terça-feira, 29 de março de 2011

Empacotaaaandooooo!


Arrumando as malas... AGAIN!

Mais uma vez  estou num quarto, arrumando minhas coisas para poder seguir viagem. Ainda vou viver essa situação mais duas vezes, mas é o roteiro para que o Brasil fique mais perto. NYC vai ficar marcada como a cidade que me ensinou que chorar pode ser o melhor remédio para aliviar a dor do coração. Em Nova York eu chorei nos braços da minha mãe para tranquilizar minha saudade. Saudade de quem ficou na minha terra, de quem estava voltando para lá, e de quem simplesmente cruzou o meu caminho nessa viagem.

Amanhã eu chego em Boston. Vou ficar na casa de uma prima do meu pai, minha prima por tabela, e espero que esse fim de semana por lá seja maravilhoso. Conhecerei primos da minha idade e espero, também, que eles me levem para uma night boa. Depois da Pacha e das noites de Hunter, estou sedento por outra boate.

Nesses últimos dias aqui na Big Apple eu posso dizer que realizei meu sonho de assistir um musical na Broadway e cumpri com louvor a tarefa de mostrar o pouco que conhecia da cidade e tornar a estadia da minha mãe por aqui a melhor possível. Ela deve estar indo embora com gostinho de quero mais. Mais dinheiro também, porque isso é algo imprescindível numa cidade cara como NYC.

Entretanto, o mais importante de tudo é que ela gostou. E isso, parceiro, vale muita coisa pra mim. Depois da Estátua e do Central Park, com direito ao museu de História Natural, partimos para os passeios noturnos. E a Broadway aqui estava ao nosso lado. No domingo fomos ver RAIN – A Tribute to The Beatles, e imagino que minhas primas (loucas por eles) estejam se mordendo de inveja. E ontem, segunda, fomos ao Fantasma da Ópera.

E o que é esse espetáculo. Apresentado no Teatro Majestic, na 44th St, o show de maior tempo em cartaz no Theatre District é, sim, uma das coisas que fazem valer a pena viajar para cá. Quase duas horas e meia de um amor impossível, um amor conquistado, e muita música bonita. All I Ask of You continua sendo uma das minhas músicas favoritas. Na saída, comprei mais um pin. A máscara do O.G. se junta a outros 8 pins que marcaram minha passagem pelos parques em Orlando e no Hard Rock daqui.

Hoje o dia foi, e deve continuar, mais light. De manhã a gente foi na Union Square de novo e deu um passeio pela 14th St. Depois fomos até o lago do Central Park dar mais uma volta por esse que é um dos principais pontos turísticos da cidade. E olha, bonito desse jeito, vale muito a pena dar uma corridinha, uma namorada, ou uma simples caminhada por lá.

Daqui a pouco vamos sair pra almoçar. Hard Rock? É a boa. Depois vamos até o prédio da ONU tirar umas fotos, e ao entardecer, subiremos o Rockfeller Center. Pra que subir o Empire State se eu posso subir outro prédio, mais barato, e tirar uma foto do próprio Empire State? É a boa (2).

No dia seguinte a hoje, só pra nãoo falar amanhã (já usei lá em cima), a van vem nos pegar umas 2 da tarde. Tempo suficiente para chegar ao aeroporto e seguir viagem. Mamãe volta para a rotina no Rio, mas totalmente renovada pelos dias comigo aqui. Eu vou pra Massachussets (tá certo?) esperando que seja muito bom. Vida que segue (e hoje eu sei que ela segue mesmo).

Até o próximo post,

Gussxxx Lacombe,

Um carioca perdido (nem tanto!) nos EUA.

ps.: Queria agradecer a Ka Yan por ter escrito o post pra todos. Foi mais um amigo que colocou aqui suas memórias sobre essa incrível viagem que foi o Intercâmbio para Windham. Sintam-se a vontade se ainda quiserem escrever, amigos!

Ps2.: Já posso ser considerado Guerreiro do Carter Platinum! Hahaha!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais um amigo, mais memórias

Mais um amigo escreveu para o nosso bloguinho. Amiga, aliás. Seja bem-vinda ao blog, Ka Yan! E muito orbrigado pelo texto. Espero que todos vocês gostem!

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Windham, escutei esse nome pela primeira vez a uns meses atrás... e quem diria que esse lugar marcaria tanto a minha vida...

Nesse lugar você se apaixona, desapaixona e talvez se apaixone novamente, você conhece novas pessoas, algumas delas se parecem contigo, outras nem tanto, você se desentende com algumas delas mas no final td vale a pena.. valeu tanto que estou postando isso aqui.

