sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Diário de bordo 1


Praia do Forte, quinta-feira...

Acordar cedo e conhecer o Pelô pela quarta vez não era a pedida. Mas estar em Salvador e não ir na Cubana comer um sorvetinho é um sacrilégio. Então lá foi a excursão Windham-BR pela capital do acarajé, subindo o Lacerdão (pelo panorâmico!), e indo rumo ao centro histórico com o maior índice de furtos do Brasil, segundo os baianos.

Tudo normal, tudo MJ (conhecemos a casa que serviu de camarim para o Rei do Pop em 96!), e voltamos para casa. Aliás, não voltamos para casa. Fizemos uma parada estratégica no restaurante da Japa! E ninguém pagou! AE! Tudo bem que de noite, aqui na Praia do Forte, a faca entrou com força. Mas enfim...

Com os dois carros abarrotados (o da Tarsi e o do Floquinho, digo, Alex), partimos em direção a Praia do Forte. Um local paradisíaco, cercado de belas mansões e praias onde os ricos vem para esbanjar e os pobres para farofar. Ou para ficar na casa da Carina, como nós!

Cheguei e fui correr. Sim, em pleno dia 29 de dezembro eu estava suando a camisa em busca do projeto verão 2012 que eu não sei até onde vou aguentar levar. Amanhã tem mais, mas tem cerveja no schedule também. Afinal de contas, é hora de começar a colher as histórias que fazemos no Verão e contamos para os nossos filhos.

Arrumados e andando pela Rua das Pedras baiana, paramos em um restaurante onde de guests, viramos atração principal. Com direito e um Sonho Meu em homenagem a mim. ;) Tirando a facada que foi a conta, me diverti muito. Aliás, até quando eu vi a conta eu me diverti! Nunca tinha visto nada parecido com aqueles números ao final de um recibo.

Os próximos dias prometem. Hoje chegaram mais dois reforços e amanhã o time se completa. Se Wagner e HuguinhoZezinhoLuizinho foram bem recebidos hoje, Beto Escada e Daniel, sua namorada, serão acolhidos devidamente amanhã. Ah, o Verão!

Gustavo Lacombe,

O ‘sonho meu’ de alguém perdida por aí!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Já pintou Verão!

Prefixo de Verão marcou uma geração inteira de micareteiros. "Numa próxima estação..."

Estamos em Salvador BEach, bitch! Sim, depois de um longo e tenebroso inverno, estou podendo postar nossos encontros. Não que faltasse inspiração para tanto, já que histórias não faltaram, mas porque não era possível uma descrição geográfica da localização. Mas enfim, estamos aqui. Capital da Bahia, Salvador tem alguns milhões de habitantes e uma night pífia.

Pensei que nunca fosse ficar com vontade de dizer isso, mas uma cidade que tem pelo menos um BarraShow para chamar de 'seu' já pode ganhar de Salvador. Sim, as opções de barzinhos são in;umeras, mas quando algumas pessoas se juntam querendo balançar o esqueleto, fica rareada as opções. Hora de sentar num buteco e aproveitar a dose dupla de cerveja.

Amanhã, dia 29, mais alguns companheiros Windhanianos chegam para completar o elenco estelar que está por aqui. Wagner e Hugo fecham a conta e passam a régua para 3 dias de festa que, para mim, são quatro. E já começamos bem. Prainha do Flamengo (MENGO!), Mariana caindo de maduro, Tarsila dando mostras de como tratar as pessoas educamente na Bahia, Rafael provando que não precisa de muita bebida para ficar doido, e eu revivendo os meus últimos instantes em Windham numa mesa de bar com direito a perguntas sentimentais. Épico.

Quem quer conhecer o Pelourinho de novo? Eu não. Amanhã eu preferiria dormir, dormir, e dormir. Mas já vi que não será possível. Dormir, só ano que vem.

Então veeeeem 2012!

Gus Lacombe,
G. Lacombe

domingo, 20 de novembro de 2011

Season 11/12

E o que você fez da sua vida?

Faz tempo, hein. Saudades de escrever aqui. Não que eu também nunca mais fosse vir até você, meu humilde bloguinho, mas é porque as vezes que poderia escrever algo me atrapalhou. Não vem ao caso. Ou eu não podia escrever, ou não tinha como escrever, ou eu tinha que me preservar, ou eu tinha que preservar alguém. Esse ano eu vivi muita coisa pra mim. Não precisava compartilhar tudo.

A verdade é que a temporada 11/12 tá chegando e eu to vendo um monte de gente se preparar para fazer intercâmbio. Ah, como eu queria ir! Sério... depois do perrengue todo, o que eu mais queria era poder dizer: faltam alguns dias para a viagem. Mas é assim mesmo. Cumpri meu ciclo e tinha colocado na cabeça que era hora de crescer. E estou tentando.

Infelizmente a vida da gente não anda como um relógio. Não chegou ainda a hora de me decidir o que quero. Aliás, pode ter passado da hora, mas a vida ainda me dá a chance de olhar pro lado e pensar que o outro caminho pode ser melhor. Comunicação e música ainda andam lado a lado. E vão andar até que um seja mais forte que o outro.

Viçosa, Rio, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Salvador... essas foram algumas cidades em que encontrei meus amigos de intercâmbio. Já tantas vezes citados aqui, são eles que ainda fazem da memória do TBS uma entidade. E é por isso, que nas horas que aperta demais, eu corro para aqui. Porque sei que aqui eu tenho voz, as pessoas vão ler o que penso, o que quero, o que sinto...

Outro dia eu postei no FB o que eu ainda queria fazer da minha vida. Pode colocar mais uma: ter esses amigos para sempre.

Que venham as histórias e as fotos da galera da temporada 11/12. Nenhum deles saberá ao certo como é fazer snowboard no meio do expediente. Se tentar, vai ser cobrado! HAHAHAHAHA! E eu já patentiei a expressão CPP. A Stephanie precisa de outro apelido agora. E será que a Queen vai tá lá? Tomara que sim, pra gente poder ver as pessoas reclamarem dela pelos posts, comentários. Mas quem souber jogar ao lado dela tem muito a ganhar. E quem souber se dar bem com o Renzo, tem muito mais ainda.

Espero que 2012 venha com mais ação. Que eu pare com essa coisa de imaginar, pensar, e sonhar. É muito bom escrever o que quero. É melhor ainda dizer que eu estou realizando. Como naquele comercial da Petrobras: estou indo pegar meu lugar no futuro.

E gente, se meu 2011 foi bom, foi porque os amigos que fiz em Windham me ajudaram muito. Continuando amando muito vocês!

Gus Lacombe,

a Snowmaker forever.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TBS - Fênix

Não que o blog tenha virado pó, mas escrever aqui é tocar fundo no coração de quem estava em Windham. E é maltratar o meu.

São quase quatro meses após minha chegada do intercâmbio e ainda tento dar um rumo pra vida. Não, não estou perdido por caminhos tortuosos. Só que ainda não arrumei um estágio e não consegui dar prosseguimento no sonho de tentar ingressar no mundo da música, como eu cansei de falar em Windham. Mas vá lá, nada acontece de uma hora pra outra e minhas vontades, prioridades e sonhos não morrerão.

Os motivos que me levaram a atualizar essa humilde página da rede são simples e satisfatórios. O primeiro é que estou aceitando a ideia do amigo Nilo Vice da Gama em escrever sempre que nos encontrarmos. Explico (desenho): Para cada encontro de Windham Employees, um post novo. O segundo é que meu blog vem sendo citado pelos participantes que estão indo para a temporada 11/12. E isso é legal, porque, mesmo que eles não gostem do que escrevo (foda-se!), vão saber que aqui só tem verdade. Esse blog é um pedaço de mim e serviu muito psicologicamente. Eu encorajo aqueles que quiserem começar a escrever os seus próprios.

Sem mais delongas, passemos aos fatos. Desde que voltamos já rolaram uns três encontros em que estive presente. E por favor, vamos contar como encontro aqueles em que pessoas de outros estados estavam fora de seus respectivos, porque senão todo chopp vira encontro pós-WE. Tem que pegar avião ou ônibus intermunicipal, pô! E sendo assim, já rolou de uma galera muito boa vir pra cá: Carina Se Basta Bastos, Tarsila do Amaral, Lucas Exagerado, Bruno..., Nilo (supracitado), Beto Escada, Mariana Pai Perdi o Celular, Hugo & Yasmin, Rafael Louco Moneró, E N(ilo)G(ama) Ka Yan. E eu, lógico, porra!

Esse encontro foi na semana santa e a Eristoff não vai nos deixar esquecer de como foi bom entrar de graça na 021 e conseguir de lá pagando mais de 150 reais na conta. Vocês são foda! Praia, Mariuzinn (sem mim), Lapa... valeu reencontrar a galera e relembrar os momentos. Como se a gente não fizesse isso toda hora, HEHE. Ainda conseguimos organizar um churras com direito a cerveja boa e futebol de primeira, não necessariamente nessa ordem. Agora, uma coisa que eu aprendi: o terminal 2 tem praça de alimentação e o voucher da TAM só serve lá!

Já o segundo foi em Salvador e contou com a minha ilustre presença junto com Nilinho e os hosts Beto Escada, Cá e Tati. Um fim de semaninha só pra ficar bêbado todo dia, furaro pneu de maneira idiota, conhecer mais o Pelô, fazer uma promessa no Bonfim, curtir um samba da galera GLS (sem piadas, por favor), ir numa night sertaneja/pagode baiano e comer MUITO! Êta fim de semana Sem Lei esse, viu! Acho que nunca vou conseguir agradecer aos amigos por tudo que fizeram por mim enquanto estive em solo soteropolitano.

Para finalizar, o último rendez-vous foi com a presença inigualável de um cara que, infelizmente, não pode comemorar o único título brasileiro que pseudo possui, já que o mesmo é do Mengão. Wagner Ixpó Plutarco estava por aqui para ver uma Estrela Negra. Piada horrível, mas era o nome da tour de Avril Lavigne, cantora de quem o Waguinho é presidente do fã clube lá de Recife. Praia de leve e um chopp com os amigos no sábado. Ainda pudemos desfrutar da presença do Negro Giancritoforo Rapha, que nos introduziu a sua namorada Vanessa. Longa vida ao casal! E valeu, Waguinho, pela visita! Espero que seu pequeno Sport possa sair da segunda divisão. =]

UFA! Conclui os parágrafos! Acho que saldo a dívida com cada uma das vezes que estivemos juntos.

Me dirigindo ao segundo motivo que me fez escrever esse post só quero dizer uma coisa aos que estão indo: não pratiquem atividades extras em horário indevido. Desejo boa sorte aos que vão. Se quiserem saber mais de Windham é só ler os outros posts. Se quiser saber mais sobre outros lugares, entrem em outro blog.E lembrem-se: tudo vale a pena! Divirtam-se, joguem-se, aproveitem, façam merda (com moderação), vivam. Isso é o que fica.

Valeu galera, beijo no coração!

Saudades de todos. Saudades de atualizar essa joça depois de um longo dia de trabalho (ou não!).

Gustavo Lacombe,

Ex-Forever-The Brazilian Snowmaker

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Recomeço / Um mês de Brasil

Quase um mês, mas vá lá, quatro dias só faziam realmente muita diferença pra mim quando vinham ou faltavam no pay check.

Estou de volta. E agora? Eu me vi diante dessa pergunta por várias vezes e acho que vou respondendo mais um pouco a cada dia que passa. Foi, é, e continuará sendo difícil a readaptação a esse estilo de vida deixado para trás no ano passado, mas que te acolhe assim que voltamos. Amigos, namorada, família... Todo mundo estava aqui na minha volta. E eu, onde estou?

