segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Which Experience?

Work, slave ou snowboard? Escolham suas opções.

Há quem diga que isso tudo é uma mentira. Por vários aspectos. Estar aqui e fazer o trabalho que milhares de americanos não fariam e que nem nós mesmos faríamos no Brasil é como viver o outro lado da moeda. Muitas pessoas me falaram que não pagariam um programa caríssimo para limpar a privada "desses americanos".

Mas a verdade é que eu estou aqui, já limpei muita privada, já fiz muito loading nos lifts e já fiz mais de cinco pés de neve. Se você for pegar por esse lado, vai perceber que trabalho feito um condenado e, com pena de mim, trocaria o nome do intercâmbio para Slave Experience (Experiência de Escravidão). Pode parecer bobagem, mas é assim que alguns americanos veem nosso trabalho aqui. Ah, eu estou falando dos que usufruem da montanha, não os que trabalham, já que estão no mesmo barco.

Aí eu lembro do Fernão, um baiano muito gente boa que a gente encontrou no aeroporto no dia em que chegamos aqui nos EUA. Em seu terceiro ano como lift operator, na mesma montanha, morando na mesma casa, Fernão dizia que tinha vindo essencialmente pelo snowboard. Como eu até então não tinha estado em cima de uma prancha de snow, apenas ri e disse que vinha pelo dinheiro e por todas as coisas que ele poderia me comprar.

E eu aprendi a fazer snowboard. Minha vida mudou? Não... mas posso garantir que é uam das melhores sensações que eu já experimentei na minha vida. Livre, leve, fazendo a sua linha, e sentindo o vento no rosto. Não tem como explicar o que é. Só sei que virou parte da minha rotina em Windham. Durante a semana é obrigatório que eu vá pelo menos umas duas vezes fazer snow.

O work? Ué, continua. Só essa semana eu fiz 40 horas em três dias. Isso dá uma média de 13,33... horas de trabalho por dia. É muito? Talvez, mas pelo menos eu vou passar mais dois dias ganhando hora extra. Maravilha Maravilha. Só espero que não me coloquem para cortar lenha de novo. Ê trabalhinho chato. E cansativo! O Jari fica cortando as toras e eu fico jogando na caçamba do caminhão. O resto faz figuração.

Antes que perguntem do violão, ele chegou! Meu Taylor chegou e agora se junta com o conterâneo americano Martin e o estrangeiro chinês Takamine, que tá no Rio. A família musical vai aumentando e a galera aqui vai precisar de muito ouvido pra me aturar tocando violão o dia inteiro. =] A lista de brinquedos novos deve parar por aí, tirando os joguinhos de video game que ainda virão. Mas agora é juntar dinheiro pra pagar o aluguel da casa e pra pensar em comprar minhas roupas em Woodburry, um dos outlets mais famosos dos EUA.

No mais tá tudo bem. Estou relaxado, aproveitando ao máximo cada descida na prancha, cada hora no trabalho, cada vez que eu lavo roupa, já que é a hora em que eu atualizo o blog.

Um beijão para todos.

Gustavo Lacombe,

The Brazilian Snowmaker / Newbie Snowboarder

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Camaleãozando

Continuo com minha dura rotina de Empregado Sebrae.

Como eu outros posts, explico mais uma vez que sou Empregado Sebrae por ser o tipo do cara que faz de tudo. Mas beijar na boca é o dobro. O fato é que acbaei de chegar em casa (são 23 hrs) e, depois de 14 hrs de trabalho, eu vou ali tirar uma soneca e vo acordar pra começar tudo de novo pela manhã. É filho, Woodburry tá chegando com força, e eu quero ter um dinheirinho bom pra gastar lá.

Outra coisa que esá chegando com força é meu violão! Sim, meu violão. Aí você se pergunta pelo outro que já escrevi aqui e que eu fui a Albany pegar. É que eu comprei outro, na empolgação, e agora vou ter que me virar nos 30 para levar meus mais novos brinquedos para casa. A coleção vai aumentando, tanto de brinquedos novos quanto a de instrumentos. Podem me chamar de consumista, mas comprar coisas assim, tão desejadas, me satisfaz.

Sobre o ultimo post, eu queria agradecer o apoio que eu recebi dos amigos aqui em Windham e da minha mãe, que sempre me escreve coisas lindas quando se empolga na frente do PC. Acho que estou melhorando minha postura diante das coisas e me policiando mais para não deixar que qualquer coisinha me faça abaixar a cabeça.

Sobre o violão novo, é lindo. Mas qual? Os dois! eu ainda não vi meu violão de nylon (um Taylor ns34), mas o meu de aço é muito bom (um Martin DC-16 OGTE). Já toquei umas três vezes aqui e a galera tem ficado impressionada com a qualidade do som. Eu disse, e a galera não acreditou que o som era potente. O som é do caralho.

Estou sem muita inspiração para escrever hoje, por isso, me despeço por aqui.

Vo ali que eu tenho que tirar a roupa do secador!