Windham é um lugar mágico que me fez viver um sonho de aproximadamente 3 meses, um lugar responsável por muita alegria e tristeza e junto com as suas noites silenciosas e as sombras da escuridão, e com alguns coiotes guarda muitos segredos, ou talvez deveria guardar, quando se vive nesse lugar muitas vezes se esquece que existe algo fora de lá e que o mundo é apenas aquilo ali, mas infelizmente ou felizmente de um ponto de vista ou outra o sonho não termina. Ontem foi a minha primeira noite dormindo na minha casa novamente, apesar do conforto e do aconchego sinto-me falta do "Queijo Cottage" e a escuridao que tomou o meu qrto antes de adormecer me assustou por um momento, logo me fez lembrar das noites em que eu dividia as minhas 3 camas de casal com os brazucas, tentei conter as lagrimas, mas quanto mais eu pensava, mais as lagrimas insistiam em escorrer no meu rosto...

14 de Dezembro, foi quando deixei tudo que eu conhecia para viver uma nova experiêcia de 3 meses, onde eu conheceria uma cultura diferente da minha, mas jamais imaginei que seria assim... Uma aventura sem fim!
Lembro me com detalhes o momento em que deixei o meu amigo de Salvador no aeroporto JFK para partir em direção a Windham Mountain com pessoas das quais conheci a momentos atrás, pessoas das quais me acompanhariam nessa nova etapa da minha vida. Durante a viagem inteira eu não conseguia parar de imaginar como seria o meu novo lar, as pessoas com quem eu conviveria diariamente em casa e no trabalho, enfim minha imaginação estava a mil.

Ao chegar na minha nova casa foi muito bem recebida pelo casal que ja se encontrava, conversaram comigo, me explicaram como seria o meu trabalho até que fomos surpreendidos por 3 chilenos, logo a noite se estendeu mais do que deveria, já que no dia seguinte seriamos apresentados mais uma vez na montanha. Ao anoitecer do dia seguinte soube que teria a festa do som na Main House, Beck, ao chegar lá depois de longas caminhadas, carona com o segurança da montanha e visita no eficiente e eficaz gas station cheguei finalmente na tão famosa casa das festas, fiquei surpresa com o tipo de festa, tudo mundo conversando, dançando de meia e claro com os parties cups na mão, alguns cheios outros nem tanto, era um tipo de festa que não era acostumada, mas já sinto muito falta...

A minha estagia na Cuomos não se estendeu mais do 1 semana, apesar do conforto da casa, era distante de tudo, logo me mudei para o famoso Queijo Cottage, a senzala da Beck, lá dividia o meu lar com mais um Soteropolitano que logo se tornou o meu filho :P, um chileno e um peruano, no inicio eu tinha certos problemas com a casa, mas depois de arruma la tornou-se num lugar aconchegante apesar do quinto elemento, o Jerry! mas tds nós sabíamos conviver muito bem um com o outro, respeitando a privacidade de cada um (ou nem tanto) afinal esse era o objetivo do Work Experience, aprender mais sobre a convivência.... hihi

Ao longo do tempo foram ocorrendo o Natal, visitas no Wall Mart, o Ano Novo (que festa!!), algumas tempestades de neve, mais algumas festas na Beck outras na Ness, ahh sim! trabalho (isso também tinha, quase me esqueci) algumas tempestades de neve novamente e alguns certos acontecimentos até chegar no tão querido e inesquecível Brazilian Breakfast que começou na Ness mas terminou na Cottage, logo a minha casa tornou se o point oficial dos Brasileiros onde aconteceu diversas sociais com vodka e eventos, como pré e pós festas em Windham e em Hunter, surpreendentemente acho que a casa era mágica apesar do tamanho sempre cabia mais um... infelizmente não vou poder descrever td com detalhes, pois não há palavras que descreva os momentos e as viagens que ocorreram, alias uma imagem vale mais do que mil palavras ou seja bem vindo aos nossos albuns no FB, caso alguem se interesse (tomara que não, só quis ser educada :P)

O tempo foi passando, as viagens foram ocorrendo, as feijoadas devoradas, os amores brotando no ar de Windham, mais um Hell Weekzinho e finalmente chegou o mês de Março, e que mês!! O mês que veio forte com momentos de muita alegria, tristeza, despedidas e algumas sociais com comidas dayrizadas. Nesses ultimos dias que ainda me encontrava nos EUA estava vivendo numa controvérsia, queria que chegassem logo as viagens de NY, Orlando e Miami, mas simultaneamente não queria que a viagem acabassem, não queria mais despedidas... e agora que já me encontro na minha casa e na minha vida real, sei que nada acabou, pois guardarei tds os momentos (que eu lembrar :P) com muito carinho no meu coração, pois essa viagem com certeza É a viagem da minha vida, e paguei caro no momento em que eu disse que era desprovida de sentimentos, por que me apeguei de uma forma inexplicavel principalmente aos Brazucas.