Se disser que minha cabeça ainda está nos EUA será uma mentira. Voltei com muita vontade e sinto falta, logicamente, dos momentos em que gastava tempo e dinheiro sem me preocupar com o que apareceria no dia seguinte. Em Windham não era assim, tirando os últimos dias de snowboard. Viajar, Disney, Miami, compras... sentir falta disso é fútil, porém mostra que tudo que veio antes é que me deu a oportunidade de desfrutar disso tudo. Agora é hora de ralar de novo, arrumar um estágio e completar as últimas etapas da faculdade.

Voltei com um pensamento diferente, sim. Hoje, depois de passar quatro meses num lugar onde eu tinha que tomar minhas atitudes sem depender dos outros, me sinto mais livre, mais independente. Em até certo ponto. Voltei a ter que contar com um dinheiro que não vem dos meus próprios esforços e sei que devo mudar um pouco isso. Entretanto, começo a realizar as coisas que eu quero a partir das minhas vontades sem ter que alguém me acompanhar. Fiquei mais individualista, sim, mas sem nunca deixar de apreciar os momentos em coletivo.

Isso já se refletiu em escolhas como minha próxima viagem a Salvador, meus ingressos pro Rock in Rio... por que? Porque eu decido ir com quem estiver afim de ir, ou até mesmo sem dizer para as pessoas que eu quero que estejam lá só pra adiantar a minha vida mesmo. Onde era exigido praticidade, hoje não há mais espaço para perda de tempo. Se alguém acha que, sim, eu ainda perco tempo, talvez seja porque meu modo de vista não seja igual ao seu, ou as coisas que deveriam estar sendo prioridades para os outros não são para mim. Hora de caminhar ao meu lado quem está caminhando também e não apenas olhando os meus atos.

Contudo, há mais coisas. MInha faculdade pegou fogo, as pessoas não deixaram de estudar, e eu não deixei de trancar matérias por causa disso. Esse período eu não estou sendo vagabundo, apenas tive de me adaptar as quatro semanas de aula que perdi. Ter três matérias é reflexo de que eu estava fazendo algo bom para mim, sem comparações com os estudos. Estudos são tão importantes quanto bagagem cultural, e isso ninguém tira. Mas antes de apontar o dedo e dizer que eu sou um relaxado, modere as palavras: Stephanie virou minha inspiração para discussões.

Das coisas que eu reclamava quando estava longe, posso dizer que já pensei em todas. A que mais me angustiava, que eram as escolhas quando estava com meu pai, posso dizer que já sei administrar melhor. Ele continua pedindo para eu aparecer mais, eu tento aparecer mais, mas é fato que quanto mais se aparece mais se quer uma pessoa por perto. Nesse aspecto ninguém tem culpa, apenas obrigações que impedem de estar sempre em dia com o contato. Mas sem esquecer que 'se ver' é uma via de mão dupla e não é necessário que apenas uma parte se desloque sempre. Assim, Pai, pode me visitar na UFRJ quando você quiser. Mesmo nos dias em que de tarde eu tenho que estudar ou fazer outras atividades, eu estarei de manhã na Praia Vermelha e nada impede que a gente se encontre por lá mesmo e bote a conversa em dia. Mas desculpa se eu não apareço tanto quanto você gostaria.

Aos amigos de Windham, que estiveram aqui na Semana Santa, quero dizer que nossa amizade é eterna, e que ainda vmaos viver muitos bons momentos juntos. Pelo menos Salvador taí, né, Betão! Encontrar Tarsila e Carina também vai ser bem legal. Partiu, Nilo! A terrinha que nos espere.

Aqui em casa as coisas não andaram. Continuam as mesmas desde que eu me fui. Espero poder ser mais participativo e ajudar mais a minha mãe no que for possível. Cuidar da minha vó tem sido bem duro pra ela, e como eu queria que minha mãe pudesse descansar mais, aproveitar mais a vida dela. Arruma um namorado, Dona Virgínia! E Conta comigo, mãe, pra aprender inglês. Não desista! É algo que você vai conquistar e essa conquista é sua. Estarei sempre do seu lado.

A família continua a mesma. São os Lacombe com suas histórias de sempre, problemas de sempre, risos de sempre... E assim a vida vai. Tanto vai que Larissa tá indo. Lálá, a prima mais querida dentre as que já estão formadas, tá indo pro México. Valeu, diplomata! Vai que o mundo é seu!

E quem sabe o mundo não vira o meu também? Ainda no meio do caminho entre decidir o que fazer, a comunicação ainda não me apresentou uma oportunidade de entrar de vez no mercado. A música continua me seduzindo, mas não está havendo muito tempo para realizar, apenas sonhar, já que sonhar a gente pode fazer em apenas um segundo, não? Tempo ao tempo, que tudo se ajeita.

Nesse mês aqui já deu tempo de me indignar com a miséria do Rio, os problemas do Rio, a falta de quase tudo no Rio. Mas a gente ama essa cidade, e eu, que tanto escrevi que estava voltando de braços abertos, ainda estou. Quem sabe um dia não melhora?

Sem muito mais o que falar, com muita coisa ainda para viver, é hora de encerrar a aventura do The Brazilian Snowmaker. O blog que me acompanhou por tanto tempo vai ficar aqui, na web, mas sem mais atualizações. Enrolei para escrever este post porque queria ver como estava sendo a adaptação e poder escrever sobre o que eu estou vivendo e como eu estou vendo tudo isso aqui.

O que escrevi me ajudou, me motivou e me ensinou. Deixei impressos sentimentos que serão eternos e que me fizeram melhorar um pouco mais como homem e aprender um pouco mais com a mestra: a Vida. É hora de desligar as máquinas e mostrar ao mundo que eu apenas aprendi, mas como saberei usar tudo isso a meu favor e a favor de tudo que de bom me cerca. Hora de viver, hora de crescer junto com quem quer me ver crescer e/ou crescer comigo. Hora de deixar de ser o Brasileiro-Fazedor-de-neve e ser eu mesmo, que eu nunca deixei de ser em Windham.

Entretanto, aqui no Brasil, sem fazer neve, longe de toda a cultura estadunidense, é hora de voltar a ser mais um brasileiro no meio de tantos outros. E buscar o meu lugar ao Sol. E querer mais. E não se contentar com pouco. E sorrir mais, e viver mais, e tocar mais, e chorar mais. Queria muito voltar a fazer a neve, mas agora só há uma coisa a fazer: a minha própria história.

Família, pessoas amadas, e companheiros de jornada que deixei pela vida, o show tem que continuar.

Gustavo Lacombe Sant'Ana,
simplesmente eu.

terça-feira, 12 de abril de 2011

57 postagens depois.

Time to come back home.

Gustavo,

Você cresceu, você mostrou para si mesmo que podia, que deveria seguir em frente, que não era hora de desistir quando se lutou tanto para chegar tão longe, provou para quem não acreditava que você é mais você porque não precisa de mais nada a não ser determinação. Você chorou, sorriu, lutou, conquistou, perdeu, ansiou, detestou, amou, snowboardiou, sweepou, mopou... Você viveu. E tá na hora de continuar vivendo.
Vem pro mundo real, Gustavo!

-

Textos do Bial à parte, parceiro, o momento chegou. Se eu já tinha sonhado com o momento em que escreveria na última noite em solo Americano, posso dizer que já esperava mais do que ansiosamente por esse que agora vivo: a expectativa de voltar ao Brasil e rever tudo que deixei. E que me esperou. E que seguiu. E que tá lá, de um jeito ou de outro, no mesmo lugar chamado Rio de Janeiro.

Tive a oportunidade de conviver com pessoas maravilhosas, conhecer outras tantas, e tudo isso já foi devidamente reportado aqui neste diário eletrônico. Porém, mais uma vez, quero deixar impresso meu Muitíssimo Obrigado a todos aqueles que fizeram parte dessa jornada. Sem vocês não teria sido perfeito, não teria sido do jeito que foi, do jeito que deveria ter sido.

Citando todos os brasileiros de Windham em uma única palavra, irmãos, mais uma vez agradeço por todas as broncas, os abraços, os beijos, as conversas, as brigas. Se foi difícil o começo, minha volta por cima não teria sido possível sem tê-los ao meu lado. Sei que nos veremos em breve, mas a saudade das noites na montanha ficarão para sempre. Construiremos outros episódios marcantes, mas como aqueles, não haverão, porque serão únicos.

Aos estrangeiros que tornaram a experiência mais rica e rica (gostosa, em espanhol), pela enésima vez demonstro aqui toda minha gratidão pelo que vivenciei ao lado de cada um. Se hoje me sinto confiante para abrir a boca e falar em inglês ou arriscar um portunhol, foi porque vocês me deram o que era preciso: alguém pra conversar. Aos que conviveram em Windham comigo e aos que passaram durante as minhas viagens pelos EUA, meu muito obrigado.

Aos amigos que fiz em situações pós-intercâmbio, mais uma vez gostaria de enaltecer como foi bom conhecer vocês. Se meus amigos de Windham faziam isso aqui ferver, vocês ajudaram a estourar a tampa da panela. Se meus dias aqui pegaram fogo, certamente em alguns deles foi porque vocês ajudaram e muito.

Aos parentes que me receberam, Ci e Tê, filhos e maridos, mais uma vez queria dizer que sem a hospitalidade de vocês não haveria viagem para Boston e Miami. Sem vocês não estaria nesse aeroporto com tantos dias na bagagem e tantas histórias mais para serem levadas para casa.

A todos que estão me esperando no Brasil: chegou a hora!

Valeu, galera, sem tudo isso não teria sido perfeito pra mim.

-

Sinto falta de acordar e ficar chateado em ter que ir trabalhar. Queria mesmo era ir fazer um snowboard bem feito, descer a Why Not, a Wolverine ou a Wedel. Mas, vá lá, tava ganhando 8 a hora para poder comprar minhas coisas da Lacoste, né Wagner? E pra isso, só lavando muita escada, né Betão? Deixa o snowboard com o Nilo, Pretto, Lucas, Rafael e Gulherme pra depois.

Aliás, quando ainda fazia neve lembro de reclamar muitas coisas pro Nilo e pro Pretto. E eles me aturaram muito. E em casa ainda tinha que aturar o Bruno. Mas até que ele não fazia tanta bagunça no banheiro quando o Diego. Se a Beck foi aquela zona, só comecei a realmente me tranquilizar quando descobriram que tínhamos 3 geladeiras, não apenas 2 para 25 pessoas. E o Renzo até que administrou bem nossa casinha.

Sinto falta da Cottage com a Ka Yan, o Hugo, a Yasmin, a Tarsila fazendo caras e bocas, a Carina dançando arrocha comigo, a Karol, o Andrew, e os outros já citados. E a Mariana, que não teria formado o casal mais louco que eu já vi na vida com o Rafa. Valeu muito a pena cada cerveja que tomei por lá.

Sinto falta de chegar na montanha e ter que olhar pro Josh esperando ordens nas trilhas na qual desceria, ou escutar a Queen of Clean dizer "shit job". Era engraçado ao menos. Não sinto falta, apenas, de ter que decifrar se a Stephanie estava de bom ou mal humor para poder pedir, perguntar, reclamar, qualquer coisa.

Queria mesmo era ter levado a Maya embora comigo. A mulher mais santa que eu já conheci (e que todos sabemos seu segredo para ser tão gentil) é a secretária perfeita. Todo problema que tive ela me ajudou a resolver, a entender, a não se aborrecer. Isso é um anjo disfarçado de pessoa, brother!

Estranho não ter que pegar um shuttle pra qualquer lugar. Nem que seja pra um parque da Disney! Ah, como eu fui feliz lá! Virei criança de novo por 5 dias que valeram muito. E sem falar de NYC com a mamãe ou com a Família Carter, que viverá para sempre. Depois Boston e Miami. O raspo do tacho foi SENSACIONAL! E sem querer esquecer nenhuma viagem, Washington foi apaixonante e Albany foi produtivo (meus violões vieram de lá, né!). Viajei muito, e se Woodbury contar, queria pedir minha alma de volta, porque o primeiro pedaço dela eu deixei lá depois de gastar aos tubos!