Gustavo Lacombe

Empregado Sebrae

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Felicidade Utópica

Sou feliz. Isso é fato.

Enquanto estamos aqui a maior dúvida que temos é se estamos aproveitando ao máximo a oportunidade de viver com pessoas diferentes, trabalhar, fazer coisas diferentes, festejar e se divertir. E entre todas as perguntas como 'você vai trabalhar hoje?', sempre aparece essa: 'Tá feliz?'. É complicado. Tem momentos em que nitidamente estmos tristes, mas ainda assim estamos vivendo uma das melhores experiências de de nossas vidas. É aquela parada, não tem como ficar 100% feliz.

O que aconteceu pra eu falar disso? Bom, acho que me conheço o suficiente para encarar de frente alguns problemas que eu tenho. Não é a primeira vez que eu estou num lugar foda, com oportunidades incríveis, e me fecho, me isolo e só quero que tudo acabe. Lembro de pelo menos mais umas três oportunidades onde isso aconteceu. E passou.

Assim como o sentimento de tristeza que me abateu no dia que fui comprar meu violão, essa coisa que me domina às vezes passa. Mas dessa vez ela vem e volta. Estou expondo esse problema porque toda vez que alguém me pergunta se eu estou feliz eu penso em tudo isso antes de responder. Não posso negar que metade das conquistas que eu queria realizar já estão feitas, nem que não estou me divertindo trabalhando na montanha. Entretanto, tem outras coisas que parecem pesar pra mim.

Ainda me sinto um estranho no ninho. Depois de quase um mês e meio a sensação que tenho é de ser descartável a maioria das pessoas que estão aqui. Ah, se eu estiver numa festa tudo bem, se eu não tiver não fez falta. Mais uma vez eu digo que exponho tudo isso porque preciso encarar de frente o problema. Não posso me isolar numa concha, sem ninguém pra estar ao meu lado, e deixar a vida aqui em Windham passar.

As pessoas tem se dado bem, tem saído juntas, e a falta de tudo isso me incomoda. Eu nunca fui o cara mais popular (a faculdade e o colégio estão aí para provar isso), mas sempre tive amigos que não esqueciam de mim. E agora? Quem aqui sempre lembra de mim? É foda não ser o pegador, o bebedor, o animador de festa, o engraçado... Eu sou eu, e isso às vezes parece não bastar para fazer amigos.

Tá, o problema sou eu? Pode ser que sim. Pode ser que não. Antes de tudo, não quero que ninguém pense que estou deprimido, só estou analisando os fatos. Tirando tudo isso de se sentir à vontade ou não, o que acontece comigo, também, é que quando algo não sai como planejei, eu simplesmente desisto, fico puto, e não aproveito o resto do dia, da festa, da noite, de seja lá o que for. Parece que eu ainda não aprendi a lidar com as frustrações que a vida coloca em meu caminho, com os muitos 'nãos' que já recebi e que morro de medo de levar mais adiante.

Eu não me jogo. Pode ser esse o problema. Tenho mais um mês e meio aqui e a oportunidade de me jogar de cabeça em tudo isso. Parece que eu fiquei com o pensamento no Brasil. Às vezes eu desligo, penso em como é bom estar aqui. Outras eu penso como seria não estar aqui. E isso me machuca. E isso não faz bem pra mim.

Se eu sei o que me faz bem e o que não faz, por que eu simplesmente não evito? Não sei. Isso é parte de uma autodefesa e autodestruição que tenho e que não acrescenta em nada para minhas experiências. Mas acontece, e sei que preciso contornar isso.

Estou dentro do ônibus, indo pra Albany, para finalmente comprar meu violão. Nesses ultimos dias eu tenho que agradecer demais aos esforços que minha mãe fez para descobrir todos os motivos da recusa da semana passada, e como ela me deu força. Meu pai também, paItrocinador, que sempre quando ligo bate um papo gostoso. Saudades das duas pessoas mais importantes da minha vida.

Essa coisa de força é realmente muito complicado. Apenas umas quatro pessoas aqui em Windham me deram força quando eu disse que queria o violão, os meus motivos, os porquês... O resto só soube torcer o nariz, dizer que eu sou maluco, e tenho certeza, não vão querer nem ouvir a viola. Mas, tudo bem, vai fazer bem pra mim.

Não quero ninguém sentindo pena, angústia, preocupação... Eu sei me virar, sei o que devo fazer pra sair dessa situação, e com certeza a maré vai virar. Precisa. Só queria dividir um problema meu que quase ninguém sabia. Na falta de um psicólogo, esse blog faz as vezes de divã.


E eu estou relaxando...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Anjos

Deus às vezes se disfarça de humano e vem à Terra nos testar.

Acordei hoje feliz. Depois de uma night bem fraquinha em Hunter com a turma que fala enrolado, hoje era o grande dia de ir a Albany e comprar meu tão sonhado violão. Peguei o ônibus na Gas Station nove da manhã e parti em direção ao meu destino. O busão sai de Windham e  vai a Kingston, não sei porque (já que a porra da cidade é far far away do destino final), e de lá eu pego outro para Albany. Deu certo. O schedule do ônibus bateu certinho e eu pude chegar na capital do estado de Nova Iorque.