Amo muito aqueles que fizeram parte dessa aventura da minha vida!!
Com muito carinho, Ka Yan.
27-03-2011

sábado, 26 de março de 2011

NYC nunca mais será a mesma!


Continuo com o mesmo desejo da época do Wishes, na Disney, só acrescentei mais um.

Dia bonito em Nova York. Eu e mamãe já passamos 3 dias aqui, temos mais 4 pela frente, e muita coisa para conhecer. Sei que não atualizo o blog do Gós com a frquencia que deveria, mas tem faltado saco para escrever aqui.

Então, pra começar, vou logo dizer como tem sido a estada da minha progenitora aqui em solo americano. Terça-feira ela chegou, ouviu muito do que eu tinha pra contar, e serviu como o melhor ombro pra chorar. E não chorei pouco, parceiro. Porque ao contrário do que algumas pessoas pensam (e respeito essa opinião), chorar não é todas as vezes um gesto de fraqueza.

Foi tão importante olhar pra ela e transbordar que parece que eu tirei umas 50 toneladas de tensão que ainda se sustentavam nas minhas costas. Chorei as dores da repentina “perda” dos amigos, das pessoas maravilhosas que conheci em Nova York, das experiências que tive nesses três meses de intercâmbio.

No dia seguinte, após tantas lágrimas, foi dia dela chorar em Windham. Lá, vendo de perto onde eu trabalhei nesse meio tempo, ela se emocionou com tudo que a Maya contou pra ela sobre mim. Fala sério, a Maya é o maior anjo que eu já conheci. Essa mulher tem seu lugar guardado no Céu, com toda certeza. Almoçamos no Michael’s, encontramos com o Frank (que adorou o presente que demos pra ele), e depois fomos ao Wal Mart.

Nosso dia em Windham contou com vários programas que eu fazia com meus amigos por lá. No Wal Mart a gente ainda encontrou um casal brasileiro que mora em Catskill e tenta juntar dinheiro para voltar ao Brasil. Torcendo por vocês, Lúcia!

Voltamos, e dormimos. =]

No dia seguinte acordamos cedo e fomos lavar roupa. Uhul! Programão para quem está em NYC, não? Mas era importante pra mim, já que estava ficando com meus recursos de vestimenta escassos. Depois andamos para o Museu de História Natural. FANTÁSTICO. Entretanto, pra quem já viu o Smithsonian, fica difícil  não fazer uma comparação com o museu da Capital Americana, que é muito melhor.

Voltamos andando pro hotel. Nesse dia foram quase 90 quarteirões a pé. O joelho da mamãe pediu arrego e hoje ela teve que tomar um Advil. Ontem, antes de dormir, ainda fomos a Times Square (só no terceiro dia!) para ela ver essa praça toda iluminada. E é muito bonita, cara. De dia você já se impressiona com a quantidade de cores. De noite elas explodem em você.

Aproveitamos para olhar um monte de lojinhas pela praça. E comprei mais um pin! O oitavo da coleção. Os pins foram uma forma que eu encontrei de gastar pouco dinheiro e conseguir ter uma lembrança consistente dos lugares por onde eu passei. Levo todos na mochila. A mais nova aquisição foi uma guitarra do Hard Rock de NYC. São 4 pins com guitarras na mochila agora. O Hommer (dos Simpsons), o Mickey (da Disney), e duas guitarras do HRC.

Hoje a gente fez o passeio de Ferry Boat que passa perto da Estátua da Liberdade. Ela aparece muito pequena no visor da máquina, mas vale o passeio (de graça!). Fiz esse mesmo passeio com o Wagner, sua mãe Delegada Jane, e as graças Samantha e Lana. Saudades de vocês todos!

Depois fomos ver Wal Street, tirar foto com o boi, ver o campo de construção do novo WTC, passeamos pela Union Square na 14th St, e voltamos pra Times andando pela quinta avenida. É parceiro, roteiro lotado, mas pelo menos to conseguindo entreter minha mãe! E me divertir com ela também.

Hoje a gente vai ao cinema. Vamos ver O Discurso do Rei. Quero ver o quanto ela entender do filme. Esse dinheiro do Wise Up tem que tá sendo bem investido no seu inglês, mãe! Amanhã a gente via pra fila do TKTS pra conseguir ingresso mais barato pra um espetáculo da Broadway. Tomara que a gente consiga. Sonho dela ir a uma das peças!