Vai ser difícil voltar, vai bater aquela deprê, vou querer pegar o primeiro voo para tudo que aconteceu, mas já não dá, e nunca daria. Nem se tivesse uma máquina do tempo eu voltaria. Se ficar melhor estraga, se tirar macula. Deixa do jeito que tá, porque foi bom. Foi maravilhoso. E chegou ao fim, como tudo na vida.

-

O que fazer com o blog? Me perguntei isso mais umas vinte milhões de vezes, e fico triste com a constatação de que esse pode ser o último post. Aliás, eu tenho que escrever como foi voltar para casa. YES! Ainda há vida pós-States. E nesse próximo post espero não estar tão saudosista. Vai ser hora de rever meu quarto! Aeee. Como eu sinto falta daquele cantinho.

Esse espaço aqui ficará aberto a visitação. Será um lugar para lembrar de tudo: como foi, como era, como seria se não fosse não vale. Vai ser meu templo. Vai ser um lugar para recordar. Vai ser um pedaço de mim que compartilhei com tantas pessoas e que tantas mais retribuíram com o simples gesto da leitura. Esse lugar vai ser quatro meses (verbo no singular porque o sujeito está no singular) da minha vida. E não foi pouco.

Se já agradeci a tantos por terem passado por minha vida durante esse período, queria agradecer a todos, como já comecei no último parágrafo, que leram minhas aventuras. Se não houvessem leitores, não haveria escritor. Muito obrigado pela leitura do blog. The Brazilian Snowmaker me ajudou a contar meu dia-a-dia, meus problemas, minhas inseguranças, minhas conquistas, meus desejos, meu eu. Me ajudou, mais do que tudo. E por isso me orgulho tanto de ser o dono desse blog.

Faltando apenas alguns minutos para embarcar, vai ficando mais do que nunca a sensação de dever cumprido. Hora de abraçar quem me espera e deixar quem me abraçou.

VALEU, VIDA!

É hora de voltar.

Gustavo Lacombe Sant'Ana,
The Brazilian Snowmaker.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Daqui já vou.


Última noite de States. – Como eu volto?

Última noite em que escrevo daqui dos EUA. Amanhã nesse horário eu já estarei no aeroporto esperando para embarcar em direção aos entes queridos que deixei no Brasil enquanto engrandecia por aqui. E volto querendo gritar pra quem quiser ouvir que não sou outro, sou o mesmo Gustavo, diferente apenas.

Se os três meses de trabalho me fizeram ter um senso em relação a vida que me faltava (tava na hora de ter mais responsabilidade, não?), o mês de viagem me fez ver o quanto é bom conhecer lugares, pessoas, aproveitar pra ser feliz enquanto é tempo. Porque o tempo, parceiro, passa voando. E ai daquele que não estiver aproveitando a vida, já que cada segundo desperdiçado não volta.

Estou feliz. Fui feliz. Serei mais feliz ainda. E se bater aquela saudade de estar por aqui vai ser a certeza de que tudo valeu a pena. E olha que eu sonho com esse momento: estar no Brasil morrendo de saudade do meu intercâmbio. E eu sonhei com este momento, em que sentaria de fronte ao computador para colocar as impressões dos últimos dias por aqui. É, tá acabando.

Tá acabando porque amanhã ainda tem atividade. Quem foi que disse que arrumar a mala (MAIS UMA VEZ!) não é divertido? Vou poder ver mais uma vez tudo que eu comprei, tudo que me fez ver que valeu a pena estar por aqui, as lembranças materiais que me levarão às imateriais, e sei que vou chorar, rir, me alegrar e até entristecer, porque nada é 100% feliz. E, graças a Deus, nem 100% triste.

Hoje o dia foi típico Miami. Shopping. Se já tinha tido a Aventura e o Jacaré, hoje foi a vez do Golfinho Dolphin Mall me receber. E lá se vai comprovando minha vocação para gastar. Seu consumistinha, né? Sim! Vai gostar de comprar assim que nem mulher lá em Miami. =]

E mesmo isso vai fazer falta. Tudo que estava relacionado ao meu inter vai fazer falta. Estar em Nova York me falta, estar com Cibele e os meninos me falta, estar com a Lis me falta, estar com os amigos que dividiram Windham comigo me falta. Miami faltará. Mas o Rio tá aí. É hora de cantar Tom Jobim de novo, um Samba no avião e que Deus me leve em paz. E o piloto da AA também.

Entretanto, não quero passar por alguém que está sem saudades de casa. Como já disse um milhão de vezes aqui, o Rio me falta, a UFRJ me falta, as pessoas me faltam... E é isso que eu tô indo matar a vontade. Quero uma batucada, a cadência do samba, o calor de uma praia num domingo, ver meu Mengão jogar. É bom voltar. É bom dizer: estou voltando!

E que quem estiver no aeroporto me receba de braços abertos, porque volto com vontade de abraçar o Cristo, de abraçar o Pão de Açúcar. De abraçar o Rio. Que quem não estiver por lá possa ansiar por me ver, assim como eu anseio olhar nos olhos de cada um dos amigos que deixei por aí. Assim como eu quero rever todos de Windham na semana santa. “Vem, pra realidade, Gustavo”, já ouço o Bial dizer.

“Vem pra casa, Gustavo”, eu ouço minha mãe dizer.

E eu tô indo.

Gustavo Lacombe,
Indo.

domingo, 10 de abril de 2011

Como um dia de Domingoooo!

Meus domingos nunca são iguais.

Já faz tempo que um domingo meu não se repete. Conhecido por mim como o dia em que a diversão acaba, o primeiro dia da semana na agenda de quem não tem o que fazer é sempre uma caixinha de surpresas. Na ordem, os ultimos lugares que estive preencheram as atividades nesse dia de descanso, ou nem tanto assim. Windham, Orlando, Nova York, Boston e Miami. Semana que vem Rio de Janeiro. E tão prometendo Lavras. É, irmão, meu destino é o mundo mesmo!

Mas enquanto o voo da AA não vem, a gente vai levando. E levar, em Miami, é a parte mais fácil. Depois de ir a Lincoln Road e ao Aventura Mall, na sexta eu fui no shopping do Jacaré. GIGANTE! Se você já foi a Woodbury e se impressionou com o tamanho de lá, não tem noção do quão grande é aquela porra. Localizado ao norte de Miami, perto da cidade de Ft. Lauderdale, O Sawgrass Mills é o paraíso para quem vem a Florida com um objetivo: zerar a conta e voltar carregado de coisa nova.

No mesmo dia também dei um pulo em Miami Downtown para dar uma olhada nas lojinhas de Cubanos, Marroquinos, Judeus e Muçulmanos que se espalham por essa cidade maluca, linda e que me faz ficar com mais saudade do Rio. Do centro da cidade até a casa da Carol, eu sei andar. Pra baixo, não me pergunte porque tudo parece tão igual que não tem como saber aonde você está indo. Mentira, tem, mas eu não consegui me achar ainda.

Na sexta de noite eu saí da casa da Carol. Vim para a casa da Teresa, outra prima (como essa família é grnde, meu Deus!), e vou ficar por aqui até terça na hora do voo. Tê, como a gente a chama carinhosamente, tem dois filhos: O Rodrigo, 20, e a Giovana, 16. Que me fazem lembrar muito da Juliana e do Hiago em Boston, ou até mesmo, por que não?, de mim e da Higuy (Cala a Boca, Higuy!). Assim, depois de deixar a suíte presidencial na casa dos De Sá, vim para a sala dos Oliveira. Não estou reclamando! Estar aqui com primos que eu nem sequer sabia que existiam é muito legal mesmo!

Ontem, sábado, fui almoçar com a família para comemorar o cumpleaño do Tomáz, o marido da Tê. Depois fui dar umas voltas com ela e a Gio por aqui mesmo. Fui a Key Biscayne, fui ao shopping (pra variar), conheci a escola da Joca, vi um moooonte de Ferraris, e depois voltei. De noite saí com o Rodrigo para uma espécie de Armando Lombardi do Rio. Muito bom. Cada sábado é uma night diferente? Tomara que continue assim, que o ritmo tá bom!

Hoje eu tinha uma promessa de ir a praia, mas o Rodrigo ainda não acordou e acho que vai melar. Eu ainda tenho que comprar algumas coisas que me foram encomendadas, outra mala (porque as minhas coisas já não cabem mais na mala), e ser feliz, porque é isso que interessa por aqui!

Vou ficar por aqui já que a atualização está feita.

Um queijo!

Gustavo Lacombe,
Em seus últimos momentos na América!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Habemus Depósito!

Aperto, irmão, só de mão!

Continuo em Miami, bitches! E por aqui eu já vou fazendo a aclimatação pra volta ao Rio. Um sol absurdo, carros escrotos na rua, mulheres lindas no shopping, gostosas na praia, e o dinheiro pulando do meu bolso (e olha que se eu não olho meus meninos eles se perdem por aí). Enfim, tirando meu sensacionalismo (viu, mãe, a faculdade tá me ajudando a escrever melhor... ou pior, dependendo do referencial!), tá tudo ótimo. Aperto só de mão, crise só de garganta, e liso só os meus cabelos.

Depois de três dias aqui nessa cidade, e três dias a menos nos EUA, já sinto o frio na barriga de rever todo mundo. Tá na hora, pessoal! Enquanto a quarta não chega, eu fico por aqui com o que sobrou do amor. Do amor pelo trabalho. Do amor pelas quartas em que o pay-check batia na conta. Eita, que sensação boa!

Bom, mas parando de enrolar e falando sobre minhas atividades nos dias posteriores, começo com a (advinha?) quarta. Cheguei de Boston depois de mofar mais de uma hora e meia no aeroporto da capital de Massassachuchussetsts... Cheguei e mofei em Miami. Explico: A Carol, filha-da-amiga-da-minha-mãe que me recebeu aqui, estava trabalhando e por um segundo até achou que eu não viria, já que tinha passado do horário que eu disse que ligaria. Mas acabou dando tudo certo e por volta das 19hrs desse dia eu já tinha abrigo!

Localizada em Miami Shores, a casa da Carol me proporcionou a alegria de ter uma suíte só pra mim depois de 3 semanas divindo meu quarto com alguém. Sim, isso faz uma difereeeeença. Aí dormi (dãã...). Na quinta de manhã, depois de uma breve consulta ao Google Maps (que Deus o abençoe), parti em direção a Miami Bitch, digo, Beach. No ônibus, quer dizer, no meu Mercedez americano, ia olhando a paisagem entre uma pescada e outra. Dormir rules! Até que desembarquei na Lincoln Road.

Diferente de todas as cidades em que já estive, Miami (em sua parte turística) junta o clima do Rio (jamais falaria as praias, porque as do Rio dão de 10), com a sensualidade Latina dos habitantes da cidade. Já viu Miami Vice? Já viu Bad Boys? É exatamente igual. E pra quem gosta, é um prato cheio.

No mesmo dia, ainda fui ao Bayside Market. Lá é aonde está o Hard Rock, e aonde eu comprei mais um pin para a minha coleção. São muitos agora. O que começou com a recordação da Disney de um Mickey tocador de guitarra, se transformou em uma das coisas que mais me deixam felizes de comprar: pins que vão me fazer lembrar de cada lugar por onde passei. Almocei no Subway (se é que isso pode ser chamado de almoço) e voltei pra casa.

