depois de mais de 17 horas de trabalho, cheguei em casa com a sensação de que todo esse meu esforço é demais. Meu corpo parece pedir ajuda toda vez que vai levantar uma caixa, trocar um lixo, limpar um vidro. Só o Monster que salva, dá energia e disposição pra continuar na vida de peão do Lodge.
Hoje o dia foi chato. Betão Escada no Tubbing park, Wagner Sem Brasileiro de folga, Sebastianzinho doente, Medally Ibaños também... O trabalho caiu nas costas do brasileirinho aqui mesmo. Fiquei um tempo trocando o lixo soinho até que JoseX aparecesse de novo (hoje ele foi mandado para casa pela surpevisora por chegar 5 horas antes do previsto). Pelo menos Betão fechou a tampa comigo hoje até meia-noite.
Aí fica assim. Enquanto a gente quebra a banca, se quebra no snowboard. Outro dia eu caí e machuquei o pescoço, que ainda dói um pouco. Agora o que me dói é o joelho, que bati no chão depois de tentar pular uma rampa na Wonderama. É, filho, pra tentar ficar com nesse esporte tem que quebrar muito osso. Por isso que eu vou continuar sendo um merda. Quero voltar inteiro, pô!
Estamos nos planejando para fazer mais de 50 horas até sabado. Em três dias podemos resolver uma semana inteira e sair pra fazer snowboard no domingo e na segunda, e viajar nos três dias subsequentes. Torcendo muito para que isso dê certo.
Descobri hoje a real data em que vou me apresentar na montanha: 13 de março. Durante a festa dos empregados, fui designado para fazer o entertainment do pessoal. Vamos ver se eles me aguentam. Só é chato porque um monte de gente já vai ter ido embora. Espero que pelo menos os brasileiros estejam por aqui para me ver tocar. Se um dia eu for famoso eles vão poder dizer que me viram antes da fama. =]
Ando com o coração apertado. Vivo pensando como seria se não fosse se estivesse em casa. O Rio continua lindo e Windham não é mais a mesma. Nem a chance de fazer muito dinheiro seduz mais, porque, afinal de contas, tem que ralar muito para fazer dinheiro. Saudades de tudo. E mais um pouco. Hoje vi a Cá triste porque tinha falado com a mãe dela. Como eu queria poder dar um abraço na minha toda noite antes de dormir... E quando ouço a Mari falar do pai dela, lembro do meu pai e do tanto que ele pede para eu aparecer pra jantar, almoçar, dar um oi... e às vezes eu não posso... e hoje eu sinto falta de todas as vezes que eu não pude ir.
A experiência está sendo foda, mas o biológico já ligou o sinal desesperado. Tá chegando a hora de ver muitos amigos (Betão, Andrew, Wagner) irem embora. Vai ficar um saco isso aqui sem eles. O Rafa também vai voltar pro Espírito Santo. Quem vai me alegrar durante as festas com vídeos e frases de efeito e sob o efeito do álcool? Vai ser foda.
Entretanto, eu espero contar com a humilde participação de cada um desses amigos. Hoje, Escada deu a idéia de cada um publicar aqui no Blug do Gós as suas impressões sobre o programa. Pra falar mesmo. Desde já sintam-se todos convidados a escrever no nosso humilde bloguinho. Vai ter gente contando como passou perrengue no trabalho e outros contando como quase se casaram aqui nessa cidade perdida no meio do nada de Nova Iorque.
Com esse clima de melancolia eu me despeço para poder dormir minhas 4 horinhas. Amanhã eu tô na montanha cedo, mas com certeza vai rolar aquela soneca da tarde.
Um beijão para todos.
Gustavo Lacombe,
The Brazilian Homesick Snowmaker
Vamos entrar no sétimo dia da President's Week. Hoje, depois de mais de 17 horas de trabalho, cheguei em casa com a sensação de que todo esse meu esforço é demais. Meu corpo parece pedir ajuda toda vez que vai levantar uma caixa, trocar um lixo, limpar um vidro. Só o Monster que salva, dá energia e disposição pra continuar na vida de peão do Lodge.
Hoje o dia foi chato. Betão Escada no Tubbing park, Wagner Sem Brasileiro de folga, Sebastianzinho doente, Medally Ibaños também... O trabalho caiu nas costas do brasileirinho aqui mesmo. Fiquei um tempo trocando o lixo soinho até que JoseX aparecesse de novo (hoje ele foi mandado para casa pela surpevisora por chegar 5 horas antes do previsto). Pelo menos Betão fechou a tampa comigo hoje até meia-noite.
Aí fica assim. Enquanto a gente quebra a banca, se quebra no snowboard. Outro dia eu caí e machuquei o pescoço, que ainda dói um pouco. Agora o que me dói é o joelho, que bati no chão depois de tentar pular uma rampa na Wonderama. É, filho, pra tentar ficar com nesse esporte tem que quebrar muito osso. Por isso que eu vou continuar sendo um merda. Quero voltar inteiro, pô!
Estamos nos planejando para fazer mais de 50 horas até sabado. Em três dias podemos resolver uma semana inteira e sair pra fazer snowboard no domingo e na segunda, e viajar nos três dias subsequentes. Torcendo muito para que isso dê certo.
Descobri hoje a real data em que vou me apresentar na montanha: 13 de março. Durante a festa dos empregados, fui designado para fazer o entertainment do pessoal. Vamos ver se eles me aguentam. Só é chato porque um monte de gente já vai ter ido embora. Espero que pelo menos os brasileiros estejam por aqui para me ver tocar. Se um dia eu for famoso eles vão poder dizer que me viram antes da fama. =]
Ando com o coração apertado. Vivo pensando como seria se não fosse se estivesse em casa. O Rio continua lindo e Windham não é mais a mesma. Nem a chance de fazer muito dinheiro seduz mais, porque, afinal de contas, tem que ralar muito para fazer dinheiro. Saudades de tudo. E mais um pouco. Hoje vi a Cá triste porque tinha falado com a mãe dela. Como eu queria poder dar um abraço na minha toda noite antes de dormir... E quando ouço a Mari falar do pai dela, lembro do meu pai e do tanto que ele pede para eu aparecer pra jantar, almoçar, dar um oi... e às vezes eu não posso... e hoje eu sinto falta de todas as vezes que eu não pude ir.
A experiência está sendo foda, mas o biológico já ligou o sinal desesperado. Tá chegando a hora de ver muitos amigos (Betão, Andrew, Wagner) irem embora. Vai ficar um saco isso aqui sem eles. O Rafa também vai voltar pro Espírito Santo. Quem vai me alegrar durante as festas com vídeos e frases de efeito e sob o efeito do álcool? Vai ser foda.
Entretanto, eu espero contar com a humilde participação de cada um desses amigos. Hoje, Escada deu a idéia de cada um publicar aqui no Blug do Gós as suas impressões sobre o programa. Pra falar mesmo. Desde já sintam-se todos convidados a escrever no nosso humilde bloguinho. Vai ter gente contando como passou perrengue no trabalho e outros contando como quase se casaram aqui nessa cidade perdida no meio do nada de Nova Iorque.
Com esse clima de melancolia eu me despeço para poder dormir minhas 4 horinhas. Amanhã eu tô na montanha cedo, mas com certeza vai rolar aquela soneca da tarde.
Um beijão para todos.
Gustavo Lacombe,
The Brazilian Homesick Snowmaker
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Bem-vinda 90.
90 Horas numa semana. É muita hora, parceiro.
Chegamos ao fim da primeira parte da semana. E fechamos com chave de ouro. Depois de vários dias caçando no Lodge de Windham, hoje, durante as investidas nas lixeiras milagrosas (que se preenchem sem niguém ver), achei um pote de ouro. Meu pote de ouro foi a enésima hora. E isso nem Dotti tira, mano. Não é a tão esperada quebra da banca, mas deu pra deixar a galera preocupada.
O dia foi bom. Consegui dormir muito hoje. Dormi 4 horas e meia. YYYEEEESSS! 8 e meia da manhã já estava na montanha trabalhando. Até que hoje a preguiça não deu as caras, depois que matamos um parente dela ontem. Ah, e hoje, pra variar, fui fazer snowboard. Até porque o único dia que neva no Rio eu não posso ir fazer snowboard porque eu estou estudando.
A única nota chata é que Little Dotti (Valentina), resolveu perguntar se eu não queria trabalhar. Fala sério! Eu, trabalhar? As 10 da noite? Não não, tava na hora de ir para a Cottage, de onde estou atualizando o blog, e encontrar os amiguinhos que estão decidindo como vamos para Boston. Opa, Washington. Acho que a bebedeira da Mariana tá passando pra mim por osmose.
Tenho que ir lá porque fui chamado para um conserto VIP na Casa Branca. Conserto com 's' mesmo. Vou lá trocar uns lixos, desentupir uns aspiradores e lustrar o sapato de Barack. Pra limpa banheiro de americano filha-da-puta (muitos não são, verdade seja dita), engraxar o sapato do 'cara' é pinto.
Agora, acho muito engraçado. Antes de chegar aqui com o carregamento de sanduíche fresquinho da Cafeteria Cool Beans, de Windham Mt., a galera secou uma garrafa de vodka. Ng tá louquinha e não consegue abaixar pra pegar uma água que cai, Nilo se estressa com qualquer vírgula fora do lugar, Alemão parece pronto para desligar do planeta Terra e dormir até voltar pra Salvador, Wagner Ixpó já está arrumado pra ir pro trabalho amanhã, Carina tá morta, e eu to atualizando o Blug do Gós. A Mariana e o Rafael tão se comendo no canto e não conta.
O único internacional que marca presença na festa é Carlos Cala a Boca. Aliás, ele não, o cheiro dele. Porque vai feder assim no Peru, porra!
Ah, quero disser pra quem interessar, e quem não se interessar foda-se, que eu tocarei na montanha dia 3 de março. Durante a festa do empregados, eu tocarei um set com músicas em inglês e em português. Aliás, CPP disse que quer ouvir música brasileira. Alguma sugestão?