Bom, como eu disse que adicionei um desejo a mais, vou agora revela-lo: Quero muito voltar pra casa. O primeiro eu ainda me reservo ao direito de não comentar, mas não é mais segredo pra ninguém que eu quero viajar por aqui, mas morro de saudades da minha casinha. Dia 12 de abril vai chegar. Enquanto esse dia não chega, o jeito é aproveitar, e isso eu tô sabendo fazer com certeza.

Aos amigos que já voltaram, queria dizer que já, também, sinto muito a falta que vocês fazem.  E vocês não precisavam ter passado por tudo isso no aeroporto de Miami. E ainda bem que todos estão passando direto pela alfândega aí no Brasil. Vejo vocês em breve!

A quem me aguarda no Brasil, saiba que eu estou voltando. Tá na hora, não?

Um beijão para todos!
E deixa eu ir lá que a sessão já vai começar!

Gustavo Lacombe Sant’Ana,
The Brazilian Snowmaker.

quarta-feira, 23 de março de 2011

No Aeroporto, esperando...

Cheguei de Orlando e a saudade vem forte, parceiro.

Estou sozinho de novo. Lógico que daqui a poucos minutos minha mãe vai desembarcar e passaremos dias muito bons aqui em Nova Iorque. Reve-la será uma grande alegria e vai aliviar um pouco da saudade que eu sinto de tudo que tá no Rio, no Brasil, ou que passou. Pensar em tudo que aconteceu, que vivi, nas pessoas que conheci, e não me emocionar, é impossível.

Tenho certeza de que vou chorar muito com ela hoje. Mostrando fotos do começo do intercâmbio, do natal, dos amigos que já voltaram ou que estão curtindo Miami hoje (êê vida boa!), das pessoas maravilhosas que me encantaram em apenas três dias em Nova Iorque, da Disney... Ela tem que ver tudo, eu vou mostrar tudo, e eu vou me emocionar com tudo. É foda, cara.

Depois do Magic Kingdom, que falei no post passado, ainda fomos a mais 5 parques temáticos. Hollywood Studios, Sea World, Busch Gardens, Island of Adventure e Universal Studios. Todo muito bons, que renderam fotos incríveis. E cada um com uma montanha russa melhor que a outra. Mas nenhuma bate a Kraken! Nem a descida 90 graus da Sheikra ou a Manta deitada... A kraken é a que mete medo mesmo. As outras, como a do Hulk e do Aerosmith, tem seu preço, e vão ficar pra sempre na memória.

Vivi dias lindos em Orlando. Apesar da galera estar estressada e cansada, a gente ainda se entende, ainda ri um do outro, ainda para pra ouvir o que o outro tem a dizer. E ainda me dão colo, né, Carina? Só essas pessoas mesmo pra me aguentarem tanto tempo todo dia. E vocês foram tudo pra mim nesse intercâmbio e nessa primeira parte da minha viagem pós-WE.

Estou há umas 4 horas e meia aqui no aeroporto só na internet. Comprei um plano aqui pra me distrair e espero não dar rolo lá na frente na hora de cancelar, mas pelo menos garantiu minha net nos aeroportos dos EUA. E ainda vão ser várias viagens. AHH! Eu quero voltar! Mas se voltasse estaria pedindo pra viajar, como você lembrou bem, Ju.

Queria agradecer a mensagem que o Bruno mandou pra mim no Face. Sucesso pra você também, cara.

Queria dizer pra Lana e pra Samantha que Nova Iorque não será a mesma sem elas aqui!

Queria dizer que fui, estou e ainda serei muito feliz. Se choro de saudade, é porque tudo valeu a pena, e ainda vem muita coisa por aí!

Um forte abraço e um grande beijo,

Gus

ps.: Parafraseando meu grande amigo Nilo: MELHORES DIAS DA MINHA VIDA!
ps2.: fiquei triste de não encontrar com o Wagner em Orlando. Mas na semana Santa a gente tá junto, Wagnão!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Make Your Wish

Close your eyes and make a wish.

Estou em Orlando. É, parceiro, se antes eu estava na Times, hoje foi dia de acordar cedinho e vir embora pra Florida com Yasmin, Huguinho, Ng e Mari. Dia tenso, corrido, mas muito proveitoso. Aliás, proveito e delicioso foi o dia ontem. Deus, porque não fazer os dias especiais com 48 horas de duração?