Assisti o jogo do Barça (5 a 1!), vi o resto de Blue Mountain State (série muito maneira que descobri aqui!) que faltava, vi o jogo do Fluminense (peeerdeeeeu!), adicionei umas músicas que minha prima Ju passou pra mim, passei as fotos do Cartão pro PC. Opa! PC não... pro Mac. PC é coisa de pobre! E depois fui dormi. Sim, ainda jantei e tomei banho... =]

Hoje acordei sem pressa, tomei um café, fiquei no meu quarto de bobeira, tomei banho (sim, de novo! pq?) e parti pro Aventura Mall. E é uma aventura mesmo ir pra lá. Andar pela linha do trem, atravessar em lugares em que o sinal para pedestres só tem luz vermelha, pegar o ônibus com haitianos, cubanos, e outros afins olhando para você como se você carregasse a última bolacha do pacote, e ver que o ônibus que pegou dá uma volta de uma hora e meia até chegar lá. Mas, tirando isso tudo, foi de boa.

O Mall (shopping não existe!) é grande, com lojas em que não dá nem pra sorrir dentro que paga. Mas eu fui lá tirar uma onda de brasileiro gastador em Miami. Apple, Abercrombie, Godiva, Hugo Boss, Lacoste, Ferrari Store, Sony Style... passei por tudo lá, irmão! E ir a shoppind é sempre um barato. Você olha olha olha, e não leva nada! Uso como forma de gastar as calorias que adquiri durante a temporada.

As únicas coisas que eu comprei foram... Não interessa o que eu comprei. Mas me diverti.Amanhã eu vou encontrar com o amigo do meu pai, o Humberto, que vai me levar a outro shopping em que ele disse que dá pra ser feliz. Então belezaaaa! É Noiiiixxxx!

Ainda tem o fim de semana pela frente, não esqueçamos. Depois disso, é só esperar pelo voo de volta! Brasil, tô chegando!!

Gustavo Lacombe,

Sant'Ana.

ps.: Coisinha que escrevi no Facebook e queria registrar aqui também. 

Rio, já já to de volta! Prepara um fim de semana com muito Sol porque eu mereço! E avisa pra Nova York n ficar com ciúmes n, pq do que adianta ser grande e linda daquele jeito, se não tá nos trópicos, não tem essas praias, não tem meu Flamengo, e nem meu samba? Avisa pra Nova York, Rio, que eu volto feliz. Diz a Orlando que lá fui criança de novo e adorei, e lembra a Hudson e Boston que eu volto um dia pra visitar! Ah, e manda desculpas a Miami por só ter usado ela. Te amo, Rio!

terça-feira, 5 de abril de 2011

I'm in Miami, BITCH!


Country Road, take me home!

Hey, povo! Long time no see you, guys! Sentiram minha falta? Fazia tempo que não atualizava essa página na atmosfera internética, e por isso mesmo, as cobrançaas já vinham fortes. Porque, parceiro, missão dada pela mãe (mandar notícias através dessa ferramenta da web), tem que ser missão cumprida.

Desde o último post muita coisa aconteceu. Tá, passaram-se muitos dias e quase nada aconteceu. Tá, se você insistir e disser que só porque eu estou aqui muita coisa diferente se sucedeu, eu também apoio. Enfim, cada um aceita a verdade que quer e ouve a mentira que mais lhe convém. Mas esse texto é cheio de verdades. Longe de mim já chegar aqui imbuído de uma vontade ancestral em mentir sobre os fatos que ocorreram.

Parando com a conversa mole, vamos ao que interessa. Estou dentro do ônibus, em direção ao aeroporto de Boston. Esse post só será publicado assim que eu achar um hot spot da Boingo por lá e me conectar na grande rede. Aqui, na linha Logan – Framingham, apenas digito o post.

Pra quem não lembra (eu, inclusive), no último post eu estava prestes a subir no Rockfeller Center com a minha mãe. Subi, vi, e me deslumbrei com a vista lá de cima. Chegamos umas 6 e meia (que é quando começa se pôr o sol) e ficamos até umas 8 e meia. Dentre os destaques, conheci um grupo de brasileiros muito bacana que ficou um tempo trocando uma idéia bem legal comigo e com a D. Virgínia. Pena que não peguei contato de nenhum deles. Mas, enfim, aquela vista é de tirar o fôlego, e NYC ficará marcada em mim pra sempre. Amei aquilo lá.

No dia seguinte demos umas voltas de metrô para poder gastar o que ainda tinha no cartão. E deu certo! YES! Gastar é com a gente mesmo. Depois do derradeiro passeio na Times, foi hora de passar sufoco com o Shuttle pro aeroporto. Quase perco meu voo por causa de 5 minutos. Mas não perdi, e cheguei em Boston depois de uma ponte aérea entre as duas cidades (meia hora apenas!).

Já no Logan (o aeroporto daqui), peguei um bus rumo a Framingham. Localizada a meia hora ao norte (porra, pega o mapa!) de Boston, é aonde esse ônibus (de merda! O Trailways tinha internet, po!) nos deixa. Foi nessa cidade que Cibele, prima de quarto grau do meu pai, me buscou.

Eu já conhecia Cibele de outros carnavais.... Uma vez, quando eu tinha um ano, ela passou lá em casa antes de vir embora pros EUA. Eu é que não lembro mesmo. E depois a gente se encontrou em novembro passado durante sua rápida escala no Rio, quando ela voltava pela primeira vez ao Brasil depois de ter ido.

Fui com ela pra Hudson, onde montei minha base pelos últimos 7 dias. Ao chegar em casa (ela me deixou tão à vontade que a casa é meio minha também), fui apresentado ao Humberto (marido) e Hiago (filho). Já tinha ouvido falar muito dos dois, mas o único membro da família que eu conhecia era a Ju, filha da Ci, que é um amor de pessoa. Só não implica muito porrque ela é campeã panamericana de Jiu-Jitsu.... e desce o cacete mesmo!

Apresentado formalmente à todos que dividiriam o mesmo espaço comigo pela próxima semana, comi uma galinhada que me fez tirar a barriga da miséria! Como é bom estar em casa de brasileiros que moram fora, seus parentes, e que ainda te deixam à vontade. Tudo de bom!

A quinta e a sexta passaram sem maiores acontecimentos. Conheci a cidade, fui a Boston (nem consegui fazer todos os programas que eu queria, mas tudo bem. De verdade, tudo bem...), conheci uns outros brasileiros, mas o dia que mais me agradou foi o sábado.

Não porque o Flamengo tenha saído do jejum de vitórias, não porque eu tenha ido ao óutilét (Outlet)... Mas, sim, porque fui pra uma night! AEEEE! Depois da Pacha em NYC, outra night era muito bem-vinda. E veio com força. Pra começar, dividi uma garrafa de Smirnoff com meu primo, mas às custas de uns dois milkways, a bebida não me pegou tão de jeito de não. Foi o suficiente para dançar trance-house-disco-eletro-music até o sol raiar. Literalmente.

Chegamos em casa no domingo às 7 da manhã, brother! Se a Cibele ficou chateada com a gente? Ficou, um pouco, mas ia dizer o quê? Se afinal de contas, ela que mandou a gente sair e se divertir porque o primo do Rio ia ficar pouco tempo e era mesmo pra eles irem se divertir.... E a gente foi, ué!

Domingo passou devagar. Tirando as dores de cabeça que eu sentia um dia antes, além de um estado febril que passou assim como veio, do nada, tudo foi perfeito. Ontem eu ainda saí com o Humberto para vermos o avião dele no aeroporto de... putz, esqueci o nome do aeroporto. Foda-se. A gente foi lá, viu o avião (muito maneiro, por sinal), demos uma volta na pista (onde ele cimentou muita coisa), e depois fomos na casa do Tales, um outro brasileiro radicado por aqui muito gente fina. Deu tempo de tomar 3 brejas (porra, breja, não! Breja é coisa de paulista. CERVA!). Deu tempo de tomar umas 3 cervas, comer uma canjiquinha no capricho, e partir pra casa.

Na última noite aqui em Hudson nada foi diferente. Dormi tarde (porque todos na casa dormem tarde), no sofá (que aprendeu a me acolher durante a minha estada), e ouvindo muito a Cibele reclamar com os meninos da bagunça no quarto deles. E olha que a Cibele fala, viu! E olha que os meninos nada fazem, viu! Então, o jeito era rir e ouvir aquilo tudo todo dia.

Hoje de manhã não foi diferente. Enquanto eu já estava pronto, a Juliana enrolava, parecendo querer perder o primeiro tempo do colégio. E não perdeu. Humberto me levou até a rodoviária de Framingham, e cá estou eu atualizando o bloguinho.

Agora é hora de desligar o maquinário posicionado sobre meu colo e aquecer as turbinas do avião, porque Miami vem que vem que vem quicando. E daqui a uma semaninha eu tô de volta no Rio.

Amém!
Gustavo Lacombe,
The Brazilian Snowmaker

terça-feira, 29 de março de 2011

Empacotaaaandooooo!


Arrumando as malas... AGAIN!

Mais uma vez  estou num quarto, arrumando minhas coisas para poder seguir viagem. Ainda vou viver essa situação mais duas vezes, mas é o roteiro para que o Brasil fique mais perto. NYC vai ficar marcada como a cidade que me ensinou que chorar pode ser o melhor remédio para aliviar a dor do coração. Em Nova York eu chorei nos braços da minha mãe para tranquilizar minha saudade. Saudade de quem ficou na minha terra, de quem estava voltando para lá, e de quem simplesmente cruzou o meu caminho nessa viagem.

Amanhã eu chego em Boston. Vou ficar na casa de uma prima do meu pai, minha prima por tabela, e espero que esse fim de semana por lá seja maravilhoso. Conhecerei primos da minha idade e espero, também, que eles me levem para uma night boa. Depois da Pacha e das noites de Hunter, estou sedento por outra boate.

Nesses últimos dias aqui na Big Apple eu posso dizer que realizei meu sonho de assistir um musical na Broadway e cumpri com louvor a tarefa de mostrar o pouco que conhecia da cidade e tornar a estadia da minha mãe por aqui a melhor possível. Ela deve estar indo embora com gostinho de quero mais. Mais dinheiro também, porque isso é algo imprescindível numa cidade cara como NYC.

Entretanto, o mais importante de tudo é que ela gostou. E isso, parceiro, vale muita coisa pra mim. Depois da Estátua e do Central Park, com direito ao museu de História Natural, partimos para os passeios noturnos. E a Broadway aqui estava ao nosso lado. No domingo fomos ver RAIN – A Tribute to The Beatles, e imagino que minhas primas (loucas por eles) estejam se mordendo de inveja. E ontem, segunda, fomos ao Fantasma da Ópera.

E o que é esse espetáculo. Apresentado no Teatro Majestic, na 44th St, o show de maior tempo em cartaz no Theatre District é, sim, uma das coisas que fazem valer a pena viajar para cá. Quase duas horas e meia de um amor impossível, um amor conquistado, e muita música bonita. All I Ask of You continua sendo uma das minhas músicas favoritas. Na saída, comprei mais um pin. A máscara do O.G. se junta a outros 8 pins que marcaram minha passagem pelos parques em Orlando e no Hard Rock daqui.

Hoje o dia foi, e deve continuar, mais light. De manhã a gente foi na Union Square de novo e deu um passeio pela 14th St. Depois fomos até o lago do Central Park dar mais uma volta por esse que é um dos principais pontos turísticos da cidade. E olha, bonito desse jeito, vale muito a pena dar uma corridinha, uma namorada, ou uma simples caminhada por lá.

Daqui a pouco vamos sair pra almoçar. Hard Rock? É a boa. Depois vamos até o prédio da ONU tirar umas fotos, e ao entardecer, subiremos o Rockfeller Center. Pra que subir o Empire State se eu posso subir outro prédio, mais barato, e tirar uma foto do próprio Empire State? É a boa (2).