Bom, estamos quase chegando a um consenso aqui. Escrevi 'consenso' certo? Sairemos na segunda, ou terça (belo consenso), e voltamos na quarta ou quinta (ah, agora sim!). Eu quero ir no Smithsonian (também não sei se escrevi o nome desse lugar certo), o maior museu do mundo, dividido em um monte de prédios. É aonde se passa "Uma Noite no Museu 2". Simplesmente foda.
Ai ai, tá acabando. Vai batendo uma tristeza. Já estou pensando no último post, mas ainda vou gastar muita lágrima e tempo pra poder fazer uma despedida decente do The Brazilian Snowmaker.
A todos que fazem dessa experiência a melhor possível, meu muito obrigado.
A todos que me fazem sentir muita saudade, falta pouco.
Um beijo no coração (que gay!) e fiquem com Deus.
Gustavo Lacombe,
Quebrador de Banca e faz-tudo de Windham Mt. Co.
Obs.: Teve um post que eu disse que chegar a 100 horas era quase ilusão, mas eu cheguei perto. Não cheguei porque resolvi fazer 6 horas de snowboard e teve um dia bem fraquinho que a gente saiu cedo. A gente rala, mas precisa se divertir.
Chegamos ao fim da primeira parte da semana. E fechamos com chave de ouro. Depois de vários dias caçando no Lodge de Windham, hoje, durante as investidas nas lixeiras milagrosas (que se preenchem sem niguém ver), achei um pote de ouro. Meu pote de ouro foi a enésima hora. E isso nem Dotti tira, mano. Não é a tão esperada quebra da banca, mas deu pra deixar a galera preocupada.
O dia foi bom. Consegui dormir muito hoje. Dormi 4 horas e meia. YYYEEEESSS! 8 e meia da manhã já estava na montanha trabalhando. Até que hoje a preguiça não deu as caras, depois que matamos um parente dela ontem. Ah, e hoje, pra variar, fui fazer snowboard. Até porque o único dia que neva no Rio eu não posso ir fazer snowboard porque eu estou estudando.
A única nota chata é que Little Dotti (Valentina), resolveu perguntar se eu não queria trabalhar. Fala sério! Eu, trabalhar? As 10 da noite? Não não, tava na hora de ir para a Cottage, de onde estou atualizando o blog, e encontrar os amiguinhos que estão decidindo como vamos para Boston. Opa, Washington. Acho que a bebedeira da Mariana tá passando pra mim por osmose.
Tenho que ir lá porque fui chamado para um conserto VIP na Casa Branca. Conserto com 's' mesmo. Vou lá trocar uns lixos, desentupir uns aspiradores e lustrar o sapato de Barack. Pra limpa banheiro de americano filha-da-puta (muitos não são, verdade seja dita), engraxar o sapato do 'cara' é pinto.
Agora, acho muito engraçado. Antes de chegar aqui com o carregamento de sanduíche fresquinho da Cafeteria Cool Beans, de Windham Mt., a galera secou uma garrafa de vodka. Ng tá louquinha e não consegue abaixar pra pegar uma água que cai, Nilo se estressa com qualquer vírgula fora do lugar, Alemão parece pronto para desligar do planeta Terra e dormir até voltar pra Salvador, Wagner Ixpó já está arrumado pra ir pro trabalho amanhã, Carina tá morta, e eu to atualizando o Blug do Gós. A Mariana e o Rafael tão se comendo no canto e não conta.
O único internacional que marca presença na festa é Carlos Cala a Boca. Aliás, ele não, o cheiro dele. Porque vai feder assim no Peru, porra!
Ah, quero disser pra quem interessar, e quem não se interessar foda-se, que eu tocarei na montanha dia 3 de março. Durante a festa do empregados, eu tocarei um set com músicas em inglês e em português. Aliás, CPP disse que quer ouvir música brasileira. Alguma sugestão?
Bom, estamos quase chegando a um consenso aqui. Escrevi 'consenso' certo? Sairemos na segunda, ou terça (belo consenso), e voltamos na quarta ou quinta (ah, agora sim!). Eu quero ir no Smithsonian (também não sei se escrevi o nome desse lugar certo), o maior museu do mundo, dividido em um monte de prédios. É aonde se passa "Uma Noite no Museu 2". Simplesmente foda.
Ai ai, tá acabando. Vai batendo uma tristeza. Já estou pensando no último post, mas ainda vou gastar muita lágrima e tempo pra poder fazer uma despedida decente do The Brazilian Snowmaker.
A todos que fazem dessa experiência a melhor possível, meu muito obrigado.
A todos que me fazem sentir muita saudade, falta pouco.
Um beijo no coração (que gay!) e fiquem com Deus.
Gustavo Lacombe,
Quebrador de Banca e faz-tudo de Windham Mt. Co.
Obs.: Teve um post que eu disse que chegar a 100 horas era quase ilusão, mas eu cheguei perto. Não cheguei porque resolvi fazer 6 horas de snowboard e teve um dia bem fraquinho que a gente saiu cedo. A gente rala, mas precisa se divertir.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Vã Filosofia
Ir ao McDonald's e pedir salada é igual ir ao Puteiro e pedir um abraço.
É com esse pensamento do dia que iniciamos mais uma atualização do "Blug do Gós" (by Wagner). Acabo de chegar em casa depois de um longo dia de muito trabalho. Muito pouco. Contamos nos dedos os minutos que tivemos algo para fazer. Depois desses minutos a parada era ver o lodge movimentado. Movimentado de co-workers se escondendo da Dotti que insistia em nos encontrar nos lugares mais improváveis, como na Cafeteria trabalhando.
Estamos quebrando a banca. Lembro de quando eu falei aqui que não conseguiríamos chegar a 100 horas. Posso dizer que ainda há esperança. Segundo meus cálculos, tenho que trabalhar umas 18 horas amanhã. Chegar 7 e sair à 1 da manhã. É possível. Entretanto, posso acabar me desgastando por causa de un trocados a mais. E, parceiro, dormir faz uma falta.
E uma coisa que aconteceu hoje que comprova que nunca se pode dormir no ponto foi: tivemos presenças ilustres na montanha. Pra começar, tivemos um rápido encontro com o pai da Brasileira Yasmin. Seu Edmundo, ou tio, para os íntimos, conversou durante um bom tempo enquanto eu trabalhava (tem alguma errada aqui, não?). Ele veio junto com o irmão da Yasmin, que eu esqueci o nome agora, mas que também é um rapaz bem simpático. Edmundo, pode deixar que a gente vai correr atrás de divulgar tudo que aconteceu aqui.
A segunda visita a ser citada é a presença do diretor da IE. Marcelo, o "cara da palestra", estava aqui em Windham passando um dia. Veio fazer snowboard coitado. E não pagou nada. Ê, vidão! Junto dele estava o dono da IE de Fortaleza, que eu também não lembro o nome (hoje tá foda!). A presença deles, a minha simpatia, e o meu depoimento para um vídeo da IE, me valeram uma mochila nova. Da IE. Mas essa é foda, parceiro, e me fez economizar o dinheiro de uma mochila nova. Ah, pode deixar que eu falei com ele sobre os problemas da montanha, mas ele também não falou mais nada sobre isso...
Pra variar hoje eu fui andar de snowboard com Betão Escada, que estava meio sonolento, com dores no corpo e uma unha encravada, e por isso acabou indo mal durante o dia. Justamente o contrário de ontem quando ele adorou, e eu detestei. Pra mim, o snowboard talvez tenha sido a parte do dia em que mais fiz esforço. Durante todo o dia a gente 'baianou'.
Aliás, hoje a gente continuou nossa caça. Cruzou o caminho uma preguiça... GiGaNtE! durante todo o dia lutamos contra ela contando as horas e usando artifícios lícitos para não sermos abatidos pela lezera. Essa semana tá sendo a semana do Monster, o melhor energético do mundo! =] Assim, com leões, tigres e uma preguiça no currículo, é que amanhã eu vou para o meio do lodge de novo e caçar os animais que aparecem por lá.
Mas se bem que a gente tá bem de animal. Tirando um animal ou outro que pega uma menina de 14 anos, faz o que quiser. Faça, afinal de contas, você está num país livre, como diziam os americanos. Só não seja preso.
Eu estou tentando ter idéias, mas está difícil. Amanhã eu prometo um post mais animado, mas devo atualizar direto da cafeteria, o que me poupa de escrever morrendo de sono em cima do computador. Opa, acabei de dar uma pescada aqui.
Até amanhã, e a caça predatória continua.
Gustavo Lacombe,
Santana.
É com esse pensamento do dia que iniciamos mais uma atualização do "Blug do Gós" (by Wagner). Acabo de chegar em casa depois de um longo dia de muito trabalho. Muito pouco. Contamos nos dedos os minutos que tivemos algo para fazer. Depois desses minutos a parada era ver o lodge movimentado. Movimentado de co-workers se escondendo da Dotti que insistia em nos encontrar nos lugares mais improváveis, como na Cafeteria trabalhando.
Estamos quebrando a banca. Lembro de quando eu falei aqui que não conseguiríamos chegar a 100 horas. Posso dizer que ainda há esperança. Segundo meus cálculos, tenho que trabalhar umas 18 horas amanhã. Chegar 7 e sair à 1 da manhã. É possível. Entretanto, posso acabar me desgastando por causa de un trocados a mais. E, parceiro, dormir faz uma falta.
E uma coisa que aconteceu hoje que comprova que nunca se pode dormir no ponto foi: tivemos presenças ilustres na montanha. Pra começar, tivemos um rápido encontro com o pai da Brasileira Yasmin. Seu Edmundo, ou tio, para os íntimos, conversou durante um bom tempo enquanto eu trabalhava (tem alguma errada aqui, não?). Ele veio junto com o irmão da Yasmin, que eu esqueci o nome agora, mas que também é um rapaz bem simpático. Edmundo, pode deixar que a gente vai correr atrás de divulgar tudo que aconteceu aqui.