Chegando eu fui dando meu jeitinho. Queria ir ao shopping para conhecer o tão famoso Crossgates Mall. Peguei um ônibus que me deixou no Centro da cidade. Aliás, que lugarzinho feio. Prédios feios, gente feia e carros feios. Tá, pode ter toda sua importância histórica, mas a primeira impressão que me deram foi uma gorda sendo mal-educada comigo quando eu perguntei se o ônibus para Windham de noite poderia sofrer algum tipo de atraso devido a condições climáticas.

Chegando no shops fiquei impressionado com o tamanho da Macy's. Meu Deus, que loja gigantesca! Estava correndo atrás de outro casaco, mas resolvi dar uma volta pelo estabelecimento (o shopping). Ficava toda hora olhando para o relógio para saber que horas seria bom ir para a Guitar Center e ver minha viola. Acabou que comprei algumas coisinhas para mim e quando achei bom fui em direção a Music Store.

PEguei outro ônibus. A passagem de bus aqui é 1,5 dólar. De boa. 3 Dólares para ir ao shopping e para a GC. Quando cheguei lá fiquei bobo de novo. A maior quantidade de guitarras que eu já vi na vida dentro da uma loja. Lindo Lindo Lindo. Fui conduzido até a sessão de violões elétricos e já cheguei falando com o Tom, um senhor muito simpático que respondeu todas as minhas perguntas e me ouviu tocar até decidir qual viola que eu queria.

Entre um Taylor 314 e um Martin DC16-RGTE, eu preferi o segundo. Por mais que a captação do Taylor seja simplesmente foda, algo me chamava para o Martin. E o vendedor também me ajudou a decidir pelo violão que o Nando Reis toca. Nessa hora eu já rezava para meu cartão de crédito, recusado na ontem no Wal Mart, fosse aceito na loja, aliás, eu vim aqui só para comprar o raio desse pedaço de madeira! =]

É, não passou. A visa parece não aceitar que eu quero comprar coisas para mim e simplesmente bloqueia todas as compras possíveis. Ainda bem que mamãe vai dar um jeito. Conclusão: depois de quase duas horas olhando, tocando e escolhendo um monte de outras coisas, não levei minha tão sonhada viola. Fiquei triste, deu vontade de chorar. Quanto tempo eu passei planejando esse momento, economizando o dinheiro, sonhando e babando enquanto olhava na internet... E algum erro no cartão barrou esse momento.

Pedi um táxi e fui embora. Entrei com uma cara no táxi que o motorista se assustou. Perguntou o que tinha acontecido e eu contei toda a história para ele. Foi aí que eu percebi que não tinha perdido o dia. Ele virou pra mim e disse uma frase que já ouvi outras vezes, mas que necessitamos ouvir sempre para não esquecermos que é assim que a vida é: Tudo acontece na hora que tem que acontecer.

Bob é um senhor de 61 anos que ajudou a construir em Nova Iorque uma mini Las Vegas. Ex-empregado do governo, hoje ele dirige um táxi apenas por prazer, como ele mesmo diz. Quando me viu hoje ele perguntou o por quê de um jovem como eu estar com aquela cara. Contei, mais uma vez, a história e ele veio com a frase que me ajudou a pensar mais sobre isso tudo. Se não era o dia de andar com o violão, tudo bem, o importante é que eu vou te-lo!

Já na estação eu relaxei. Entrei no ônibus e agora aqui estou, tranquilo. Voltar para casa é sempre bom.

Amanhã trabalho, domingo nem sei. Semana que vem é voltar a Albany para pegar a violinha! hahaha

Beijos para todos!
Tudo dará certo!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eu tiro onda pra onde não me tirar

Sou o mais novo aluno do Sebrae.

Tá, é mentira, mas bem que poderia ser verdade. Se no Sebrae você aprende uma profissão em tempo recorde e já pode pensar em ganhar dinheiro com ela, aqui em Windham eu posso afirmar que eu estou virando um especialista em diversas funções, e por isso, tenho consigo manter no paycheck o leitinho das crianças no meu Brasil.

Depois de três semanas me dividindo entre o Snowmaker e o Lodge Maintenance guy, agora eu estou apto a seguir na profissão de Lift Operator. O que aconteceu é que, como já dito em posts anteriores, eu não estou fazendo neve porque Papai do céu deu aquela folga, e acabou me jogando direto no lift D, um dos mais maneiros (conheço dois) da montanha. Ontem eu fiquei no C, controlando a multidão que aproveitava a véspera de feriado para deslizar na encosta do nosso singelo morro.