No dia seguinte a hoje, só pra nãoo falar amanhã (já usei lá em cima), a van vem nos pegar umas 2 da tarde. Tempo suficiente para chegar ao aeroporto e seguir viagem. Mamãe volta para a rotina no Rio, mas totalmente renovada pelos dias comigo aqui. Eu vou pra Massachussets (tá certo?) esperando que seja muito bom. Vida que segue (e hoje eu sei que ela segue mesmo).

Até o próximo post,

Gussxxx Lacombe,

Um carioca perdido (nem tanto!) nos EUA.

ps.: Queria agradecer a Ka Yan por ter escrito o post pra todos. Foi mais um amigo que colocou aqui suas memórias sobre essa incrível viagem que foi o Intercâmbio para Windham. Sintam-se a vontade se ainda quiserem escrever, amigos!

Ps2.: Já posso ser considerado Guerreiro do Carter Platinum! Hahaha!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais um amigo, mais memórias

Mais um amigo escreveu para o nosso bloguinho. Amiga, aliás. Seja bem-vinda ao blog, Ka Yan! E muito orbrigado pelo texto. Espero que todos vocês gostem!

-

Windham, escutei esse nome pela primeira vez a uns meses atrás... e quem diria que esse lugar marcaria tanto a minha vida...

Nesse lugar você se apaixona, desapaixona e talvez se apaixone novamente, você conhece novas pessoas, algumas delas se parecem contigo, outras nem tanto, você se desentende com algumas delas mas no final td vale a pena.. valeu tanto que estou postando isso aqui.

Windham é um lugar mágico que me fez viver um sonho de aproximadamente 3 meses, um lugar responsável por muita alegria e tristeza e junto com as suas noites silenciosas e as sombras da escuridão, e com alguns coiotes guarda muitos segredos, ou talvez deveria guardar, quando se vive nesse lugar muitas vezes se esquece que existe algo fora de lá e que o mundo é apenas aquilo ali, mas infelizmente ou felizmente de um ponto de vista ou outra o sonho não termina. Ontem foi a minha primeira noite dormindo na minha casa novamente, apesar do conforto e do aconchego sinto-me falta do "Queijo Cottage" e a escuridao que tomou o meu qrto antes de adormecer me assustou por um momento, logo me fez lembrar das noites em que eu dividia as minhas 3 camas de casal com os brazucas, tentei conter as lagrimas, mas quanto mais eu pensava, mais as lagrimas insistiam em escorrer no meu rosto...

14 de Dezembro, foi quando deixei tudo que eu conhecia para viver uma nova experiêcia de 3 meses, onde eu conheceria uma cultura diferente da minha, mas jamais imaginei que seria assim... Uma aventura sem fim!
Lembro me com detalhes o momento em que deixei o meu amigo de Salvador no aeroporto JFK para partir em direção a Windham Mountain com pessoas das quais conheci a momentos atrás, pessoas das quais me acompanhariam nessa nova etapa da minha vida. Durante a viagem inteira eu não conseguia parar de imaginar como seria o meu novo lar, as pessoas com quem eu conviveria diariamente em casa e no trabalho, enfim minha imaginação estava a mil.

Ao chegar na minha nova casa foi muito bem recebida pelo casal que ja se encontrava, conversaram comigo, me explicaram como seria o meu trabalho até que fomos surpreendidos por 3 chilenos, logo a noite se estendeu mais do que deveria, já que no dia seguinte seriamos apresentados mais uma vez na montanha. Ao anoitecer do dia seguinte soube que teria a festa do som na Main House, Beck, ao chegar lá depois de longas caminhadas, carona com o segurança da montanha e visita no eficiente e eficaz gas station cheguei finalmente na tão famosa casa das festas, fiquei surpresa com o tipo de festa, tudo mundo conversando, dançando de meia e claro com os parties cups na mão, alguns cheios outros nem tanto, era um tipo de festa que não era acostumada, mas já sinto muito falta...

A minha estagia na Cuomos não se estendeu mais do 1 semana, apesar do conforto da casa, era distante de tudo, logo me mudei para o famoso Queijo Cottage, a senzala da Beck, lá dividia o meu lar com mais um Soteropolitano que logo se tornou o meu filho :P, um chileno e um peruano, no inicio eu tinha certos problemas com a casa, mas depois de arruma la tornou-se num lugar aconchegante apesar do quinto elemento, o Jerry! mas tds nós sabíamos conviver muito bem um com o outro, respeitando a privacidade de cada um (ou nem tanto) afinal esse era o objetivo do Work Experience, aprender mais sobre a convivência.... hihi

Ao longo do tempo foram ocorrendo o Natal, visitas no Wall Mart, o Ano Novo (que festa!!), algumas tempestades de neve, mais algumas festas na Beck outras na Ness, ahh sim! trabalho (isso também tinha, quase me esqueci) algumas tempestades de neve novamente e alguns certos acontecimentos até chegar no tão querido e inesquecível Brazilian Breakfast que começou na Ness mas terminou na Cottage, logo a minha casa tornou se o point oficial dos Brasileiros onde aconteceu diversas sociais com vodka e eventos, como pré e pós festas em Windham e em Hunter, surpreendentemente acho que a casa era mágica apesar do tamanho sempre cabia mais um... infelizmente não vou poder descrever td com detalhes, pois não há palavras que descreva os momentos e as viagens que ocorreram, alias uma imagem vale mais do que mil palavras ou seja bem vindo aos nossos albuns no FB, caso alguem se interesse (tomara que não, só quis ser educada :P)

O tempo foi passando, as viagens foram ocorrendo, as feijoadas devoradas, os amores brotando no ar de Windham, mais um Hell Weekzinho e finalmente chegou o mês de Março, e que mês!! O mês que veio forte com momentos de muita alegria, tristeza, despedidas e algumas sociais com comidas dayrizadas. Nesses ultimos dias que ainda me encontrava nos EUA estava vivendo numa controvérsia, queria que chegassem logo as viagens de NY, Orlando e Miami, mas simultaneamente não queria que a viagem acabassem, não queria mais despedidas... e agora que já me encontro na minha casa e na minha vida real, sei que nada acabou, pois guardarei tds os momentos (que eu lembrar :P) com muito carinho no meu coração, pois essa viagem com certeza É a viagem da minha vida, e paguei caro no momento em que eu disse que era desprovida de sentimentos, por que me apeguei de uma forma inexplicavel principalmente aos Brazucas.

Amo muito aqueles que fizeram parte dessa aventura da minha vida!!
Com muito carinho, Ka Yan.
27-03-2011

sábado, 26 de março de 2011

NYC nunca mais será a mesma!


Continuo com o mesmo desejo da época do Wishes, na Disney, só acrescentei mais um.

Dia bonito em Nova York. Eu e mamãe já passamos 3 dias aqui, temos mais 4 pela frente, e muita coisa para conhecer. Sei que não atualizo o blog do Gós com a frquencia que deveria, mas tem faltado saco para escrever aqui.

Então, pra começar, vou logo dizer como tem sido a estada da minha progenitora aqui em solo americano. Terça-feira ela chegou, ouviu muito do que eu tinha pra contar, e serviu como o melhor ombro pra chorar. E não chorei pouco, parceiro. Porque ao contrário do que algumas pessoas pensam (e respeito essa opinião), chorar não é todas as vezes um gesto de fraqueza.

Foi tão importante olhar pra ela e transbordar que parece que eu tirei umas 50 toneladas de tensão que ainda se sustentavam nas minhas costas. Chorei as dores da repentina “perda” dos amigos, das pessoas maravilhosas que conheci em Nova York, das experiências que tive nesses três meses de intercâmbio.

No dia seguinte, após tantas lágrimas, foi dia dela chorar em Windham. Lá, vendo de perto onde eu trabalhei nesse meio tempo, ela se emocionou com tudo que a Maya contou pra ela sobre mim. Fala sério, a Maya é o maior anjo que eu já conheci. Essa mulher tem seu lugar guardado no Céu, com toda certeza. Almoçamos no Michael’s, encontramos com o Frank (que adorou o presente que demos pra ele), e depois fomos ao Wal Mart.

Nosso dia em Windham contou com vários programas que eu fazia com meus amigos por lá. No Wal Mart a gente ainda encontrou um casal brasileiro que mora em Catskill e tenta juntar dinheiro para voltar ao Brasil. Torcendo por vocês, Lúcia!

Voltamos, e dormimos. =]

No dia seguinte acordamos cedo e fomos lavar roupa. Uhul! Programão para quem está em NYC, não? Mas era importante pra mim, já que estava ficando com meus recursos de vestimenta escassos. Depois andamos para o Museu de História Natural. FANTÁSTICO. Entretanto, pra quem já viu o Smithsonian, fica difícil  não fazer uma comparação com o museu da Capital Americana, que é muito melhor.

Voltamos andando pro hotel. Nesse dia foram quase 90 quarteirões a pé. O joelho da mamãe pediu arrego e hoje ela teve que tomar um Advil. Ontem, antes de dormir, ainda fomos a Times Square (só no terceiro dia!) para ela ver essa praça toda iluminada. E é muito bonita, cara. De dia você já se impressiona com a quantidade de cores. De noite elas explodem em você.

Aproveitamos para olhar um monte de lojinhas pela praça. E comprei mais um pin! O oitavo da coleção. Os pins foram uma forma que eu encontrei de gastar pouco dinheiro e conseguir ter uma lembrança consistente dos lugares por onde eu passei. Levo todos na mochila. A mais nova aquisição foi uma guitarra do Hard Rock de NYC. São 4 pins com guitarras na mochila agora. O Hommer (dos Simpsons), o Mickey (da Disney), e duas guitarras do HRC.

Hoje a gente fez o passeio de Ferry Boat que passa perto da Estátua da Liberdade. Ela aparece muito pequena no visor da máquina, mas vale o passeio (de graça!). Fiz esse mesmo passeio com o Wagner, sua mãe Delegada Jane, e as graças Samantha e Lana. Saudades de vocês todos!

Depois fomos ver Wal Street, tirar foto com o boi, ver o campo de construção do novo WTC, passeamos pela Union Square na 14th St, e voltamos pra Times andando pela quinta avenida. É parceiro, roteiro lotado, mas pelo menos to conseguindo entreter minha mãe! E me divertir com ela também.

Hoje a gente vai ao cinema. Vamos ver O Discurso do Rei. Quero ver o quanto ela entender do filme. Esse dinheiro do Wise Up tem que tá sendo bem investido no seu inglês, mãe! Amanhã a gente via pra fila do TKTS pra conseguir ingresso mais barato pra um espetáculo da Broadway. Tomara que a gente consiga. Sonho dela ir a uma das peças!

Bom, como eu disse que adicionei um desejo a mais, vou agora revela-lo: Quero muito voltar pra casa. O primeiro eu ainda me reservo ao direito de não comentar, mas não é mais segredo pra ninguém que eu quero viajar por aqui, mas morro de saudades da minha casinha. Dia 12 de abril vai chegar. Enquanto esse dia não chega, o jeito é aproveitar, e isso eu tô sabendo fazer com certeza.

Aos amigos que já voltaram, queria dizer que já, também, sinto muito a falta que vocês fazem.  E vocês não precisavam ter passado por tudo isso no aeroporto de Miami. E ainda bem que todos estão passando direto pela alfândega aí no Brasil. Vejo vocês em breve!

A quem me aguarda no Brasil, saiba que eu estou voltando. Tá na hora, não?

Um beijão para todos!
E deixa eu ir lá que a sessão já vai começar!

Gustavo Lacombe Sant’Ana,
The Brazilian Snowmaker.

quarta-feira, 23 de março de 2011

No Aeroporto, esperando...

Cheguei de Orlando e a saudade vem forte, parceiro.