A segunda visita a ser citada é a presença do diretor da IE. Marcelo, o "cara da palestra", estava aqui em Windham passando um dia. Veio fazer snowboard coitado. E não pagou nada. Ê, vidão! Junto dele estava o dono da IE de Fortaleza, que eu também não lembro o nome (hoje tá foda!). A presença deles, a minha simpatia, e o meu depoimento para um vídeo da IE, me valeram uma mochila nova. Da IE. Mas essa é foda, parceiro, e me fez economizar o dinheiro de uma mochila nova. Ah, pode deixar que eu falei com ele sobre os problemas da montanha, mas ele também não falou mais nada sobre isso...
Pra variar hoje eu fui andar de snowboard com Betão Escada, que estava meio sonolento, com dores no corpo e uma unha encravada, e por isso acabou indo mal durante o dia. Justamente o contrário de ontem quando ele adorou, e eu detestei. Pra mim, o snowboard talvez tenha sido a parte do dia em que mais fiz esforço. Durante todo o dia a gente 'baianou'.
Aliás, hoje a gente continuou nossa caça. Cruzou o caminho uma preguiça... GiGaNtE! durante todo o dia lutamos contra ela contando as horas e usando artifícios lícitos para não sermos abatidos pela lezera. Essa semana tá sendo a semana do Monster, o melhor energético do mundo! =] Assim, com leões, tigres e uma preguiça no currículo, é que amanhã eu vou para o meio do lodge de novo e caçar os animais que aparecem por lá.
Mas se bem que a gente tá bem de animal. Tirando um animal ou outro que pega uma menina de 14 anos, faz o que quiser. Faça, afinal de contas, você está num país livre, como diziam os americanos. Só não seja preso.
Eu estou tentando ter idéias, mas está difícil. Amanhã eu prometo um post mais animado, mas devo atualizar direto da cafeteria, o que me poupa de escrever morrendo de sono em cima do computador. Opa, acabei de dar uma pescada aqui.
Até amanhã, e a caça predatória continua.
Gustavo Lacombe,
Santana.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Um por dia.
Olha o Samba aí de novo!
Olha nosso blog aí de novo. Mais uma madrugada aceso junto com a vela de 14 dias que a minha Vó com certeza deixa sempre no quarto dela pedindo para que seu neto esteja em paz, sem cometer nenhuma loucura e rezando todos os dias. Vó, eu to bem, hein!
Hoje matamos quem, deixa eu ver... Matamos o Tigrão! Como eu já havia adiantado ontem, saímos a caça do felino pelas matas de Windham e pelas lixeiras do Lodge. Não houve tempo hábil de se colocar as muitas sacolas plásticas nas latas e ajudar o trabalho durante o dia. Pela manhã nos dedicamos ao ofício de empurrar neve contra o morro, afinal de contas, o morro nunca tem vez. Depois disso veio um break, e o dia acabou virando um eterno Break, ou uma repartição pública do Brasil.
Isso aconteceu porque a tão temida HellWeek parece ainda não ter começado em Windham. Talvez o blackout de sábado tenha deixado as pessoas um pouco temerosas em relação a capacidade da montanha em administrar seu próprio negócio. Mas eu acho que a salmonela encontrada em um dos sanduíches da cozinha também ajudou. =]
Brincadeira gente, nunca houve salmonela lá. Mas no Barbecue eu já não sei...
O dia também foi dividido em fases, como ontem. Hoje foi ralação, break, snowboard e trabalho. Aliás, o snowboard de hoje foi uma merda pra mim. Se eu tivesse ficado trabalhando teria sido melhor. Mas tudo vale a pena (quando a alma não é pequena), já que isso aqui vai acabar dentro de poucas semanas. Ainda estou pensando se vou a Washington ou não. Queria muito viajar com os amigos, mas os compromissos do pós-slave experience acabam me deixando preso a montanha, mesmo que me deem uma semana de dayoff.
No mais? deixa eu me ir porque meu sono bate com força, moça.
E desculpem meu f'ãs e leitores por não ter sido nem tentar ser engraçado no dia de hoje. Engraçado mesmo é ver a cara de sono que eu faço quando acordo.
partiu dormir!
Abraços!
Gustavo Lacombe
Dorminhoco Profissional
Olha nosso blog aí de novo. Mais uma madrugada aceso junto com a vela de 14 dias que a minha Vó com certeza deixa sempre no quarto dela pedindo para que seu neto esteja em paz, sem cometer nenhuma loucura e rezando todos os dias. Vó, eu to bem, hein!
Hoje matamos quem, deixa eu ver... Matamos o Tigrão! Como eu já havia adiantado ontem, saímos a caça do felino pelas matas de Windham e pelas lixeiras do Lodge. Não houve tempo hábil de se colocar as muitas sacolas plásticas nas latas e ajudar o trabalho durante o dia. Pela manhã nos dedicamos ao ofício de empurrar neve contra o morro, afinal de contas, o morro nunca tem vez. Depois disso veio um break, e o dia acabou virando um eterno Break, ou uma repartição pública do Brasil.
Isso aconteceu porque a tão temida HellWeek parece ainda não ter começado em Windham. Talvez o blackout de sábado tenha deixado as pessoas um pouco temerosas em relação a capacidade da montanha em administrar seu próprio negócio. Mas eu acho que a salmonela encontrada em um dos sanduíches da cozinha também ajudou. =]
Brincadeira gente, nunca houve salmonela lá. Mas no Barbecue eu já não sei...
O dia também foi dividido em fases, como ontem. Hoje foi ralação, break, snowboard e trabalho. Aliás, o snowboard de hoje foi uma merda pra mim. Se eu tivesse ficado trabalhando teria sido melhor. Mas tudo vale a pena (quando a alma não é pequena), já que isso aqui vai acabar dentro de poucas semanas. Ainda estou pensando se vou a Washington ou não. Queria muito viajar com os amigos, mas os compromissos do pós-slave experience acabam me deixando preso a montanha, mesmo que me deem uma semana de dayoff.
No mais? deixa eu me ir porque meu sono bate com força, moça.
E desculpem meu f'ãs e leitores por não ter sido nem tentar ser engraçado no dia de hoje. Engraçado mesmo é ver a cara de sono que eu faço quando acordo.
partiu dormir!
Abraços!
Gustavo Lacombe
Dorminhoco Profissional
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Preso por caça predatória
"Esteje Preso", disse o delegado.
Quando eu falava que iria matar um leão por dia, não imaginei que fosse passar em meu caminho um elefante. Sim, um elefante. Depois de 17 (dezessete) horas de trabalho eu não posso dizer que matei um leão. Tinha que ser algo maior. Mas como não foi um dia inteiro, o que poderia ser considerado um paquidermo de proporções colossais, vamos deixar estabelecido que hoje eu matei o Dumbo. Elefante pequeno, bonitinho que sabe voar, como meu dia que voou e agora se encerra nessa atualização de blog.
É meia noite e meia e estou esperando o nosso querido amigo JoseX acabar de tomar banho. Triste isso. A gente fica um dia inteiro numa montanha xexelenta (explico já o porquê da revolta) e não pode nem tomar um banho em paz quando chegar em casa! Mas tudo bem, ele ter ido primeiro me deu tempo para atualizar o bloguinho.
Hoje, depois de muito se falar e ouvir sobre essa situação, um amigo nosso teve a mochila roubada. Por um americano? Provavelmente. Cliente? Provavelmente. Aí você me pergunta se quem frequenta motanha tem grana... sim, a grande maioria tem. Mas sempre tem um playboy metido a esperto que quer mostrar para os amigos que ele rouba, que é o fodão, que é o cara... Ou então foi um filha da puta mesmo que gostou da cor da mochila e carregou. De qualquer forma, perder documentos, cartões e uma mochila nova, nunca será legal.
Voltando ao Dumbo, hoje o trabalho foi feito de fases. Até a gente começar a trabalhar de noite foi bem tranquilo, com direito a assitir o jogo do Flamengo e tudo. Mas quando as luzes do Barbecue se apagaram foi que o bicho pegou. Três horas direto, sem tirar pra descansar. É, parceiro, tem que aguentar o ritmo da President's Week. Hoje, só pra continuar a aumentar a minha lista de coisas para que o Lodge Maintenance serve, fui encher um caminhão com lenha. Muito bom. Se como snowmaker eu cortava a madeira, agora eu transporto. Só não virei ainda o Guest da montanha que aproveita quando a madeira, que virou lenha, vira cinza na fogueira do pátio.
Hoje o dia também foi marcado por uma chegada bem-vinda: Extra. Bem-vinda extra.
O MdG (muambas by Gus) fez mais um negócio, mas que tinha sido concretizado há dois dias, só não tinha sido anunciado. Foram vendidas três bandeiras do Brasil a preço de sanduíche do Subway, a cinco dólares cada uma. Bonita e barata ela é, quero ver agora se é boa.
Minha comida acabou de sair do microondas. E o que isso tem a ver com o blog? É que comida, doido (como diria Andrew de Recife), pode levar o ser humano a atos extremos. Inclusive, entregar colegas, delatar amigos de trabalho, matar... Então imagine o que uma pessoas não faria por um Cookie com M&M's? A pessoa vende a alma ao diabo. Aliás, ela pode até vender, porque comprar ela compra nada. Mão-de-vaca até o osso, Cookie Gabriela vai no Wal-Mart e só gasta 7 dólares, que é no lanche do Subway. O resto da comida do mês ela pega dos amigos que levam almoço ou compram um lanche na cafeteria. Ela virou até verbo: Dayrizar. Quando você ve aquele seu amigo com aquela batata frita no capricho, vc chega perto e diz: "adoro batata-frita", e sai pegando. Pronto! Você já está dayrizando com tudo!