Hoje, depois de dormir umas poucas horas (ontem eu também trabalhei como Lodge), cheguei e fui mandado ao já citado D, onde arrumei a rampa, as filas, chequei os tickets, operei os botões da máquina e curti alguns breaks depois de longos minutos me divertindo com as pessoas que às vezes entendiam meu inglês, às vezes riam do meu francês (aprendi umas poucas frases só pra tirar uma onda), mas que no final cooperaram e fizeram o meu dia ser mais tranquilo. O detalhe mais legal é que lá tem uma caixinha de som que a gente coloca o celular e pode se entreter ouvindo uma musiquinha.

Agora, a coisa mais legal que aconteceu hoje foi que eu descobri que a letra da música do Cartola poderia ser trocada para, ao invés de "moinho", "cu...ia". O mundo é uma cuia. Tinha um brasileiro, de São Paulo, que reconheceu meu sobrenome e perguntou se eu era parente de alguma Laura que tinha um hotel. Cara, eu não sei, sinceramente, mas eu já ouvi esse nome em algum lugar e disse que sim. O mundo é muito pequeno, amigo.

Se eu gostei do trabalho? Sim, por que não? Não é um trabalho muito difícil, mas nem por causa disso passa a ser desimportante ou algo que o valha. É preciso prestas bastante atenção nos tickets dos usuários do "morro", é preciso saber lidar com o público, lidar com a máquina que escaneia, a máquina que opera o lift e ficar atento às pessoas (que muitas das vezes podem ser comparadas à portas), porque elas podem cair, seus skis caírem, suas peças de roupa também, etc.

No fim do dia fui informado de que, provavelmente, essa será minha nova casa. Adeus lanches na Ski Patrol, adeus Age of Empires 2 no topo East, adeus outras coisas... Bem -vindo Lift D. Me larguem lá, por favor. Mas como nem tudo é como a gente quer, muito provavelmente ainda rodarei pelos outros 6 lifts que temos a nossa disposição.

Detalhe, esse post vai especialmente pro Hugo, que pediu pra eu contar o que eu achei de ser lift. So Far So Good, garotão.

Essa semana parece que será bem agitada. Tem festa hoje, amanhã, quarta, e quinta eu vou tirar meu Social Security. Além disso, devo ir a Albany na sexta. Ê maravilha. Só espero, seriamente, que o frio de hoje de manhã não se repita. Para aqueles que acham que está algo em torno de 0˚, ledo engano. Hoje bateu a casa de -20˚. Segundo uma fonte de penetração intensa com as previsøes do tempo, bateu -26. Foda.

De resto tá tudo beleza. Finalmente parece que meu celular engrenou e agora eu consigo extrair seu potencial. Até fazer ligação ele já faz. A comida não tá faltando, o trabalho também não. Só felicidade, irmão. Agora deixa eu ir lá porque vai ter um campeonato de FIFA 11 no PlayStation 3 que o Nilo comprou.

Abraços, beijos e beijundas para todos,

Gustavo Lacombe,

(ex?) Brazilian Snowmaker / Lodge Maintenance / Lift Operator

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fim dos tempos

Parece que não farei neve para sempre.

Tá, isso era óbvio, mas agora é certo de que essa temporada como Snowmaker vai chegando a sua reta decisiva. Há um mês atrás eu começava a trabalhar naquilo que se mostrou ser um dos maiores desafios de minha vida e ainda o é. Estar longe, fazer um serviço totalmente diferente de tudo que eu já fiz, deixar de fazer todas as coisas que eu gosto, tudo isso faz parte, e o desafio vai sendo vencido.

Tem nevado todos os dias e, por isso, não está sendo necessário trabalharmos fazendo neve artificial. O que fazemos agora é a manutenção de todas as máquinas, verificamos os hidrantes e, de vez em quando, achamos algumas 'shits' pelo caminho e reportamos ao chefe. Para se ter uma idéia de como é importante esse trabalho, hoje eu fiquei, junto com o Rafael Pretto, cavando hidrantes e armas de neve durante longas três horas e meia. Cansaço? Imagina. Só não consegui acordar de tarde para ir esquiar no resort.

Outra coisa ruim nessa história de nevar muito é que a gente não faz horas suficientes. Assim, já estou tentando compensar minhas horas trabalhando de Lodge. Pelo menos 40 horas eu tenho que fazer por semana. E quanto ao papo que mandam sobre trocarmos de emprego, só Deus e a Steph (a Bitch do RH) vão poder me dizer.

Ontem eu fui snowboardiar. Já tinha feito uma vez, mas tinha sido um desastre. Ontem eu consegui começar a pegar a manha de algumas coisas, como freiar. Essencial em qualquer esporte que envolva velocidade, freiar pode ser o primeiro passo para desenvolver a habilidade (adquirida) de se manter em pé numa pranchinha tão pequena. Se conseguir fazer isso direito, vou voltar pro Rio querendo aprender a surfar, que po, não deve ser MUITO diferente.

De resto? Bom, meu chefe, mesmo sendo o que é, se mostrou um cara bastante prestativo e me ajudou nesses ultimos dias. Ele pode ser o que for, mas às vezes está lá pelos seus funcionários. Viajar? Quero muito ir a Albany, mas ainda não sei quando será possível. Nem a Woodburry, o top dos tops dos outlets, mas com certeza eu ainda irei. Com ou sem a galera, afinal de contas, se alguém quiser correr atrás de alguma coisa para mim, esse alguém ter que ser eu.