Estou sozinho de novo. Lógico que daqui a poucos minutos minha mãe vai desembarcar e passaremos dias muito bons aqui em Nova Iorque. Reve-la será uma grande alegria e vai aliviar um pouco da saudade que eu sinto de tudo que tá no Rio, no Brasil, ou que passou. Pensar em tudo que aconteceu, que vivi, nas pessoas que conheci, e não me emocionar, é impossível.

Tenho certeza de que vou chorar muito com ela hoje. Mostrando fotos do começo do intercâmbio, do natal, dos amigos que já voltaram ou que estão curtindo Miami hoje (êê vida boa!), das pessoas maravilhosas que me encantaram em apenas três dias em Nova Iorque, da Disney... Ela tem que ver tudo, eu vou mostrar tudo, e eu vou me emocionar com tudo. É foda, cara.

Depois do Magic Kingdom, que falei no post passado, ainda fomos a mais 5 parques temáticos. Hollywood Studios, Sea World, Busch Gardens, Island of Adventure e Universal Studios. Todo muito bons, que renderam fotos incríveis. E cada um com uma montanha russa melhor que a outra. Mas nenhuma bate a Kraken! Nem a descida 90 graus da Sheikra ou a Manta deitada... A kraken é a que mete medo mesmo. As outras, como a do Hulk e do Aerosmith, tem seu preço, e vão ficar pra sempre na memória.

Vivi dias lindos em Orlando. Apesar da galera estar estressada e cansada, a gente ainda se entende, ainda ri um do outro, ainda para pra ouvir o que o outro tem a dizer. E ainda me dão colo, né, Carina? Só essas pessoas mesmo pra me aguentarem tanto tempo todo dia. E vocês foram tudo pra mim nesse intercâmbio e nessa primeira parte da minha viagem pós-WE.

Estou há umas 4 horas e meia aqui no aeroporto só na internet. Comprei um plano aqui pra me distrair e espero não dar rolo lá na frente na hora de cancelar, mas pelo menos garantiu minha net nos aeroportos dos EUA. E ainda vão ser várias viagens. AHH! Eu quero voltar! Mas se voltasse estaria pedindo pra viajar, como você lembrou bem, Ju.

Queria agradecer a mensagem que o Bruno mandou pra mim no Face. Sucesso pra você também, cara.

Queria dizer pra Lana e pra Samantha que Nova Iorque não será a mesma sem elas aqui!

Queria dizer que fui, estou e ainda serei muito feliz. Se choro de saudade, é porque tudo valeu a pena, e ainda vem muita coisa por aí!

Um forte abraço e um grande beijo,

Gus

ps.: Parafraseando meu grande amigo Nilo: MELHORES DIAS DA MINHA VIDA!
ps2.: fiquei triste de não encontrar com o Wagner em Orlando. Mas na semana Santa a gente tá junto, Wagnão!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Make Your Wish

Close your eyes and make a wish.

Estou em Orlando. É, parceiro, se antes eu estava na Times, hoje foi dia de acordar cedinho e vir embora pra Florida com Yasmin, Huguinho, Ng e Mari. Dia tenso, corrido, mas muito proveitoso. Aliás, proveito e delicioso foi o dia ontem. Deus, porque não fazer os dias especiais com 48 horas de duração?

Depois de ver Maria Cecília e Rodolfo na Times (dia 16 ainda), logo após escrever o último post, a gente voltou para o hotel e se arrumou. De noite, fomos comer no Hard Rock. Lugar bem legal e transado, onde batemos mais um papo com a galera que estava no intercâmbio e a que se conheceu no Carter. Engraçado isso. Não podendo ficar no quarto, a gente teve que se refugiar no saguão. Nesse mesmo saguão a gente conheceu pessoas que marcariam demais a estada em NYC.

Dia 17, dia de St. Patrick's Day, saímos cedo eu, Wagner Plutarco, Samantha de Sá e Laninha Disney Melo. O resto do pessoal já se espalhava pela avenida vestindo o tradicional verde que homenageia o santo irlândes, já comemorava e brincava. Um sol lindo, um tempo bom, e muita disposição, nos fizeram sair da 42nd St e andar até a 86th St. Num dia qualquer, parceiro, mais de 40 blocos não é pra qualquer um. Tiramos muitas fotos (que a galera pode ver no meu facebook), andamos, comemos cachorro-quente no Central Park, passeamos de metrô, visitamos o prédio do New York Times... Cara, que diz foda. Ah, sem contar que a gente foi na loja fuderosa da Apple e na Loja de brinquedos da FAO, onde a gente pode tocar Giant Piano.

E pra fechar com chave de ouro: Pacha. Tudo bem que foi uma merda, que tinha gay pra caralho na night e talz, mas ninguém vai tirar da gente o luxo de ter ido até a porta da boate de limousine branca. Sim, sim! De limou, filhote. E foi muito chique. Alguns intercambistas, alguns guerreiros do Carter, e algumas horas pra se distrair. Como programa cultural valeu e demais!

Entretanto, como tinha que pegar o shuttle para o aeroporto às 5 da manhã, não consegui dormir depois de chegar às 4 e meia ao meu quarto. Tomei um banho, desci com as coisas e tirei uma soneca no saguão. Depois a van chegou, a gente foi pro aeroporto e embarcou. Destino: Orlando e o Mickey!

Como nem tudo são flores, alguns imprevistos com a mala do querido amigo Hugo atrasaram o passeio, marcado para umas 12 horas, para às 14. Mas quem tem 10 horas para se divertir no quarto e depois de ter passado tanto tempo sonhando em chegar na Walt Disney World, não era isso que iria tirar a empolgação da galera.

O dia no magic Kingdom? MARAVILHOSO. Quando a gente fala que volta a aser criança em lugar como esse não é mentira. É gostoso estar na Disney, andar nos passeios que tiram o fôlego, e poder voltar a sentir essa aura em torno da vida "adulta" que a gente levava aqui. Ficar todo molhado na Mountain Splash, curtir a Space Mtn, assistir a parada dos personagens. Tudo isso faz parte do universo desse lugar que atrai tanta gente mais e mais anos.

O que realmente me surpreendeu, me arrebatou, e qualquer outra palavra que pode ser usada no sentido de eu ter achado que foi foda, foi o Wishes, a queima de fogos que acontece diariamente na praça do Magic. E se toda hora ele falavam pra fazer um pedido eu só conseguia pensar em um, e me reservo ao direito de não reproduzi-lo.

Agora, cá estou no salão do Hotel Ramada Inn. Wi-fi de graça e essa vontade de atualizar as pessoas que estão longe ou perto sobre a minha estada nos States. Amanhã nós vamos ao Hollywood Studios. Andar na montanha russa do Aerosmith TEM que rolar. E o Elevador Macabro tb.

Vou dormir, que as letras estão se embaralhando!

BEIJOS!

Gussxxx

ps.: Sam e Lana, adorei DEMAIS conhecer vcs duas.
ps2: Lana, Make your wish come true!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diretamente da TImes, Mané!

Estou na Times. Ah, mas não tem foto o blog! Foda-se. Eu estou aqui.

Depois de dois dias em NYC, agora é fácil pagar de chique: Estou ficando enjoado de andar de metrô e minhas pernas já não aguentam mais ir até a a 5th Av. Mas quer saber? Me deixem perdido em NYC que eu vou achar o maior barato.

Ontem a gente chegou de Windham, deixou as malas no hotel e foi comer no Império Americano do FastFood. Mc Donald's bombou de brasileiro. Aí foi hora de andar, filhão. E tome-lhe andar. No GPS parece que Manhattan é tão pequena, mas só estando aqui pra saber a distância do hotel Carter (Os Guerreiros do Carter vem aí) até o Empire State. E, com o perdão da palavra, puta-que-o-pariu, como é bom estar em NYC.

Dos sobreviventes do reality show de 12496, passei a maior parte do tempo com Wagner Sem Brasileiro. Eu, ele e a delegada, a mulher mais casca grossa do Recife, aquela que manda matar, prender e soltar (soltar nem tanto, beleza), a mãe dele, Jane. Ou simplesmente Tia Jane. Ontem de noite ainda conheci mais um grupo de brasileiros, os quais foram adotados prontamente pelo grupo e já sairam por aí desfilando com a gente hoje. Inclusive pedindo favor pra subir no Touro da Wall St, né, Lana?

Bom, estamos aqui agora sentados na escada vermelha da Times. Mal aê, fudido. Comendo Oreo e tomando a água que sobrou do almoço, mas estamos em NYC, porra. E, daí? Daqui do lado a Samantha tá maluquinha tentando achar a amiga dela, mas quem liga de ficar esperando na Times? Po, que pedante, né? Mas fazer o quê? Depois de três meses no meio do nada, é bacana se sentir no centro do mundo.

Aos amigos de WE que não foram citados nesse post, queria dizer que Orlando tá chegando, os tiquétis estão comprados, e a gente ainda tem muito que aproveitar nesse lugar. Amanhã tem St. Patrick's Day e a gente vai tá aqui, com uma garrafa de água cheeeeia de Vodka pra ficar muito louco no meio da parada, e quem sabe, se os santos ajudarem, vamos à Pacha. MAL AÊ, FERA!

Um beijo diretamente da Big Apple,

Gustavo Lacombe,
Mais feliz que turista na Times. Opa... EU ESTOU NA TIMES!

terça-feira, 15 de março de 2011

Botando o pé-na-estrada...

Voltando à estaca zero?

De dentro do ônibus da Trailways (que tem até Wi-fi, rapá!) eu atualizo o blug. Hoje, depois de conhecer mais uma leitora do blog, me senti compelido a escrever um post assim que desse. E agora é a hora. Depois de tudo que foi dito, preciso arrumar mais alguma coisa pra falar para a mãe de Wagner Série B Plutarco. Tia Jane, Dona Jane, ou simplesmente mãe do Wagner (que foi como todo mundo a conheceu), me perguntou de bate pronto: "Já escreveu hoje?". Tá aqui Jane!

Bom, a despedida da Beck foi mais fácil do que eu imaginei. Acordei umas 7 horas, tomei um banho pra despertar, coloquei as coisas restantes na mala e tomei café. Guardei o computador, tirei algumas fotos da sala, da cozinha (onde a gente foi feliz!), deixei a última louça por lavar na pia, e me preparei. Fui do lado de fora, tirei algumas fotos com o Bruno Brasil 1 x Chile 0, e fiz o que sempre tive vontade: joguei minha bota de trabalho na árvore da Beck. Não tinha porquê largar a bota ali pra qualquer um jogar no lixo. Se for pra jogar no lixo que pelo menos dê trabalho pra alguém tirar da árvore. Minha bota se junta com o tênis do Rafael Insanidade Moneró. Faz falta esse menino.

Depois desci a ladeira da Church Street pela última vez acompanhado novamente por Bruno. Tivemos um papo curto, mas muito legal. E se não tivéssemos escolhido Windham? Como seria? Lake Tahoe estava na feira e atraía muita gente, tinham outros resorts também interessantes e cheios de bossa querendo chamar nossa atenção, mas viemos parar em Windham. A cidade entre o nada e o lugar nenhum, mas no estado da Big Apple. Era muito já. E quem diria, pra ele, que seria aqui onde começaria um namoro internacional? Se não fossem nossas escolhas...

Já na Gas Station, algumas últimas fotos para lembrar do lugar que nos socorria quando acabava a cerveja, quando queríamos comprar um cartão internacional, comprar Monster a 2 por 3, esperar o ônibus para qualquer outro lugar menos Windham, e muitos outros fatos curiosos que envolvem esse lugar. Vai fazer falta ter uma Gas Station só pra gente.