Enfim, deixemos as formas redondas para trás (um cookie é redondo, assim como a cara da dedo-duro). Vamos falar do que foi a noite de ontem da brasileirada em Hunter. Num sábado qualquer, fomos a Hunter curtir no Slopes, bar que já quebramos (Hugo!) uma vez e do qual fomos expulsos por causa de uma briga (Que envolvia um viado, uma menina, um cozinheiro e um porquinho da Índia). O que aconteceu nesse dia deve morrer por lá, até porque eu lembro de metade. Mas vou parar de falar que eu bebi porque minha lê esse blog. Mãe, te amo!
Outra coisa que eu queria citar aqui era a Van que leva e traz a gente da motanha para casa ou vice-versa, não necessariamente nessa ordem. Com mais de 10 anos de uso, a Chevrolet velhinha de Guerra tem uma placa de "sente com moderação" (sit gentle). Isso porque quem senta com muita força (ai...) acaba deslocando o banco de lugar... Sim, os bancos da Van parecem ser soltos. Bem que podiam me fazer dedicar uma manhã a limpar aquele pedaço de metal com um motorzinho. Seria pago por fazer um favor a mim mesmo.
Bom, estou ficando sem idéias e o Alemão também se mostra totalmente indefeso e com sono ao meu lado. Já começo a escrever as coisas que me veem a cabeça, mas que não tem nada a ver com o tema que venho desenvolvendo ao longo do post de hoje.
Um bjão pra todo mundo, e podem esperar, amanhã eu mato Tigrão, da turma do Ursinho Pooh (ou Puff, para os ignorantes brasileiros). O tigre é um animal sagaz, e não pense que é mais fraco que um Leão. Quero ver contra alguém de Capricórnio como eu. =]
Gustavo Lacombe,
Sonâmbulo do Lodge.
Quando eu falava que iria matar um leão por dia, não imaginei que fosse passar em meu caminho um elefante. Sim, um elefante. Depois de 17 (dezessete) horas de trabalho eu não posso dizer que matei um leão. Tinha que ser algo maior. Mas como não foi um dia inteiro, o que poderia ser considerado um paquidermo de proporções colossais, vamos deixar estabelecido que hoje eu matei o Dumbo. Elefante pequeno, bonitinho que sabe voar, como meu dia que voou e agora se encerra nessa atualização de blog.
É meia noite e meia e estou esperando o nosso querido amigo JoseX acabar de tomar banho. Triste isso. A gente fica um dia inteiro numa montanha xexelenta (explico já o porquê da revolta) e não pode nem tomar um banho em paz quando chegar em casa! Mas tudo bem, ele ter ido primeiro me deu tempo para atualizar o bloguinho.
Hoje, depois de muito se falar e ouvir sobre essa situação, um amigo nosso teve a mochila roubada. Por um americano? Provavelmente. Cliente? Provavelmente. Aí você me pergunta se quem frequenta motanha tem grana... sim, a grande maioria tem. Mas sempre tem um playboy metido a esperto que quer mostrar para os amigos que ele rouba, que é o fodão, que é o cara... Ou então foi um filha da puta mesmo que gostou da cor da mochila e carregou. De qualquer forma, perder documentos, cartões e uma mochila nova, nunca será legal.
Voltando ao Dumbo, hoje o trabalho foi feito de fases. Até a gente começar a trabalhar de noite foi bem tranquilo, com direito a assitir o jogo do Flamengo e tudo. Mas quando as luzes do Barbecue se apagaram foi que o bicho pegou. Três horas direto, sem tirar pra descansar. É, parceiro, tem que aguentar o ritmo da President's Week. Hoje, só pra continuar a aumentar a minha lista de coisas para que o Lodge Maintenance serve, fui encher um caminhão com lenha. Muito bom. Se como snowmaker eu cortava a madeira, agora eu transporto. Só não virei ainda o Guest da montanha que aproveita quando a madeira, que virou lenha, vira cinza na fogueira do pátio.
Hoje o dia também foi marcado por uma chegada bem-vinda: Extra. Bem-vinda extra.
O MdG (muambas by Gus) fez mais um negócio, mas que tinha sido concretizado há dois dias, só não tinha sido anunciado. Foram vendidas três bandeiras do Brasil a preço de sanduíche do Subway, a cinco dólares cada uma. Bonita e barata ela é, quero ver agora se é boa.
Minha comida acabou de sair do microondas. E o que isso tem a ver com o blog? É que comida, doido (como diria Andrew de Recife), pode levar o ser humano a atos extremos. Inclusive, entregar colegas, delatar amigos de trabalho, matar... Então imagine o que uma pessoas não faria por um Cookie com M&M's? A pessoa vende a alma ao diabo. Aliás, ela pode até vender, porque comprar ela compra nada. Mão-de-vaca até o osso, Cookie Gabriela vai no Wal-Mart e só gasta 7 dólares, que é no lanche do Subway. O resto da comida do mês ela pega dos amigos que levam almoço ou compram um lanche na cafeteria. Ela virou até verbo: Dayrizar. Quando você ve aquele seu amigo com aquela batata frita no capricho, vc chega perto e diz: "adoro batata-frita", e sai pegando. Pronto! Você já está dayrizando com tudo!
Enfim, deixemos as formas redondas para trás (um cookie é redondo, assim como a cara da dedo-duro). Vamos falar do que foi a noite de ontem da brasileirada em Hunter. Num sábado qualquer, fomos a Hunter curtir no Slopes, bar que já quebramos (Hugo!) uma vez e do qual fomos expulsos por causa de uma briga (Que envolvia um viado, uma menina, um cozinheiro e um porquinho da Índia). O que aconteceu nesse dia deve morrer por lá, até porque eu lembro de metade. Mas vou parar de falar que eu bebi porque minha lê esse blog. Mãe, te amo!
Outra coisa que eu queria citar aqui era a Van que leva e traz a gente da motanha para casa ou vice-versa, não necessariamente nessa ordem. Com mais de 10 anos de uso, a Chevrolet velhinha de Guerra tem uma placa de "sente com moderação" (sit gentle). Isso porque quem senta com muita força (ai...) acaba deslocando o banco de lugar... Sim, os bancos da Van parecem ser soltos. Bem que podiam me fazer dedicar uma manhã a limpar aquele pedaço de metal com um motorzinho. Seria pago por fazer um favor a mim mesmo.
Bom, estou ficando sem idéias e o Alemão também se mostra totalmente indefeso e com sono ao meu lado. Já começo a escrever as coisas que me veem a cabeça, mas que não tem nada a ver com o tema que venho desenvolvendo ao longo do post de hoje.
Um bjão pra todo mundo, e podem esperar, amanhã eu mato Tigrão, da turma do Ursinho Pooh (ou Puff, para os ignorantes brasileiros). O tigre é um animal sagaz, e não pense que é mais fraco que um Leão. Quero ver contra alguém de Capricórnio como eu. =]
Gustavo Lacombe,
Sonâmbulo do Lodge.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Só no Mangue
"Tá demais hoje, hein...", criticou Betão Escada.
O ado-a-ado continua. Cada dia um leão cai por terra. Ontem, depois do tão temido break de 6 horas, que não se concretizou e ficou apenas um de três, matei Mufasa. Hoje, conseguindo fazer umas dez horas, com certeza Alex, de Madagascar, vai morrer!
Algumas pessoas não entenderam quando eu coloquei no Facebook que a gente só sente o preconceito quando sente na pele. Não foi comigo, mas se mexer com os brasileirinhos de Windham tá mexendo comigo. Hoje, depois de um americano babaca dizer que aqui só se pode falar inglês, inclusive entre os brasileiros, depois de arrotar e depois de nascer, ele teve a atenção chamada pela diretora dos Recursos Humanos Steph CPP. A pelo Tim, surpevisor do Food que disse que o único americano que pode mexer, esculhambar e esfregar na cara as brasileiras do Food & Beverage é ele.
Hoje, também (olha que dia divertido), acabou a luz na montanha por intermináveis muitos minutos que eu não contei. Só sei que foi minha hora de almoço. E que almoço. Enquanto clientes se debatiam com medo de que o frio começasse a congelar as paredes e corriam em direção aos seus carros no estacionamento (lugar para o qual, aliás, muitos não sabem voltar) para se afastar da temida montanha mal-assombrada do Vale Encantado de Nova Iorque (Encantado porque a gente ainda tá em busca de muita coisa), a gente era servido com toda a comida que a cozinha tinha e não podia deixar estragar. Até a Carina - "allegra e spensierata sei carina", que dizia não aguentar mais comer a comida daqui, veio pegar as batatinhas.
Agora, busca é algo que Wagner, aquele do Sport sem Brasileiro, está totalmente 'on'. Ele assinou embaixo quando disse que deixamos de ser gente depois que assinamos o contrato para sermos Lodge Maintenance. A gente virou servente. E servente aqui não tem moral nenhuma. Talvez seja a casta mais baixa dessa joça. Entretanto, uma coisa eu tenho que admitir. Por andarmos pelas vielas da montanha durante a noite, recolhendo um lixo e um pertence esquecido aqui, podemos pensar em virar muambeiros. Vou incorporar essa profissão ao meu cast. Depois de achar dois casacos e dá-los a amigos, resolvi entrar para a vida comercial e já criei até nome Fantasia: Muambas by Gus.
MbG começou com um fone de ouvido da Apple vendido a Brasileira Yasmin. Brasileira porque todo mundo da cozinha fala que ela parece realmente uma brasileira (com todo o respeito Hugo). Depois vendi um par de luvas para o Prettitude. Rafael Pretto (Préto - é italiano, uia) é o único branco Pretto que eu conheço. O cara vem investindo num esporte que tá virando coisa séria no Brasil: Snowboard. Até campeonato nacional a gente já tem, tá faltando a neve mesmo. Mas o Chile taí, né, Rafa? Agora, tento negociar a venda de um 'hat' da Analog (marca de playboys americanos) para o companheiro Bruno, que depois de conhecer uma chilena só vive com a cabeça nos Andes e esqueceu a turma.