Saudades, saudades, saudades. Queria deixar um beijão especial para minhas primas Fernanda e Luísa, e pro meu tio João, todos de idade nova! Parabéns para todos vocês!

Mãe! TE AMO!

Pai... Também. =]

Gustavo Lacombe,

The Not too Much Now Brazilian Snowmaker

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Brinquedos Novos

Eu esperei tanto tempo e hoje posso dizer que conquistei.

Conquistei quase tudo que eu quero. Quase porque ainda me falta o tão sonhado violão que com certeza já está na loja à minha espera. Mas sem pressa, eu já demorei tanto para chegar aos EUA e começar a fazer dinheiro que tenho a convicção de que mais algum tempinho até a viola será apenas para tornar o encontro em suas cordas e meus dedos mais gostoso. Sem pressa.

O que tem me incomodado aqui é que as pessoas às vezes me olham como se eu fosse um cara muito rico, e não entendem que eu passei 2010 inteiro economizando e pensando nessa viagem. Quando eu coloquei na cabeça a meta que deveria cumprir para poder realizar meus sonhos, eu fui atrás dela. E hoje posso dizer que tudo que venho conquistando (comprando) é resultado de tanto tempo de pesquisa, espera e saber. Porque eu sabia que a hora iria chegar. E eu estou fazendo a minha hora aqui.

Sei que deveria dar menos importância ao que todos falam, levar a minha estada aqui com mais humor e alegria. Mas não quero ninguém pensando que as coisas vem e vão fáceis para mim. Por mais que eu seja um cara privilegiado no país que eu vivo, estou longe de ser considerado um 'bacana'. Meus pais ralam para me dar coisas e eu estudo para lá na frente poder proporcionar alguma coisa para eles e para meus futuros filhos.

Enfim... A verdade é que meu nokia N8 chegou depois de muito eu tentar comprá-lo na Amazon.com. Mas chegou e isso é que importa. Agora, sincronizado com o meu Mac (que por sinal é muito mais que uma brastemp), já posso ir colocando minhas músicas! Aliás, posso colocar todas. O N8 tá com 48 GB (GIGAAAAS) de armazenamento. É muita coisa, filho.

Além dessa boa notícia de hoje, peguei meu pay-check. Impressionante como eu ainda não precisei trocar nenhum dos cheques que eu recebi. Meu start-up cost vem rendendo absurdamente durante essas 4 semanas. Isso é muito bom, porque quando eu for colocar a mão no bolso para pagar o resto do aluguel, poderei fazê-lo sem sustos

Amanhã eu trabalho de noite. De ontem para hoje nevou horrores. Qual a necessidade de se trabalhar depois de uma tempestade de neve? Não sei, mas eu vou pro trabalho e tudo bem. Aliás, está nevando muito hoje e dizem que não vai parar por aí. É Deus, cansou da nossa ajuda, né? Tudo bem, porque só o Senhor e as pessoas que me amam para poder me darem força enquanto estiver aqui. Só isso já é uma baita ajuda.

Hoje eu também fui designado para limpar a casa com outros meninos... Vamos ver como isso vai funcionar.

Bom, acho que é solamente eso.

Um beijão para todos!

Gustavo Lacombe

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vivendo com a saudade

O post de hoje vai ser em homenagem a Sansão, amigo de Vila Isabel e do prédio Vila Belmonte que nos deixou há um mês.

E a saudade de todos os outros só faz aumentar. O trabalho, lugar onde geralmente eu ocupo minha cabeça e não penso tanto nisso, me deu três dias de folga. Amanha eu trabalho pela manhã, depois venho para casa mexer mais no meu brinquedo novo. É a porta do mundo para amenizar as saudades.

Chego até a não ter o que falar. Me pegou de surpresa o comunicado do falecimento de Sansão. Morador do décimo terceiro andar, igual a mim e meu pai, era constante velo de chinelos, camiseta e bermuda, se dirigindo para o play, brincando com todos, e me fazendo sorrir sempre com algum comentário amigo. Fará falta com certeza a todos.

Daqui dos EUA, agora que começo a me acostumar de vez com o clima, fiquei feliz com uma coisa hoje: Ronaldinho é do Flamengo. Estranho começar a comentar de muitas outras coisas aqui no blog que não são pertinentes aos assuntos que costumo abordar, mas quando a gente fica sem assunto é uma saída, né? Por isso, parabens a nação rubro-negra, que tem que voltar a sorrir nesse 2011. Vamos jogar, hein, Ronaldo!

Hoje a gente deve sair para comer um taco. Vai ser a primeira vez que sairei para fazer algo diferente. Desde que cheguei mal saí de casa, o que já tem me deixado com vontade de pegar o primeiro ônibus para qualquer lugar e aproveitar um dia longe da pacata cidade de Windham, às vezes pacata até demais.