Depois de colocar mais de 300 malas no bagageiro do ônibus, era hora de olhar pela última vez e pensar na música d'O Rappa: Valeu a Pena, ê ê. Já dentro do ônibus foi hora de lembrar de uma música que cantava com Betão Escada (outro que faz uma falta ABSURDA!): Valeu, foi bom, adeus... by Chiclete com Banana. E quantas outras músicas nos farão lembrar Windham? Os reggaetons dos espanhóis? Os Like a G6? O famoso "FUCK YOU!"? Esse intercâmbio chique com direito a trilha sonora foi foda. E a gente estava lá pra contar.

O coletivo americano já desceu a montanha e vai em direção a Kingston, de onde pegaremos a conexão (ou baldiação) para NYC. Botei, definitivamente, o pé na estrada. Hora de curtir tudo que eu sonhei curtir, conhecer os lugares que planejei ver e conhecer. Hora de relaxar? Que nada. Hora de aproveitar cada minuto com essa galera, espremer as 24 horas do dia para render todo o suco que uma boa risada pode me proporcionar de felicidade. Hora de ser mais feliz.

Depois eu mando notícias diretamente de NYC.

Gustavo Lacombe,
"O Cara", segundo Wagner Plutarco.

obs.: Mãe, vem logo!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Bye Bye Windham!

Tripulação, preparar para decolar!

Acabar. Esse é o verbo do momento aqui na caixa postal 12496. Acabamos de acabar de arrumar as malas, acabamos de trabalhar, acabamos de fazer snowboard, acabaremos de nos acabar em nossas próximas viagens. Acabei de colocar a roupa pra lavar, por isso estou atualizando o blog. Blug do Gós em seus últimos momentos.

Depois de alguns dias sem escrever e sem acontecer nada aqui nessa cidade, chegou a véspera da viagem rumo a NYC. Amanhã, às 9 da manhã, eu, Lucas, Bruno, Carina, Tarsila, Nilo e Pretto, estaremos pegando o ônibus que nos levará a primeira parada pós-WE (A Karol e o Wagner Ixpó também vão?). Agora, parceiro, acabou o Work, ficou a Experience, e a gente vai continuar torrando o dinheiro que fizemos por aqui. Em NYC nos juntaremos a Hugo Crazy Horse, Yasmin Gozalez, Ng (leia-se 'nhum') e Mari Franco Lopes Lopes Franco. Vai ficar faltando o Gui Filé, mas ele se junta a nós dia 17.

Olhando a montanha hoje eu relembrei tudo que vivi aqui. Como já dito, tudo parece ser em dobro, mas foi ensse lugar que eu vivi as mais diversas experiências. Alegria e Tristeza, Euforia e Depressão, Ansiedade e Satisfação, Frustração e Perda, Conquista e Amor... Pra quem começou com vontade de ir embora, terminar esses três meses com a mesma vontade, mas transformada, é a prova de que tudo aqui valeu a pena. Tudo foi um aprendizado, e eu ainda vou ter que aprender muito. Graças a Deus.

Voltarei aqui dia 24 para pegar minhas coisas com a Maya. Maya é a atendente do Front Desk e sempre que eu tinha um problema era a ela que eu recorria. Ela resolvia todos. E resolveu o último: Bagagem. Ela vai ficar com as minhas malas até eu voltar aqui com a mamãe (tá chegando, hein!). Maya, o Anjo de Windham.

Queria agradecer a todos que dividiram meus dias de trabalho e de diversão comigo. Não entendam isso como um post derradeiro, porque até o dia 12 de abril ainda estarei atualizando essa bagaça com os percalços das viagens, mas a verdade é que o WE acabou, fera. E ainda bem que acabou. Tá na hora de voltar ao mundo real, tirar tudo que foi bom dessa jornada, e canalizar tudo isso pro futuro. Tá na hora de crescer, Peter Pan.

Escrever esse blog foi uma das coisas que mais me fizeram bem por aqui. Era forma de contar para meus amigos, familiares e interessados como eu estava por aqui, e uma forma de falar de todo mundo que estava por aqui. Se eu não citei alguém (era tão maneiro ouvir alguém dizer que foi citado no blog) não foi por querer. A quem foi citado eu espero não ter motivos para se aborrecer com o que foi dito. E, parceiro, muita coisa aconteceu, mas a censura também opera em Windham. Aos amigos que ainda quiserem escrever algo para ser postado, sintam-se mais uma vez convidados. São vocês que fazem querer atualizar isso aqui todo dia. E foram vocês que dividiram tudo isso comigo.

Nessa última noite eu só queria agradecer pela sorte que eu tive em encontrar pessoas maravilhosas e ter tudo toda a experiência possível na montanha. E por me conhecer como um bom snowboarder (Skills, Frank?, I got it!).

Sem saudosismo, termino o post dizendo que a experiência foi FODA, marcante e todos os outros adjetivos que poderiam ser utilizados para dizer que, sem tirar nem pôr, foi bom enquanto durou, e durou o bastante para se tornar inesquecível.

Aos amigos que fiz aqui, meu muito obrigado. Frank, Jacob, Tom, Renzo, Gerardo, Josh V., Denis, Jay... E os internacionais Nicolas, Paulo, Juan, Francisco, Jaime, Kota, Sebastian, Denise, Alvaro, Nati, Cony, Karen, Luciano, Carlos's... É muita gente cara... Valeu por tudo, galera!

Aos brasileiros? Porra, assim eu choro! Vocês são uma nova família. Não vou falar de um por um, até porque já falei bastante aqui, mas meu agradecimento a cada um de vocês.

Um grande abraço e beijo,

Gustavo Lacombe Sant'Ana,
Aluno da Escola de Comunicação da UFRJ - Ex-intercambista.

obs.: Só pra não dizer que eu só arrumei a mala hoje, fiz snowboard, só pra não perder o costume e ficar com o gostinho de quero mais. Quando voltar eu tenho que aprender a surfar só pra aproveitar as skills que adquiri aqui.

domingo, 13 de março de 2011

Urgente!

EXTRA!! EXTRA!!

É com chateação que informo que não tocarei, como anunciado, na festa dos empregados da Montanha.

Um problema de logística acabou atrapalhando todos os preparativos e não foi possível a realização do evento. Fica aqui minha consternação com tudo que aconteceu e a promessa de que, futuramente, ainda virei em solo exterior defender a música brasileira.

Voltemos com a programação normal.

sábado, 12 de março de 2011

Últimos Dias

Tá acabando. Ainda bem.

Enquanto terça não chega e o ônibus para Nova Iorque não vem, temos uma apresentação na montanha. Vou confessar que não estou tão ansioso assim, mas pra quem se acostumou a tocar nos barzinhos do Rio, botar a banca da música brasileira aqui é difícil. Mas se for bem tocada e cantada (aí é que o bicho pega), todo mundo gosta.

Queria muito que isso, sim, fosse meu trabalho. Mas meu trabalho mesmo acabou. Últimos três dias em Windham e uma folga merecida depois de meses de trabalho. Tudo bem, a folga já vinha se estendendo por alguns dias, mas agora é mais do que oficial: O intercâmbio está acabando.

Saldo? Muita experiência de vida, algumas dores nas costas da labuta, inúmeras pessoas conhecidas, uns muito bons amigos, risadas, choros, alegria, tristeza... Um liquidificador de sentimentos nesse lugar que multiplica tudo por 100. Isso aqui pareceu ter mais de 6 meses, não os três que durou.

Estou aqui no quarto do Bruno Só Reclama Barbosa, conhecido por Brasil 1 x Chile 0, ouvindo uma musiquinha e me emputecendo por só ouvir esse mineiro reclamar. Hoje tem mais macarrão! (Só pra variar) O que restou de ontem parece dar pra mais uns 5 dias. E a gente que se preocupava com comida. Ai, ai...

A expectativa das viagens aumenta. Viajar com essa galera que marcou vai ser fantástico. Imagina o exagero do Lucas Doce de Leite Edgard quando vir a descida de uma montanha russa em Orlando? Ou então ouvir o Wagner reclamar que passou um rato no quarto dele do hotel? Ou a impaciência do Nilo esperando alguém ficar pronto pra gente poder sair do hotel e ir pro parque? Cada um aqui com sua qualidade, seu defeito, e seu jeito de ser que marcam. Todos inesquecíveis. Valeu Brasileirada!

E enquanto a gente não vai embora, eu faço snowboard. Desci a Why Not umas 8 vezes hoje. Eta, trilha gostosa. Single Black, com suas partes difíceis, sua dificuldade, mas uma prazerosa descida. Ah, essa trilha merece ter uma plaquinha no meu quarto. Aqui na montanha eles vendem a placa exatamente como ela está na trilha montanha acima, e essa eu faço questão de colocar como decoração e recordação. Mas eu também gosto das outras Double Blacks como Wedel, Weelchair, Wolverine... E as azuis Whiskey Jack, Wise Acres e Wedgie...

E detalhe: Não estou levando mais aqueles estabacos muito feios. YES!

Bom, de resto? Espero conseguir logo um lugar pra ficar em Nova Iorque com a minha mãe, porque isso tá me incomodando. Mais? Tem que comprar os ingressos pra Disney. Hum? Deixa eu tomar minha cervejinha aqui porque a sede tá braba!

See You Next Post, Guys!

Gustavo Lacombe Sant'Ana,

Traveler.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Guerra é Guerra.

Na guerra a gente come até terra.

O fim da temporada taí e mais um guerreiro se foi hoje. Rafael Insanidade Moneró se despediu hoje de nós com lágrimas nos olhos de ambas as partes. Aliás, a parte da Mariana era a que mais escorriam os rios. O que faltou pra chorar na despedida do Alemão sobrou hoje e até eu, que me segurava, deixei me levar pela emoção e, como diz o Nilo, "eu detesto despedidas".

Mas a vida na pacata cidade de Windham, localizada entre o nada e o lugar nenhum, continua. E tá ficando difícil, parceiro. A galera decidiu economizar comida. Então, decidimos não almoçar pra poder jantar. E por aí vai. Assim, sem café da manhã, ficamos o dia inteiro no tira-gosto esperando a grande refeição do dia. Entretanto, hoje tudo mudou.

Depois de uma rápida busca e apreensão na despensa da Beck, podemos dizer que não morremos mais de fome. Conseguimos juntar massa suficiente para colocar de pé um prédio de lasanha, macarrão cabelinho de anjo, spaghetti e farfale. O molho também foi aproveitado das coisas encontradas entre os destroços e as coisas podres que ali se amontoavam.E a gente também decidiu percorrer os freezers. Ali, em meio a todos os nomes, descobrimos algumas raridades sem nome (sem nome é NOSSO), e algumas herenças da galera que se foi.

Ontem foi bem legal. Todos os brasileiros que ainda estão aqui se reuniram na Beck pra jogar conversa fora e comer. Comer a sobra do almoço. Mas foi interessante. Quando junta essa galera aqui sempre é um divertimento. A gente já fala que vai sentir saudade, que vai querer viver tudo de novo, mas a vida vai passando e a gente não pode parar no tempo. Já basta estar aqui e o carnaval ter passado sem que a gente tenha aproveitado um bloquinho.

Orlando vem chegando com força, mas ainda teremos uns dias em Nova Iorque, ainda tem meu showzinho na montanha, ainda tem mais snowboard... E depois de Orlando eu ainda tenho mais 3 semanas aqui em solo americano. Muito tempo, mané!

Bom, ess semana ainda a galera deve escrever mais textos para a gente colocar aqui no Blug do Gós. Para aqueles que sentem falta das ONGs e Instituições que divulguei, queria dizer que a Windham Puterio Records vendeu ontem sua estrela. Paulo, o peruano mais nipo-brasileiro que conheci, se foi com Nicolás para Las Vegas para divulgar seu trabalho com "Rabo do Macaco" e assinar com alguma outra multinacional da Música Mundial.