Voltando a vida mundana sem luxo dos Lodge, hoje eu desci um pouco mais na minha escala de trabalho sujo. Se bem que depois do caminhão de lixo não dá pra descer mais... Para coroar o meu sábado, lavei um dos carros que a gente usa para carregar o lixo até o caminhão. Tava horroroso, fedendo, e mais um monte de outros adjetivos. Tava uma merda. A gente lavou. A gente: Eu e Betão Escada, que me aconselhou a começar a coletar as pérolas das pessoas aqui em Windham.
Pra dar um gostinho de como a galera solta coisas interessantes, teve alguém do Nordeste (só tem Nordeste e Sudeste aqui) que disse que não é viciado em maconha, mas que dar uma fumadinha por dia pra relaxar da tensão do trabalho não faz mal a ninguém. É, fazer o que?
Amanhã se Deus quiser eu entro na extra. E seja bem-vinda, Extra. Posso garantir que o sonho das 100 ficou impossível, mas vislumbro um horizonte com mais de 80, e isso é hora pra caramba, parceiro. E como missão dada é missão cumprida, eu vou ali cumprir uns lixos que eu tenho e continuar meu trabalhinho.
Aaaahhh! antes de terminar, queria agradecer a todos que lêem o meu blog. Tem amigo aí mandando a mãe ler o meu blog para saber notícias dele, vê se pode! E queria dizer que todos os amigos de Windham ainda serão citados. Pelo menos todos os brasileiros.
Agora deixa eu ir lá!
Gustavo Lacombe,
CEO da MbG, Snowmaker, Lift Operator, Lodge Maintenance e o que aparecer pra ganhar dinheiro (mas com dignidade... =]).
O ado-a-ado continua. Cada dia um leão cai por terra. Ontem, depois do tão temido break de 6 horas, que não se concretizou e ficou apenas um de três, matei Mufasa. Hoje, conseguindo fazer umas dez horas, com certeza Alex, de Madagascar, vai morrer!
Algumas pessoas não entenderam quando eu coloquei no Facebook que a gente só sente o preconceito quando sente na pele. Não foi comigo, mas se mexer com os brasileirinhos de Windham tá mexendo comigo. Hoje, depois de um americano babaca dizer que aqui só se pode falar inglês, inclusive entre os brasileiros, depois de arrotar e depois de nascer, ele teve a atenção chamada pela diretora dos Recursos Humanos Steph CPP. A pelo Tim, surpevisor do Food que disse que o único americano que pode mexer, esculhambar e esfregar na cara as brasileiras do Food & Beverage é ele.
Hoje, também (olha que dia divertido), acabou a luz na montanha por intermináveis muitos minutos que eu não contei. Só sei que foi minha hora de almoço. E que almoço. Enquanto clientes se debatiam com medo de que o frio começasse a congelar as paredes e corriam em direção aos seus carros no estacionamento (lugar para o qual, aliás, muitos não sabem voltar) para se afastar da temida montanha mal-assombrada do Vale Encantado de Nova Iorque (Encantado porque a gente ainda tá em busca de muita coisa), a gente era servido com toda a comida que a cozinha tinha e não podia deixar estragar. Até a Carina - "allegra e spensierata sei carina", que dizia não aguentar mais comer a comida daqui, veio pegar as batatinhas.
Agora, busca é algo que Wagner, aquele do Sport sem Brasileiro, está totalmente 'on'. Ele assinou embaixo quando disse que deixamos de ser gente depois que assinamos o contrato para sermos Lodge Maintenance. A gente virou servente. E servente aqui não tem moral nenhuma. Talvez seja a casta mais baixa dessa joça. Entretanto, uma coisa eu tenho que admitir. Por andarmos pelas vielas da montanha durante a noite, recolhendo um lixo e um pertence esquecido aqui, podemos pensar em virar muambeiros. Vou incorporar essa profissão ao meu cast. Depois de achar dois casacos e dá-los a amigos, resolvi entrar para a vida comercial e já criei até nome Fantasia: Muambas by Gus.
MbG começou com um fone de ouvido da Apple vendido a Brasileira Yasmin. Brasileira porque todo mundo da cozinha fala que ela parece realmente uma brasileira (com todo o respeito Hugo). Depois vendi um par de luvas para o Prettitude. Rafael Pretto (Préto - é italiano, uia) é o único branco Pretto que eu conheço. O cara vem investindo num esporte que tá virando coisa séria no Brasil: Snowboard. Até campeonato nacional a gente já tem, tá faltando a neve mesmo. Mas o Chile taí, né, Rafa? Agora, tento negociar a venda de um 'hat' da Analog (marca de playboys americanos) para o companheiro Bruno, que depois de conhecer uma chilena só vive com a cabeça nos Andes e esqueceu a turma.
Voltando a vida mundana sem luxo dos Lodge, hoje eu desci um pouco mais na minha escala de trabalho sujo. Se bem que depois do caminhão de lixo não dá pra descer mais... Para coroar o meu sábado, lavei um dos carros que a gente usa para carregar o lixo até o caminhão. Tava horroroso, fedendo, e mais um monte de outros adjetivos. Tava uma merda. A gente lavou. A gente: Eu e Betão Escada, que me aconselhou a começar a coletar as pérolas das pessoas aqui em Windham.
Pra dar um gostinho de como a galera solta coisas interessantes, teve alguém do Nordeste (só tem Nordeste e Sudeste aqui) que disse que não é viciado em maconha, mas que dar uma fumadinha por dia pra relaxar da tensão do trabalho não faz mal a ninguém. É, fazer o que?
Amanhã se Deus quiser eu entro na extra. E seja bem-vinda, Extra. Posso garantir que o sonho das 100 ficou impossível, mas vislumbro um horizonte com mais de 80, e isso é hora pra caramba, parceiro. E como missão dada é missão cumprida, eu vou ali cumprir uns lixos que eu tenho e continuar meu trabalhinho.
Aaaahhh! antes de terminar, queria agradecer a todos que lêem o meu blog. Tem amigo aí mandando a mãe ler o meu blog para saber notícias dele, vê se pode! E queria dizer que todos os amigos de Windham ainda serão citados. Pelo menos todos os brasileiros.
Agora deixa eu ir lá!
Gustavo Lacombe,
CEO da MbG, Snowmaker, Lift Operator, Lodge Maintenance e o que aparecer pra ganhar dinheiro (mas com dignidade... =]).
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"Quer me fuder me beija!"
"Porra, Rocha, quer me fuder me beija!", disse Fábio. (Tropa de Elite 2)
Começo o blog revoltado. Aqui no trabalho a coisa tá feia e parece que foi por água abaixo o sonho de fazer mais de cem horas durante a HellWeek. Tudo porque o 'budget' parece que tá sendo seguido de perto pelos donos do dinheiro. E segundo fontes, esse dinheiro anda escasso. Com isso, e com a incompetência da nossa surpevisora, não temos muito dinheiro para pagar o pessoal. O dinheiro investido foi todo em super aspiradores, extra mega ultra secante papéis-toalha, Ultra Cleaning Extra Windex... e outras porras como essa. Aliás, a saca de lixo aqui do lodge tá acabando. Já mandaram a gente trocar o lixo só quando a lixeira estiver regurgitando.
"Você muda de opinião rápido", disse Albertinho Escada. A verdade é que Dotti, the Clean of Clean, resolveu botar na gente. E botou a gente pra ter um break histórico de seis horas em um dia. Agora, alguém consegue me explicar como ter um intervalo de seis horas e depois voltar entusiasmado pra trabalhar? Sem muito dinheiro, sem vontade nenhuma... Dotti está dando um tiro no pé quando coloca a gente sem muita hora. Todos os internacionais estão pirados com ela.
Mas é assim mesmo. Estou agora na cafeteria, vendo meus amigos de Food and Beverage Mariana Franco Lopes (Pronto, amor! =]) e Guilherme Filé de Borboleta trabalhando e querendo muito dar logo meu clock-in. Se o sonho das grandes 100 horas foram pro ralo (porque eu não quero dizer puta que pariu), agora a gente mata um leão por dia. Ontem, quinta, eu matei o Simba. Hoje eu estou tentando matar o Mufasa. Mas ainda tem o Scar, a Luna, o Alex de Madagascar... =]
Agora, ela (The Fucking Queen of Shit) não escreveu que horas a gente precisa sair. Só saio daqui depois de uma hora da manhã! E cagueeeei! Aliás, pode ser um artifício, hein! Ir para o banheiro e dizer que estava com necessidades fisiológicas. Infelizmente, o pseudo supervisor, Tom Doyle-alguma coisa, parece estar fechado com ela e não vai deixar a gente fazer migué. Migué só se não tiver no clock. Mas aí vira burrice mesmo. No mais, cada um que se vire em arrumar mais horas de trabalho. Eu vou dar meu jeito. E cada um que fique no seu quadrado.
Enfim, não quero dizer que estou triste, nem que vou ficar pobre e não vou poder viajar. Mas não posso mais gastar um tostão aqui em Windham. Aliás, essa cidade no meio do nada já viu muito a cor do meu dinheiro. Tá na hora de juntar para as grandes aventuras. Orlando, Miami, New York e Boston! Vai ser pica, parceiro!
Gus Lacombe,
Um trabalhador meio-frustrado.
ps: Alguém foi reclamar com a surpevisora de que eu estava trabalhando tendo passado do Schedule. Queria muito não acreditar nisso, mas esses espanhóis (quem fala espanhol aqui) além de fofoqueiros, fedidos e preguiçosos, ainda são X-9.
Começo o blog revoltado. Aqui no trabalho a coisa tá feia e parece que foi por água abaixo o sonho de fazer mais de cem horas durante a HellWeek. Tudo porque o 'budget' parece que tá sendo seguido de perto pelos donos do dinheiro. E segundo fontes, esse dinheiro anda escasso. Com isso, e com a incompetência da nossa surpevisora, não temos muito dinheiro para pagar o pessoal. O dinheiro investido foi todo em super aspiradores, extra mega ultra secante papéis-toalha, Ultra Cleaning Extra Windex... e outras porras como essa. Aliás, a saca de lixo aqui do lodge tá acabando. Já mandaram a gente trocar o lixo só quando a lixeira estiver regurgitando.