Fiquei feliz de saber que mais alguns amigos me acompanham pelo blog. Eu fico implicando no twitter (@guslacombe) dizendo que para os amigos fofoqueiros eu mantenho um blog onde conto quase tudo que passa aqui nos States.

De resto? Sei que foi bem xoxo esse post, mas é só para a minha mãe, Dona Virgínia, não dizer que eu fico aqui sem dar notícias.

Um grande beijo e um forte abraço,

Gustavo Lacombe

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sonhos Sonhos são

E eu acordo, viro pro lado, e descubro que ainda estou em Windham...

Se os sonhos são um desejo guardado dos nossos corações, posso dizer que não queria estar aqui. Mas adoro estar aqui. Contraditório, sim. Por favor! Essa noite mais uma vez sonhei que estava em qualquer lugar menos nos EUA e quando acordei vi a paisagem branca do inverno americano me mostrando que, sim, por mais três meses ainda ficarei aqui. Longe de mim estar reclamando, estou apenas retratando os fatos.

Os últimos dias de trabalho foram marcados pela neve natural que nos acompanhou de forma intensa. Mais de 10 polegadas de neve em certas partes da montanha. Tudo isso nos deu dois dias de folga. O que eu fiz? Trabalhei mais. Logde Maintenance neles! faço algumas horas e junto um dinheiro melhor pra ir fazer compras em Albany, Woodburry e NYC quando eu tiver a minha oportunidade.

Outra coisa que me alegrou muito foi uma conversa com Josh V. que me disse sobre a sua percepção sobre minha mudança de postura. Dos primeiros dias para cá ele viu um cara mudar e adorar o trabalho, ser comprometido e demonstrar vontade e atitude. Cara, vindo de um dos melhores no trabalho, isso me fez realmente bem feliz. Do chefe eu descobri, também, que não é para ter medo de falar com ele, mas, sim, saber falar, saber chegar e saber se portar, sem ter medo, sem abaixar a cabeça e mostrar que se você tem uma dúvida, você o procurou porque acredita que ele tenha a melhor resposta. E a gente vai levando.

Bugigangas S/A: Meu computador chegou! AEAEAEAEEAAE!!!

Agora, vou confessar, nunca achei que fosse sentir tanta falta de tocar violão. Alguém pode mandar o meu aí do Brasil? Ou Paaaaaaiiiiii, deixa eu comprar o meeeeu novoooo??? AHAHAHAHAH!

Tá bom, tá bom... eu espero... Mas que o dedo coça, ah, coça!

No mais, só alegria.

SAUDADES DE TODOS!

AMO VOCÊS!

Gustavo Lacombe

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Engolindo Sapos

Descobri uma coisa que milhões de Brasileiros descobrem todos os dias: meu Chefe é um Bosta.

Verdade. Mudei minha opinião sobre o 'supervisor' que temos. O cara que nos primeiros dias era legal, conversava, falava que eu tinha feito um bom trabalho, se transformou desde que, na semana passada, eu disse para ele que não estava fazendo horas suficientes sendo snowmaker. Josh Boss (Chefe Josh) parece não ter gostado de eu ter encontrado uma outra posição dentro da Montanha como Lodge Maintenance e agora toda vez que pode fazer uma gracinha ele não perde a oportunidade.

Mas o Chefe não é o único. O esteriótipo-mor dos americanos, aquele cara babaca, alienado, criança e fumador de maconha, o Josh Coon, ainda não parou com as brincadeirinhas. Pelo menos agora eu respondo. Atravessado, de preferência, mas sem nunca desrespeitar, ou eu perco a razão. Mas é foda ser o Brasileiro que tem que aguentar tudo calado.

Mas serei honesto. Até agora eles não me desrespeitaram. Se o fizerem irei diretamente aos Recursos Humanos. Aliás, outro dia eu fui lá para resolver o problema das horas a mais no pay-check e o quando contei ao Supervisa ele foi de uma má vontade comigo. Parece que o que acontece nos Snowmaker, fica ali. Comigo não. Problema sério eu levo no RH, fato!

O fato que me levou a escrever tudo isso foi de que esse mesmo supervisor que cobra uma postura adequada de seus funcionários, que pediu pra eu falar sempre que tivesse um problema, que pareceu ser legal, disse em alto em bom som para quem quisesse ouvir que eu só sabia pedir as coisas e que nunca estava satisfeito. Detalhe: Eu tinha acabado de sair.

É, amigo, é dura a realidade de um 'cucaracho' nos EUA. Essa expressão, usada para definir os latinos de um modo geral como as baratas que infestam o país norte-americano e precisam ser eliminadas, já foi usada por um dos meus co-workers, mas ele claramente se referia aos mexicanos. Aliás, esse mesmo cara, o Gregg, já se manifestou contra qualquer internacional fazendo esses 'serviços de americanos', mas que não era culpa nossa nós estarmos ali. Acho que tirar lixo e lavar banheiro ele não faz questão de ver seus irmãos trabalhando não.