Já a MbG (Muambas by Gus) está em ritmo lento. Algumas propostas, algumas negociações, mas nada de novo no front. O que deve vir com bastante trabalho para a próxima semana é a ONG Achados e Perdidos deve fazer uma massiva doação de roupas para o Salvation Army e para a Igreja. Hora de nos desfazermos daquilo que não queremos mais e dar aos mais necessitados.

E é isso aí. Cada dia que passa é menos um pra sair dessa mercadoria de lugar. É bom? É. Mas que vontade de começar a rodar, ir embora, Estados Unidos conhecer... Já deu.

Um beijão pra todos,

Gustavo Lacombe Sant'Ana,
Um Brasileiro longe de casa.

obs: Mãe!! Tô te esperando com muuuuita saudade!

terça-feira, 8 de março de 2011

"Se passaram 3 meses. Os 3 meses mais rápidos da minha vida!" - by Nilo Vice da Gama

É com muita alegria que coloco o segundo texto dos amigos de Windham: Nilo da Gama. 

-

Se passaram 3 meses. Os 3 meses mais rápidos da minha vida!

Acordei no dia 5 de Dezembro de 2010 com medo, medo que eu nunca tinha sentido antes na vida. Era uma coisa completamente diferente, e que não fazia o menor sentido, já que eu tinha passado os últimos 2 anos planejando aquilo que estava prestes a começar.

À noite caiu e lá fui eu pro aeroporto,  cercado de algumas das pessoas que eu mais me importo na vida, minha família, alguns dos meu melhores amigos. Minha barriga formigava, mas eu não queria deixar transparecer, não queria preocupar ninguém. Quando a hora da despedida chegou eu estava estranhamente mais calmo, não foi tão dramático quanto eu pensei que seria, e aparentemente pros meus parceiros de viagem,  Pretto e Guilherme, foi mais ou menos a mesma coisa. Depois disso a empolgação só cresceu, o portão de embarque se transformou em portão do paraíso, aquele nervosismo todo evaporou e eu entrei no avião sabendo que eu estava prestes a fazer a melhor viagem da minha vida.

Depois de um dia em NY eu ainda tinha certeza que tudo seria muito bom, e no dia seguinte, ao voltar pro aeroporto e encontrar com os primeiros brasileiros esperando pela van, foi um alívio imensso pra quem acordou atrasado. Yasmin e Hugo já conhecia, Bruno no canto meio calado, e Wagner, falando um monte, utilizando sua experiência pra explicar pra gente tudo o que podia ser explicado antes de chegarmos. Um tempo depois aparece Lucas, falando mais do que eu achava que uma pessoa podia falar, mas ainda sem tantos palavrões, e em seguida  Rafael, completamente perdido, desesperado, até nos ver e finalmente se achar. Conversamos, nos conhecemos, até surgir a van que nos levaria pro destino final.

A chegada em Windham foi muito estranha. Aquilo de “viagem da vida” ficou meio pra trás quando eu cheguei na minha casa. Sem água quente, sem aquecedor, escura. Uma merda. A primeira ssemana de tabalho também foi horrível, mas não pensei em desistir em momento nehum, não tinha viajado 9 mil km pra fugir da responsabilidade, mas a segunda semana melhorou drasticamente, apesar no cansaço. Festa quase todo dia,  e a chegada de mais pessoas. Gus e Mariana também já conhecia, e ainda vieram Ka Yan, Alemão, Carina, Tarsila, com seus diminutivos e nh’s, Andrew Doido e Karol. As festas não paravam, era todo dia bebendo, se divertindo, e cagando pro cansaço.

Chegam as festas de fim de ano, e com elas a tão temida Hell Week. Pra mim não foi nada demais, porque meu ritmo de trabalho diminuiu drasticamente, e pela primeira vez desde que eu tinha chegado em Windham, eu não estava cansado. O Natal não foi tão legal pra mim. O jantar não foi tão divertido, e a tão esperada primeira festa na Ness, foi na Beck, e isso me frustrou um pouco. Mas a noite de ano novo chegou e finalmente fomos pra Ness. Meu amigo, que festa!!! A mmelhor até aquele dia, ninguém ficou parado, ninguém ficou trsite. FOI LINDO! Infelizmente alguns trabalharam na virada e perderam essa festa.

Em Janeiro começaram as viagens pra Hudson pra finalemte tirarmos o Social Security e nos tornamos trabalhadores regularizados em território Norte Americano. E foi então que aconteceu o principal marco da viagem. Era uma segunda de manhã, e por coincidencia, a maioria dos brasileiros iria tirar o Social Security. Esperavamos pela van até chegar a noticia de que, por causa do tempo ruim, não teria como ir a Hudson naquele dia. Frustração? De jeito nenhum! 10 horas da manhã e estavamos todos na Ness enchendo a cara na festa qque ficou conheciada como Brazilian Breakfast. E foi aí que eu vi a nova família que eu tinha feito. Depois desse dia foi difícil  desgrudar os brasiileiros.

Foi então que eu vi o tempo voar. Foi tudo muito rápido, festa a fantasia, aniversários, sociais na Cottage (o covil dos brazucas), e a ida mais memorável a hunter, quando, depois de disparar o alarme de incêndio na casa dos outros e vagar sem rumo no frio congelante, conseguimos fazer a boate ser aberta só pra nós pra 1 hora e meia depois sermos expulsos. Até chegar a segunda Hell Week, que não teve Hell nenhum. Foi tão rapido tudo isso que eu mal consigo lembrar os detalhes. Mas eu lembro muito bem de Washington. Que maravilha aquilo! Nunca imaginei ir a capital dos EUA, e lá estava eu, no capitólio, na casa branca, no memorial Licoln, no Washigton Monument e nos museus. Mas uma vez foi lindo.

Agora o final de tudo se aproxima e, mesmo com viagens pra NY, Orlando e Miami pela frente,  eu assumo que todo dia eu sinto vontade de chorar, e as vezes até choro sozinho lembrando de tudo o que passei. Agora eu sei que eu estava certo, Essa foi e está sendo a melhor viagem, melhor idéia, melhor coisa que eu poderia ter feito na minha vida. E isso também se deve a vocês!

Galera, não sei expressar o que eu sinto por vocês, eu só sei que eu vou sentir muita saudade de estar junto todo dia, e durante um bom tempo vou chorar olhando pras fotos dos momentos lindos, sensacionais e gratificantes que passamos juntos. Tudo o que eu desejo pra quem eu mais amo, eu desejo pra cada um de vocês, do fundo do coração.

Vou parar de escrever porque meu teclado já ta encharcado de lágrima.

BEIJOS!

Nilo Indecisão da Gama

sábado, 5 de março de 2011

Sucesso, Dr. Alberto Neto!

           Albertinho se vai e Wagner resolveu homenagear o amigo com esse textinho aqui no nosso humilde bloguinho. Depois ele vai escrever sobre o Work, mas antes a homenagem é pro cara mais sangue bom de Windham.

-


           Alemão, Alberto, Germany, Beto Escada, ou simplesmente irmão. Lembro quando você chegou aqui em Windham, todo por fora e perdido, sem saber muito ao certo o que ia fazer. Então, coube a mim essa missão de lhe mostrar a cilada em que você se meteria pelos próximos 3 meses. Devo confessar que você foi um ótimo aluno e aprendeu rápido, passando de “shit job” para o “good job”. A nossa chefe, The Queen Of Clean, que o diga! Quando questionada, em uma noite, se não iria checar se as Escadas estavam boas ou não, soltou um: “Se foi Alberto ou Wagner quem fez, não preciso checar, sei que ficou boa!”.

Foram quase três meses convivendo com você, meu caro, e tudo que vou lembrar só serão coisas boas. Foram ótimas as risadas que demos no nosso querido Turno da Noite, falando merda e limpando mais merda ainda! Já dizia um certo filósofo que cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,  mas não nos deixa só, pois leva um pouco de nós e deixa um pouco de si. Você, Alemão, deixou para cada um de nós essa imagem de um cara bacana, tranquilo e humilde que você é. Um cara que transborda uma calma invejada, afinal, só você consegue ficar tranquilo depois de rodar Atlantic City por mais de 1 hora sem achar o Hotel e ainda dizer: “Relaxa, na bica, parceiro”.

Pois é, é chegada a hora da despedida. O presente se transformará em passado, e o passado se tranformará em memórias. Isso aqui foi só mais uma etapa, e agora que venha o próximo degrau dessa Escola chamada Vida.

Que me desculpe a redundância gramatical, mas tenho que dizer que  com vocês vivi momentos inesquecíveis dos quais jamais irei esquecer. E que todos sigam o conselho do sábio Drummond “Não nos afastemos, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”.

Sucesso, Dr. Alberto  Neto!
Forte abraço do seu amigo Wagner.

PS: Vai esquentando o óleo do Acarajé, que em breve chego ai em Salvador pra curtir essa malemolência baiana!

Wagner Plutarco
Lodge Maintenance - Windham Mountaineer since 2009

É o Bonde de Windham sem Freio!

A galera seca tudo. Guardem suas Vodkas!

Mais uma manhã pós-festa em Windham e o saldo é a Beck, mais uma vez, completamente destruída. Tem amigos meus que me perguntam porque eu não falo das festas. Simplesmente porque o que acontece em Windham, morre em Windham. Esse é um lema que todos espalham pelos quatro cantos e seguido à risca por todos que aqui estão. Mas com a certeza de que fiel é fiel, amante é amante, e romance é romance. E eu, parceiro, sou fiel até debaixo d'água.

Passei na Beck hoje de manhã (estou na Queijo Cottage - do outro lado da rua) e quase não consegui entrar em casa devido a quantidade de latas de cerveja vazias que se amontoavam pelo caminho. A pia, irmão, parece que acumulou louça de um mês. A sala parece ter sido utilizada por duzentas crianças de 4 anos descontroladas. Tinham umas duas cadeiras quebradas, a internet não funcionava e as garrafas de vodka, tequila e fernet empestiavam o ambiente. Tá bom, né? Daqui a pouco o pai do Alberto vai estar dando graças a Deus de ele estar indo embora.

Só uma coisa. Durante a festa tudo é lindo.

Enfim! Não falarei mais disso porque senão minha mãe também não vai deixar mais eu frequentar esse antro. O foda, cara, é que eu moro nessa casa. A casa das festas... Mas juro que meu quarto é uma igreja. Só eu entro lá. E vou te contar, só eu entrando já tá uma bagunça, se eu dividisse com alguém eu não tenho ideia de como seria.

Hoje, sábado, não estou trabalhando. Snowboard? Talvez. O tempo está feio, ventando muito, a montanha certamente esta vazia e o Betão Escada está indo embora. Dia de ficar com o amiguinho e aproveitar o último dia ao seu lado. Afinal de contas, Beto é o melhor amigo de qualquer um aqui nessa joça.

Detalhe curioso: Nosso amigo Rafael Pretto, o Prettitude, reclamava que não podia ir nas festas porque trabalhava de noite como snowmaker. Hoje, como lift, ele pode ir nas festas, mas continua não frequentando nossas reuniões... E o melhor. Pretto falta o trabalho mesmo depois de uma longa noite de sono. Mas eu entendo, você tá lá, relaxadão, não tem como levantar pra ir trabalhar...

Disposição mesmo é a da Mariana. Levantou toda amarrotada depois de quebrar a cama do Alemão (pulando na cama, pelo amor de Deus...) e foi pro trabalho. Com uma vontade que até me animou. Me animou a ficar em casa. E aqui estou, humildemente, atualizando o Blug do Gós (by Wagner Sem Brasileiro Sport Plutarco).

Não tenho ideia do que irei fazer hoje. E tanto não tenho que o post ficou bem curtinho.

Um Abraço por trás!

Gustavo Lacombe,
Snowmaker / Lift Operator / Lodge Maintenance / Trabalhador Ocioso