"Você muda de opinião rápido", disse Albertinho Escada. A verdade é que Dotti, the Clean of Clean, resolveu botar na gente. E botou a gente pra ter um break histórico de seis horas em um dia. Agora, alguém consegue me explicar como ter um intervalo de seis horas e depois voltar entusiasmado pra trabalhar? Sem muito dinheiro, sem vontade nenhuma... Dotti está dando um tiro no pé quando coloca a gente sem muita hora. Todos os internacionais estão pirados com ela.
Mas é assim mesmo. Estou agora na cafeteria, vendo meus amigos de Food and Beverage Mariana Franco Lopes (Pronto, amor! =]) e Guilherme Filé de Borboleta trabalhando e querendo muito dar logo meu clock-in. Se o sonho das grandes 100 horas foram pro ralo (porque eu não quero dizer puta que pariu), agora a gente mata um leão por dia. Ontem, quinta, eu matei o Simba. Hoje eu estou tentando matar o Mufasa. Mas ainda tem o Scar, a Luna, o Alex de Madagascar... =]
Agora, ela (The Fucking Queen of Shit) não escreveu que horas a gente precisa sair. Só saio daqui depois de uma hora da manhã! E cagueeeei! Aliás, pode ser um artifício, hein! Ir para o banheiro e dizer que estava com necessidades fisiológicas. Infelizmente, o pseudo supervisor, Tom Doyle-alguma coisa, parece estar fechado com ela e não vai deixar a gente fazer migué. Migué só se não tiver no clock. Mas aí vira burrice mesmo. No mais, cada um que se vire em arrumar mais horas de trabalho. Eu vou dar meu jeito. E cada um que fique no seu quadrado.
Enfim, não quero dizer que estou triste, nem que vou ficar pobre e não vou poder viajar. Mas não posso mais gastar um tostão aqui em Windham. Aliás, essa cidade no meio do nada já viu muito a cor do meu dinheiro. Tá na hora de juntar para as grandes aventuras. Orlando, Miami, New York e Boston! Vai ser pica, parceiro!
Gus Lacombe,
Um trabalhador meio-frustrado.
ps: Alguém foi reclamar com a surpevisora de que eu estava trabalhando tendo passado do Schedule. Queria muito não acreditar nisso, mas esses espanhóis (quem fala espanhol aqui) além de fofoqueiros, fedidos e preguiçosos, ainda são X-9.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Prévia
O fim de semana que passou foi só amostra grátis.
Prmeiro fim de semana como Lodge acabado e a conclusão que eu chego é: Pode vir President's Week. To fechado com o departamento certo pra fazer o que é necessário para curtir muito minha viagem pós-intercâmbio. E estou com animação e disposição suficiente para montar acampamento na montanha no dia 18 e só sair dia 27. Hora de quebrar a banca, parceiro!
Eu já tinha trabalhado no lodge, mas não integralmente como nesse que passou. Agora, depois da experiência de recolher lixo de 5 em 5 minutos, aturar os part-times que ajudam, aturar os americanos que não ajudam, fazer tudo que a Dotti (Queen of Clean) pede sem reclamar e bem feito... É difícil, parceiro, mas já entrei no ritmo. Agora alguém me segure!
Só para não perder o costume de viver experiências novas, subi no fundo de um caminhão de lixo para tirar gelo e encerei uma escada inteira com um pano na mão. É, amigo, tá duro, mas tem que mostrar serviço pra poder ganhar moral com o chefe. Meritocracia existe.
Entretanto, nem tudo são flores. Hoje me deu um aperto no coração quando eu cheguei na montanha e vi todas as máquinas ligadas. Máquinas de fazer neve. Como eu queria voltar a fazer neve. Depois de pedir arrego, comecei a adorar. No fim, sabendo que minha estada por lá seria curta, tentei aproveitar ao máximo. Passou. Agora, só americanos estão fazendo neve. Foi bom, mas agora minhas obrigações são outras, bola pra frente.
Em relação ao show, que eu divulguei aqui que seria no domingo que passou, eu ainda não tenho mais informações de quando ele poderá ocorrer. Acontece que aqui na montanha as coisas são ou muito bem planejadas com três meses de antecedência ou não acontecem. Mas vamos ver no que vai dar. Ainda estou de dedos cruzados torcendo para mostrar um pouquinho de música brasileira pros gringos.
Não lembro se já falei disso, mas minhas passagens de avião já estão compradas! Agora é só esperar dia 18 pra maratona começar!
É isso. A saudade ainda é grande, mas depois de meia viagem já não dói tanto.
Um beijão a todos!
Gustavo Lacombe,
One of the Brazilians Lodge Maintenance
Prmeiro fim de semana como Lodge acabado e a conclusão que eu chego é: Pode vir President's Week. To fechado com o departamento certo pra fazer o que é necessário para curtir muito minha viagem pós-intercâmbio. E estou com animação e disposição suficiente para montar acampamento na montanha no dia 18 e só sair dia 27. Hora de quebrar a banca, parceiro!
Eu já tinha trabalhado no lodge, mas não integralmente como nesse que passou. Agora, depois da experiência de recolher lixo de 5 em 5 minutos, aturar os part-times que ajudam, aturar os americanos que não ajudam, fazer tudo que a Dotti (Queen of Clean) pede sem reclamar e bem feito... É difícil, parceiro, mas já entrei no ritmo. Agora alguém me segure!
Só para não perder o costume de viver experiências novas, subi no fundo de um caminhão de lixo para tirar gelo e encerei uma escada inteira com um pano na mão. É, amigo, tá duro, mas tem que mostrar serviço pra poder ganhar moral com o chefe. Meritocracia existe.
Entretanto, nem tudo são flores. Hoje me deu um aperto no coração quando eu cheguei na montanha e vi todas as máquinas ligadas. Máquinas de fazer neve. Como eu queria voltar a fazer neve. Depois de pedir arrego, comecei a adorar. No fim, sabendo que minha estada por lá seria curta, tentei aproveitar ao máximo. Passou. Agora, só americanos estão fazendo neve. Foi bom, mas agora minhas obrigações são outras, bola pra frente.
Em relação ao show, que eu divulguei aqui que seria no domingo que passou, eu ainda não tenho mais informações de quando ele poderá ocorrer. Acontece que aqui na montanha as coisas são ou muito bem planejadas com três meses de antecedência ou não acontecem. Mas vamos ver no que vai dar. Ainda estou de dedos cruzados torcendo para mostrar um pouquinho de música brasileira pros gringos.
Não lembro se já falei disso, mas minhas passagens de avião já estão compradas! Agora é só esperar dia 18 pra maratona começar!
É isso. A saudade ainda é grande, mas depois de meia viagem já não dói tanto.
Um beijão a todos!
Gustavo Lacombe,
One of the Brazilians Lodge Maintenance
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A mudança
Às vezes é preciso um passo atrás para se dar dois para frente.
Dizem que o trabalho de Lodge é um passo atrás para quem estava nos lifts e já foi snowmaker. Mas a longo prazo, com a semana do Presidente que se aproxima (feriado que comemora o aniversário de George Washington), a promessa é de se trabalhar muito, duro, mas com dois muito bons pay-checks no horizonte. E agora, parceiro, com as viagens se aproximando, é necessário trabalhar para garantir um mês tranquilo e o leitinho das crianças.
A mudança foi fácil e sem atritos. O supervisor dos Lifts me liberou com apenas uma ligação da Supervisora dos Recursos Humanos (que ficou um amor depois que eu paguei o aluguel da casa), e ela agora espera apenas a confirmação de Dotti (Queen of the Clean) para me efetivar junto ao departamento. Assim, sem pagamento na multa recissória do meu passe, estou jogando com Albertinho "Escada" da Bahia Neto pelas beiradas desse Logde nosso de cada dia.
Albertinho, aliás, parou de fazer "shit job" depois que foi alocado junto às escadas e agora é o cara que limpa a Stairway to Heaven do Legends até a descida pro inferno do primeiro andar. Lógico, depois que eu, sagazmente, garantia nossa noite fazendo apenas o trabalho menos fedorento do setor. Durante a semana que se aproxima também esperamos a presença de Wagner "Torcedor do Sport sem Brasileiro" Plutarco para ajudar na limpeza, que promete ser intensa.
De resto, garotada, é partir pro abraço porque o Mickey me espera e a conta do cartão de crédito vem com força. Cartão que não deixou minha mãe em paz ontem, já que fazia o celular apitar de 5 em 5 minutos enquanto seu querido filho estava em Woodbury.
Para citar o último nome que fez a diferença ontem, quando viajamos para gastaaaaaar, Andrew Luiz, o craque da Marshalls. Depois que ele nos levou a Loja Americanas Americana a nossa vida mudou. É lá onde pode-se encontrar camisas sendo vendidas pela bagatela de 0.70 centavos e malas de 300 dólares a preço de banana. Tá, não bananas, mas sapatos da Lacoste.
Com esse time de quatro (com quatro pessoas, porra!), eu pude produzir o post de ontem onde contei que larguei minha alma em Central Valley. E devo recuperá-la depois que ver o Mickey... (que gay!) Mas no meio disso tudo há a grande Semana do presidente, e voltamos ao início do post, onde falo que sou funcionário da Rainha da Limpeza e larguei o frio de 30 em 30 minutos dos Lifts. Vamos ver no que vai dar. Alea Jacta Est!*
Gustavo Lacombe,
ex-snowmaker, ex-lift operator, lodge maintenance (eu colocaria snowboard instructor depois de ter passado um dia dando dicas para o amigo Hugo de como se portar em cima de uma prancha, mas achei forçação.)