O trabalho? Ontem foi bem legal. Dois intervalos de 3 horas, quatro descidas idiotas, sem fazer muita coisa, e um computador com Age of Empires para eu brincar. E brinquei muito. Todo mundo ficou impressionado como eu fazia minha cidade crescer rápido. Há! pela primeira vez eles ficaram impressionados com algo que eu fiz. Mas é uma coisa que a gente aprende aqui: Ficar quieto, entrar mudo e sair calado, não reclamar e trabalhar, porque no fim da temporada o bônus taí.

Ontem, também, o Matt passou a noite inteira me chamando de Jaime. Jaime é um chileno que trabalha comigo e que tá sempre com o Matt, mas ontem era eu. Agora, poxa, o Jaime é maior que eu, é chileno, fala inglês com um sotaque monstro (eu tenho um sotaquezinho), e de vez em quando larga o foda-se e faz o que ele acha que tem que fazer. Não dá pra confundir comigo. Enfim.

E o que você diria de alguém que sai no meio do trabalho e vai a uma festa? Isso aconteceu! Ontem! Esse mesmo Jaime e outro colega, o Rob (vendedor de muamba e outras cositas más), achavam a noite muito chata, sonolenta e resolveram ir à festa na minha casa (era aniversário de uma das meninas). Ninguém soube que eles saíram. Enquanto a gente ralava (jogando Age of Empires), eles iam para a festa. Meninice, criancice, falta de ética, qualquer coisa. Eu podia estar jogando computador e o resto dormindo, mas a gente tava na montanha. Ali pra qualquer coisa que o 6-0 (o Controle das máquinas) os chamasse. É, amigo.

Entretanto, não é problema meu. Vamos trabalhar, porque como eu já disse, o bônus taí. E eu quero.

Gus Lacombe,

The Brazilian Snowmaker

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rumores

Seus serviços não serão mais necessários, Internacionais...

É por essa frase que já estamos nos preparando para mudar de departamento. A temporada de neve para os internacionais e, dizem as más línguas, para alguns americanos, está acabando. Dentro de alguns dias estaremos sendo realocados para outras posições dentro da montanha. Se eu vou voltar pra meu "Slave Experience" que é trabalhar de Logde Maintenance? Não sei. Talvez ficar checando tickets na porta dos lifts seja algo que me seduza mais.

Mas a verdade é que eu já sabia que esse dia chegaria. Agora é trabalhar duro nessa próxima semana que se inicia e quando trocar de emprego ter a sensação do dever cumprido. Aliás, pelo dever cumprido, nós recebemos um bônus de final de temporada. Não sei se já comentei isso aqui, mas se esse bônus realmente vier (e existir) vai ser MUITO bem vindo.

Uma coisa que me divertiu muito anteontem (3) foi que, quando soube que era meu aniversário, o Rb tirou uma Budweiser e uma Heineken do casaco e fez um brinde comigo aos meus 21 anos. Estranho completar a maioridade duas vezes  na vida. A ficha ainda não caiu, mas tô muito feliz com minha idade estreiada.

Ainda em relação ao trabalho, ontem (4) foi tão parado que deu tempo da gente assistir um filme. Parado porque a temperatura não estava ajudando. Eu achava que precisava fazer 0 grau, mas precisa mesmo é que esteja uns menos 6, 7... É frio pra caramba, mané! Aí, ontem, acabei ficando responsável por umas 7 máquinas apenas e eu descia checando com o Pretto, outro brasileiro daqui. Trabalho 'pretty easy' quando não encontrávamos nada para cavar.

É, cavar! A neve fica por cima dos hidrantes, mangueiras e máquinas e lá vamos nós desenterrá-las. Ninguém fica 'atoladinha' na neve. Fizemos esa checagem sozinhos, mas apenas a manutenção. Eu ainda não me sinto confiante o suficiente para ser deixado numa trilha durante a noite toda e mover máquinas, mantê-las e saber quando desligá-las ou aumentar sua capacidade. Por isso que em dupla é o ideal, e de preferência, com alguém que saiba o que realmente está fazendo.

Os idiotas me divertem. O Jc continua com suas provocações mesmo depois de no ano novo ter dito que eu já tinha entrado pro grupo. É o jeito dele, mas ele começa a ter troco na base da idéia. Ontem ele perguntou qual trilha estávamos:

- Wonderama, por que?
- Porque eu vou ter que ir lá fazer um double check.
- Ah, então quando você voltar me avisa pra eu poder fazer o triple check.

(Risadas na sala)

Ééé!

Em casa tudo continua na mesma. A galera come a nossa comida, a gente come a deles, ninguém lava suas respectivas louças e eu lavo só a minhe  ligo o "F"... Isso aqui é uma selva. De filhas-da-puta. Olha só o que aconteceu: A montanha planeja sempre uma viagem ao Outlet mais famoso da Costa Leste. Lança a lista e espera a galera colocar os nomes. Ontem, em 5 minutos, só tinha nome de argentina na lista. Alguém botou todos os nomes e mais, sabia que a lista seria lançada ontem. Informação privilegiada e usada dessa forma dá cadeia, porra!