Para você que não tem cultura:
*"Alea Jacta Est" significa 'a sorte está lançada'. Na linguagem popular, é uma expressão utilizada quando os fatores determinantes de um resultado já foram realizados, restando apenas revelá-los ou descobri-los.
Foi a frase em latim supostamente proferida por Júlio César ao tomar a decisão de cruzar com suas legiões o rio Rubicão,[1] que delimitava a divisa entre a Gália Cisalpina (Gália ao sul dos Alpes, que hoje corresponde ao território do norte da Península Itálica) e o território da Itália.
Pela lei romana, não era permitido às legiões ingressar no território italiano devido a episódios anteriores em que generais romanos como Mário e Sila haviam usado seus exércitos para tomar o poder em Roma. Devido a estes precedentes, era proibido a um governador provincial, um Proconsul como César, cruzar com suas legiões a divisa com o território italiano. O rio Rubicão demarcava esta divisa entre a Gália, governada por César, e a Itália e ao cruzá-lo César declarava um conflito aberto com o Senado romano e com Pompeu, que se colocava por motivos políticos seu defensor.
A principal razão que levou César a tomar tal decisão era a ameaça no Senado romano de julgá-lo por crimes de guerra cometidos durante sua conquista da Gália Transalpina (atual território que consiste da França, Bélgica, Holanda e parte da Alemanha). A conquista romana da Gália, conduzida de forma tremendamente violenta, trouxe a César um grande prestígio em Roma. Com a aproximação do final de seu período de governo da Gália, período no qual César era imune a ações judiciais contra sua pessoa, seus opositores viram a oportunidade de usar a acusação de crimes de guerra como uma forma de tirar César do centro do teatro político romano.
César havia evoluído no espaço de duas décadas de um jovem nobre romano a um dos três mais importantes políticos de Roma. Ao participar do primeiro triunvirato romano juntamente com Pompeu e Marco Crasso se estabeleceu não somente como um político eficiente (chegando ao cargo de Cônsul romano) mas também de gênio militar ao expandir as fronteiras da República Romana ao conquistar os Gauleses durante as Guerras da Gália.
Pompeu e César, aliados durante o triunvirato, começaram a afastar-se politicamente após a morte do triunviro Marco Crasso, morto em uma desastrosa campanha militar que tentava subjugar a Pártia e que dissolveu o equilíbrio de forças nesta aliança política. O golpe final foi a morte de Júlia, filha de César e esposa de Pompeu, cujo casamento selava uma aliança entre César e Pompeu. Após sua morte, os dois pouco a pouco se afastaram e sua rivalidade foi-se incrementando especialmente com o incentivo do Senado que pedia a Pompeu que buscasse tomar ações que limitassem o incremento de poder e riqueza de César com suas conquistas na Gália.
O ponto final desta escalada foi a negação do Senado em prorrogar o período de governo de César na Gália e a ordem para que ele retornasse a Roma para esclarecer seus supostos crimes de guerra na conquista dos Gauleses. Pompeu não somente não vetou tais deliberações, mas, colocou-se como campeão do Senado, deflagrando finalmente o conflito que se tornaria a primeira guerra civil de grande escala da República Romana.
Bibliografia: Wikipedia, parceiro! .com.br
Dizem que o trabalho de Lodge é um passo atrás para quem estava nos lifts e já foi snowmaker. Mas a longo prazo, com a semana do Presidente que se aproxima (feriado que comemora o aniversário de George Washington), a promessa é de se trabalhar muito, duro, mas com dois muito bons pay-checks no horizonte. E agora, parceiro, com as viagens se aproximando, é necessário trabalhar para garantir um mês tranquilo e o leitinho das crianças.
A mudança foi fácil e sem atritos. O supervisor dos Lifts me liberou com apenas uma ligação da Supervisora dos Recursos Humanos (que ficou um amor depois que eu paguei o aluguel da casa), e ela agora espera apenas a confirmação de Dotti (Queen of the Clean) para me efetivar junto ao departamento. Assim, sem pagamento na multa recissória do meu passe, estou jogando com Albertinho "Escada" da Bahia Neto pelas beiradas desse Logde nosso de cada dia.
Albertinho, aliás, parou de fazer "shit job" depois que foi alocado junto às escadas e agora é o cara que limpa a Stairway to Heaven do Legends até a descida pro inferno do primeiro andar. Lógico, depois que eu, sagazmente, garantia nossa noite fazendo apenas o trabalho menos fedorento do setor. Durante a semana que se aproxima também esperamos a presença de Wagner "Torcedor do Sport sem Brasileiro" Plutarco para ajudar na limpeza, que promete ser intensa.
De resto, garotada, é partir pro abraço porque o Mickey me espera e a conta do cartão de crédito vem com força. Cartão que não deixou minha mãe em paz ontem, já que fazia o celular apitar de 5 em 5 minutos enquanto seu querido filho estava em Woodbury.
Para citar o último nome que fez a diferença ontem, quando viajamos para gastaaaaaar, Andrew Luiz, o craque da Marshalls. Depois que ele nos levou a Loja Americanas Americana a nossa vida mudou. É lá onde pode-se encontrar camisas sendo vendidas pela bagatela de 0.70 centavos e malas de 300 dólares a preço de banana. Tá, não bananas, mas sapatos da Lacoste.
Com esse time de quatro (com quatro pessoas, porra!), eu pude produzir o post de ontem onde contei que larguei minha alma em Central Valley. E devo recuperá-la depois que ver o Mickey... (que gay!) Mas no meio disso tudo há a grande Semana do presidente, e voltamos ao início do post, onde falo que sou funcionário da Rainha da Limpeza e larguei o frio de 30 em 30 minutos dos Lifts. Vamos ver no que vai dar. Alea Jacta Est!*
Gustavo Lacombe,
ex-snowmaker, ex-lift operator, lodge maintenance (eu colocaria snowboard instructor depois de ter passado um dia dando dicas para o amigo Hugo de como se portar em cima de uma prancha, mas achei forçação.)
Para você que não tem cultura:
*"Alea Jacta Est" significa 'a sorte está lançada'. Na linguagem popular, é uma expressão utilizada quando os fatores determinantes de um resultado já foram realizados, restando apenas revelá-los ou descobri-los.
Foi a frase em latim supostamente proferida por Júlio César ao tomar a decisão de cruzar com suas legiões o rio Rubicão,[1] que delimitava a divisa entre a Gália Cisalpina (Gália ao sul dos Alpes, que hoje corresponde ao território do norte da Península Itálica) e o território da Itália.
Pela lei romana, não era permitido às legiões ingressar no território italiano devido a episódios anteriores em que generais romanos como Mário e Sila haviam usado seus exércitos para tomar o poder em Roma. Devido a estes precedentes, era proibido a um governador provincial, um Proconsul como César, cruzar com suas legiões a divisa com o território italiano. O rio Rubicão demarcava esta divisa entre a Gália, governada por César, e a Itália e ao cruzá-lo César declarava um conflito aberto com o Senado romano e com Pompeu, que se colocava por motivos políticos seu defensor.
A principal razão que levou César a tomar tal decisão era a ameaça no Senado romano de julgá-lo por crimes de guerra cometidos durante sua conquista da Gália Transalpina (atual território que consiste da França, Bélgica, Holanda e parte da Alemanha). A conquista romana da Gália, conduzida de forma tremendamente violenta, trouxe a César um grande prestígio em Roma. Com a aproximação do final de seu período de governo da Gália, período no qual César era imune a ações judiciais contra sua pessoa, seus opositores viram a oportunidade de usar a acusação de crimes de guerra como uma forma de tirar César do centro do teatro político romano.
César havia evoluído no espaço de duas décadas de um jovem nobre romano a um dos três mais importantes políticos de Roma. Ao participar do primeiro triunvirato romano juntamente com Pompeu e Marco Crasso se estabeleceu não somente como um político eficiente (chegando ao cargo de Cônsul romano) mas também de gênio militar ao expandir as fronteiras da República Romana ao conquistar os Gauleses durante as Guerras da Gália.
Pompeu e César, aliados durante o triunvirato, começaram a afastar-se politicamente após a morte do triunviro Marco Crasso, morto em uma desastrosa campanha militar que tentava subjugar a Pártia e que dissolveu o equilíbrio de forças nesta aliança política. O golpe final foi a morte de Júlia, filha de César e esposa de Pompeu, cujo casamento selava uma aliança entre César e Pompeu. Após sua morte, os dois pouco a pouco se afastaram e sua rivalidade foi-se incrementando especialmente com o incentivo do Senado que pedia a Pompeu que buscasse tomar ações que limitassem o incremento de poder e riqueza de César com suas conquistas na Gália.
O ponto final desta escalada foi a negação do Senado em prorrogar o período de governo de César na Gália e a ordem para que ele retornasse a Roma para esclarecer seus supostos crimes de guerra na conquista dos Gauleses. Pompeu não somente não vetou tais deliberações, mas, colocou-se como campeão do Senado, deflagrando finalmente o conflito que se tornaria a primeira guerra civil de grande escala da República Romana.
Bibliografia: Wikipedia, parceiro! .com.br
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Deixei minha alma em Woodbury
Meu lado feminino aflorou hoje. Como eu sou consumista, rapaz!
Depois do post dedicado a meu pai, resolvi escrever hoje dedicando ao dinheiro. Esse monstro vil que faz com que homens lutem e morram, trouxe à tona hoje o que existe de mais venoso em mim: Minha ânsia de comprar. Essa coisa que toda mulher tem dentro de si de não conseguir entrar numa Arezzo e não sair com uma bolsa nova ficou totalmente compreendido por mim quando, hoje, eu não conseguia olhar uma vitrine sem querer levar a loja inteira.
Para quem não sabe, Woodbury é um Outlet. Um shopping a céu aberto onde as maiores maracas da moda se encontram. É possível encontrar preços muito bons, mas nada substitui ir numa Marshalls e poder comprar uma blusa por 70 cents. De Sony a Toy'r'us, de Oscar de La Renta a Spyder, Woodbury tem tudo. Tem tudo pra você deixar as calças por lá mesmo.
Tivemos praticamente sete horas para rodar pelo lugar. Paramos na Applebee's para almoçar (já tinhamos jantado em Kingston onde na Applebee's de lá) e voltamos a comprar. Eu não vou publicar aqui quanto eu gastei, mas posso dizer que foi muito. O exagero cometido no título do post se deve ao fato de que eu voltei para casa com 3 dólares, sem dinheiro para pagar o pedágio. Ainda bem que eu não fui sozinho.
Minhas paradas foram Puma, Calvin Klein, Kenneth Cole, Sony, GAP, Adidas, Time Factory, Fossil, Banana Republic, Perfumania, Oakley Vault, entre outros. Me decepcionou um pouco o preço de algumas lojas, mas se garimpar dentro de cada arara de cada loja, pode-se encontrar artigos muito bons. Ou quem não pagaria 15 dólares numa calça da Tommy?
Já guardei tudo dentro da mala nova que comprei ontem. Victorinox, parceiro! Já está separadinha aqui no canto. E vou deixar tudo guardado, porque não vai dar tempo mesmo de usar isso tudo aqui nem se eu tivesse mais três meses.
Voltamos de Wood e agora eu começo a ver minhas passagens. O roteiro já está definido e a volta para o Brasil se aproxima: quase dois meses. O trabalho vai indo. Os próximos dois pay-checks vão ser bons, e vamos esperar a Hellweek para saber como será o faz-me-rir. Eu que tinha feito um blog para falar apenas das minhas desventuras como Snowmaker, agora uso esse espaço quase como diário. O que no fundo ainda é bastante útil para aqueles que vão le-lo.
No fim do dia, além do cansaço, eu tenho uma certeza: Se mais dinheiro eu tivesse, mais dinheiro eu gastava.
Stay Warm guys!
Gustavo Lacombe
Depois do post dedicado a meu pai, resolvi escrever hoje dedicando ao dinheiro. Esse monstro vil que faz com que homens lutem e morram, trouxe à tona hoje o que existe de mais venoso em mim: Minha ânsia de comprar. Essa coisa que toda mulher tem dentro de si de não conseguir entrar numa Arezzo e não sair com uma bolsa nova ficou totalmente compreendido por mim quando, hoje, eu não conseguia olhar uma vitrine sem querer levar a loja inteira.
Para quem não sabe, Woodbury é um Outlet. Um shopping a céu aberto onde as maiores maracas da moda se encontram. É possível encontrar preços muito bons, mas nada substitui ir numa Marshalls e poder comprar uma blusa por 70 cents. De Sony a Toy'r'us, de Oscar de La Renta a Spyder, Woodbury tem tudo. Tem tudo pra você deixar as calças por lá mesmo.
Tivemos praticamente sete horas para rodar pelo lugar. Paramos na Applebee's para almoçar (já tinhamos jantado em Kingston onde na Applebee's de lá) e voltamos a comprar. Eu não vou publicar aqui quanto eu gastei, mas posso dizer que foi muito. O exagero cometido no título do post se deve ao fato de que eu voltei para casa com 3 dólares, sem dinheiro para pagar o pedágio. Ainda bem que eu não fui sozinho.
Minhas paradas foram Puma, Calvin Klein, Kenneth Cole, Sony, GAP, Adidas, Time Factory, Fossil, Banana Republic, Perfumania, Oakley Vault, entre outros. Me decepcionou um pouco o preço de algumas lojas, mas se garimpar dentro de cada arara de cada loja, pode-se encontrar artigos muito bons. Ou quem não pagaria 15 dólares numa calça da Tommy?
Já guardei tudo dentro da mala nova que comprei ontem. Victorinox, parceiro! Já está separadinha aqui no canto. E vou deixar tudo guardado, porque não vai dar tempo mesmo de usar isso tudo aqui nem se eu tivesse mais três meses.
Voltamos de Wood e agora eu começo a ver minhas passagens. O roteiro já está definido e a volta para o Brasil se aproxima: quase dois meses. O trabalho vai indo. Os próximos dois pay-checks vão ser bons, e vamos esperar a Hellweek para saber como será o faz-me-rir. Eu que tinha feito um blog para falar apenas das minhas desventuras como Snowmaker, agora uso esse espaço quase como diário. O que no fundo ainda é bastante útil para aqueles que vão le-lo.
No fim do dia, além do cansaço, eu tenho uma certeza: Se mais dinheiro eu tivesse, mais dinheiro eu gastava.
Stay Warm guys!
Gustavo Lacombe
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Parabéns Papai!
Feliz aniversário ao único homem por quem eu choro: Parabéns Pai!
É estranho isso... o único homem no mundo que é capaz de me fazer chorar é ele. Falar com meu pai, ouvir as coisas bonitas que ele sempre tem pra me dizer e os conselhos tão bons de ouvir. Verdade que ãs vezes eu não ouço direito, mas sempre estou pronto para ouvi-los. Durante esses 21 anos eu aprendi a lidar com seus defeitos, conhecer suas vontades e respeitar suas opiniões. E a aceitar tudo de bom que ele tem para me oferecer.
Se não fosse ele, e minha mãe, nada de esquece-la, talvez eu não tivesse forças suficientes para continuar aqui em Windham, e não completaria essa jornada, que agora na metade, se mostra como um grande palco de auto-conhecimento. Felicidade é saber que ambos estão lá torcendo por mim e eu estou auqi vivendo o que eu planejei por um ano inteiro. Por isso cada vez que eu cavo um lift ou um hidrante, troco um lixo, acendo uma fogueira, faço uma polegada de neve... cada vez que eu pisco aqui eu lembro da força que eles me deram. Obrigado Pai, obrigado mãe.
Meu pai faz hoje X anos. Não, não entregarei a idade do meu coroa. Antiético isso. Mas o importante é que durante muito tempo ainda quero te-lo por aqui. A cada dia conquistando algo diferente, como eu por aqui. Nosso cantinho em Laranjópolis está ficando pronto, e mais um grande e importante desejo está se realizando. Obrigado meu Pai. Ambos.
Estou no trabalho em um dos breaks que tiro entre um emprego e outro. Essa vida tripla aqui na montanha é exaustiva, mas toda quarta feira eu lembro o porquê disso tudo. =] Hoje estou responsável pelas escadas e pelo lixo de todo o Lodge. Não é difícil. Umas 10 horas a gente já deve estar em casa.
Sobre os planos, dia 18 é dia de ir a Woodburry e gastar mais dinheiro em roupa. Aliás, dinheiro é algo que eu tenho que começar a calcular se eu realmente quiser viajar aqui depois de todo o intercâmbio. Tá chegando a hora de partir e o cofrinho se encontra vazio. Vamos trabalhar!
Dia 13 eu vou fazer um show na Montanha! Sim, eu, que tenho no currículo uma apresentação no IBEU, umas aparições no Rosas e vários shows na casa dos amigos, estarei fazendo meu primeiro show internacional! Rezem por mim! Vou ver se consigo gravar e depois mostrar pra todos o mico que eu paguei! =P
De resto é só alegria. Hora de ir trocar lixo porque eu já vi daqui que o último copo de Coca caiu no chão. Hahaha.
See You!
Gustavo Lacombe
Snowmaker e Cantor Internacional
É estranho isso... o único homem no mundo que é capaz de me fazer chorar é ele. Falar com meu pai, ouvir as coisas bonitas que ele sempre tem pra me dizer e os conselhos tão bons de ouvir. Verdade que ãs vezes eu não ouço direito, mas sempre estou pronto para ouvi-los. Durante esses 21 anos eu aprendi a lidar com seus defeitos, conhecer suas vontades e respeitar suas opiniões. E a aceitar tudo de bom que ele tem para me oferecer.
Se não fosse ele, e minha mãe, nada de esquece-la, talvez eu não tivesse forças suficientes para continuar aqui em Windham, e não completaria essa jornada, que agora na metade, se mostra como um grande palco de auto-conhecimento. Felicidade é saber que ambos estão lá torcendo por mim e eu estou auqi vivendo o que eu planejei por um ano inteiro. Por isso cada vez que eu cavo um lift ou um hidrante, troco um lixo, acendo uma fogueira, faço uma polegada de neve... cada vez que eu pisco aqui eu lembro da força que eles me deram. Obrigado Pai, obrigado mãe.
Meu pai faz hoje X anos. Não, não entregarei a idade do meu coroa. Antiético isso. Mas o importante é que durante muito tempo ainda quero te-lo por aqui. A cada dia conquistando algo diferente, como eu por aqui. Nosso cantinho em Laranjópolis está ficando pronto, e mais um grande e importante desejo está se realizando. Obrigado meu Pai. Ambos.
Estou no trabalho em um dos breaks que tiro entre um emprego e outro. Essa vida tripla aqui na montanha é exaustiva, mas toda quarta feira eu lembro o porquê disso tudo. =] Hoje estou responsável pelas escadas e pelo lixo de todo o Lodge. Não é difícil. Umas 10 horas a gente já deve estar em casa.
Sobre os planos, dia 18 é dia de ir a Woodburry e gastar mais dinheiro em roupa. Aliás, dinheiro é algo que eu tenho que começar a calcular se eu realmente quiser viajar aqui depois de todo o intercâmbio. Tá chegando a hora de partir e o cofrinho se encontra vazio. Vamos trabalhar!
Dia 13 eu vou fazer um show na Montanha! Sim, eu, que tenho no currículo uma apresentação no IBEU, umas aparições no Rosas e vários shows na casa dos amigos, estarei fazendo meu primeiro show internacional! Rezem por mim! Vou ver se consigo gravar e depois mostrar pra todos o mico que eu paguei! =P
De resto é só alegria. Hora de ir trocar lixo porque eu já vi daqui que o último copo de Coca caiu no chão. Hahaha.
See You!
Gustavo Lacombe
Snowmaker e Cantor Internacional
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