Detalhe: os mesmos nomes estão em outra lista para ir ao Wal Mart, no mesmo dia e sem que os horários sejam compatíveis. É, amigo, quem conseguir realizar essa proeza pode explicar como um corpo ocupa dois lugares no espeça ao mesmo tempo. A física será revolucionada amanhã! ¬¬'

O resto: Comprei créditos para o Skype e agora posso falar, por abusivos 50 centavos o minuto, para qualquer lugar do mundo! Ae! Só ligo pra dizer: "Mãe, eu te amo, tá?". E desligo. Pelo menos é melhor do que quando eu falo pelo telefone que minha voz demora mais a chegar do que se fosse de pau de arara daqui pro Japão. Pro papai eu ainda continuo com a mão-de-vaquice e peço o nextel dos colegas para poder ouvir a voz do coroa. Pai, te amo, também! Muito.

Acho que é isso. Ainda faltam mais de dois meses pro trabalho acabar e 3 pra eu voltar pro Brasil, mas eu tenho a sensação de que está passando muito rápido. Tomara que dure o tempo que seja necessário pra eu aproveitar e que eu não fique com a sensação de que faltou alguma coisa. Essa experiência aqui é única!

Valeu povo!

Gustavo Lacombe

domingo, 2 de janeiro de 2011

Happy Birthday!

"Parabens para mim! Por Tudo!"

Estou longe das pessoas que amo de verdade, mas estou amando estar aqui. É contraditório, e é para ser mesmo. Estou adorando estar aqui, como já afirmei em outros posts, mas ao mesmo tempo sinto um eterno vazio durante a estada em Windham. Os dias as vezes passam tão arrastados que é impossível não lembrar do agito sobrenatural da minha vida no Rio.

Mas a tendência é voltar ao normal. Estamos no meio da terceira semana de trabalho aqui e essa promete ser uma semana melhor do que a que passou. Umas 60 horas no minimo no pay check. Semana passada eu fiz 20 e olhe lá. Mas pelo menos já tenho meu segundo emprego garantido sempre que precisar.

Sobre o ano novo? Bom, foi muito legal. Fiquei tirando lixo e varrendo a noite toda, mas até que a festa na montanha me reservou algumas surpresas. A primeira delas foi a visita inesperada de alguns amigos coworkers de snowmaking que estavam na festa oferecida pela montanha. Entre eles estava um dos que eu não gosto por ser bastante infantil. Jc conversou comigo e agora parece que resolvemos algumas das coisas que impediam uma convivencia comigo no trabalho. Parece que ele realmente viu que, agora, eu adoro o que eu faço como snowmaker.

Resolvido essa questão, passemos a outra. Bebemos muito. Muito mesmo. A surpevisora trouxe algumas coisinhas, os amigos deram outras e lá fomos nós. Pena é que um dos empregados perdeu a linha e caiu bebado na escada. Foi achado todo ensanguentado pelo segurança estirado em uma das cadeiras do primeiro andar. Outro coworker também perdeu a linha e ficou apenas meia hora, tempo suficiente para sair arrotando como um porco de bêbado.

E a noite foi passando. Cheguei as 5 e saí 3 e meia da manhã. Morto. Mas pra quem acha que cheguei em casa e foi "de boa", negativo. Dormi quatro horinhas e depois fu trabalhar. Fiz quase onze horas hoje. Mas amanhã eu só trabalho de noite, então, tudo bem. Dá tempo de descansar.

Amanhã é meu niver! AE! Felicidades e amor no coração. Vinte e um anos de muita alegria sendo tratado quase sempre com amor, respeito e carinho. Tenho tudo para ser feliz. Minha vida vai de vento em popa e ainda tenho muitos planos. Espero realizar todos. Mamãe já me mandou os parabéns, ou seja, mais um motivo de felicidade. E para celebrar, vamos ter um comes e bebes hoje, porque amanhã ninguém trabalha e é melhor pra quem quiser beber e ficar louco.

Teremos vodca, tequila, whisky e toda sorte de bebida escusa que possa promover alguma interação interpessoal. Mentira. Ficaremos de boa aqui em casa, na cervejinha porque o surpevisor vetou qualquer tipo de festa. Todos nós queremos nossos 250 dólares no fim da temporada.

Enfim, acho que é isso. Hoje o trabalho como snowmaker foi tranquilo. Fiz um blog pra falar disso e já faz um tempo que não falo nada. Bom, hoje fizemos uma descida, carregamos uma máquina até o pé da montanha e só. Os outros dias ou foram days-off ou foi a mesma enrolação de hoje. Amanhã a vida volta ao normal.

Ah! Queria agradecer a todos que visitam esse blog, eu escrevo pensando que ninguém vai ler, mas sei que os poucos que leem o fazem com atenção e carinho.

Um bjao e um abção!

Gus, the brazilian snowmaker!