Depois de ver Maria Cecília e Rodolfo na Times (dia 16 ainda), logo após escrever o último post, a gente voltou para o hotel e se arrumou. De noite, fomos comer no Hard Rock. Lugar bem legal e transado, onde batemos mais um papo com a galera que estava no intercâmbio e a que se conheceu no Carter. Engraçado isso. Não podendo ficar no quarto, a gente teve que se refugiar no saguão. Nesse mesmo saguão a gente conheceu pessoas que marcariam demais a estada em NYC.

Dia 17, dia de St. Patrick's Day, saímos cedo eu, Wagner Plutarco, Samantha de Sá e Laninha Disney Melo. O resto do pessoal já se espalhava pela avenida vestindo o tradicional verde que homenageia o santo irlândes, já comemorava e brincava. Um sol lindo, um tempo bom, e muita disposição, nos fizeram sair da 42nd St e andar até a 86th St. Num dia qualquer, parceiro, mais de 40 blocos não é pra qualquer um. Tiramos muitas fotos (que a galera pode ver no meu facebook), andamos, comemos cachorro-quente no Central Park, passeamos de metrô, visitamos o prédio do New York Times... Cara, que diz foda. Ah, sem contar que a gente foi na loja fuderosa da Apple e na Loja de brinquedos da FAO, onde a gente pode tocar Giant Piano.

E pra fechar com chave de ouro: Pacha. Tudo bem que foi uma merda, que tinha gay pra caralho na night e talz, mas ninguém vai tirar da gente o luxo de ter ido até a porta da boate de limousine branca. Sim, sim! De limou, filhote. E foi muito chique. Alguns intercambistas, alguns guerreiros do Carter, e algumas horas pra se distrair. Como programa cultural valeu e demais!

Entretanto, como tinha que pegar o shuttle para o aeroporto às 5 da manhã, não consegui dormir depois de chegar às 4 e meia ao meu quarto. Tomei um banho, desci com as coisas e tirei uma soneca no saguão. Depois a van chegou, a gente foi pro aeroporto e embarcou. Destino: Orlando e o Mickey!

Como nem tudo são flores, alguns imprevistos com a mala do querido amigo Hugo atrasaram o passeio, marcado para umas 12 horas, para às 14. Mas quem tem 10 horas para se divertir no quarto e depois de ter passado tanto tempo sonhando em chegar na Walt Disney World, não era isso que iria tirar a empolgação da galera.

O dia no magic Kingdom? MARAVILHOSO. Quando a gente fala que volta a aser criança em lugar como esse não é mentira. É gostoso estar na Disney, andar nos passeios que tiram o fôlego, e poder voltar a sentir essa aura em torno da vida "adulta" que a gente levava aqui. Ficar todo molhado na Mountain Splash, curtir a Space Mtn, assistir a parada dos personagens. Tudo isso faz parte do universo desse lugar que atrai tanta gente mais e mais anos.

O que realmente me surpreendeu, me arrebatou, e qualquer outra palavra que pode ser usada no sentido de eu ter achado que foi foda, foi o Wishes, a queima de fogos que acontece diariamente na praça do Magic. E se toda hora ele falavam pra fazer um pedido eu só conseguia pensar em um, e me reservo ao direito de não reproduzi-lo.

Agora, cá estou no salão do Hotel Ramada Inn. Wi-fi de graça e essa vontade de atualizar as pessoas que estão longe ou perto sobre a minha estada nos States. Amanhã nós vamos ao Hollywood Studios. Andar na montanha russa do Aerosmith TEM que rolar. E o Elevador Macabro tb.

Vou dormir, que as letras estão se embaralhando!

BEIJOS!

Gussxxx

ps.: Sam e Lana, adorei DEMAIS conhecer vcs duas.
ps2: Lana, Make your wish come true!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diretamente da TImes, Mané!

Estou na Times. Ah, mas não tem foto o blog! Foda-se. Eu estou aqui.

Depois de dois dias em NYC, agora é fácil pagar de chique: Estou ficando enjoado de andar de metrô e minhas pernas já não aguentam mais ir até a a 5th Av. Mas quer saber? Me deixem perdido em NYC que eu vou achar o maior barato.

Ontem a gente chegou de Windham, deixou as malas no hotel e foi comer no Império Americano do FastFood. Mc Donald's bombou de brasileiro. Aí foi hora de andar, filhão. E tome-lhe andar. No GPS parece que Manhattan é tão pequena, mas só estando aqui pra saber a distância do hotel Carter (Os Guerreiros do Carter vem aí) até o Empire State. E, com o perdão da palavra, puta-que-o-pariu, como é bom estar em NYC.

Dos sobreviventes do reality show de 12496, passei a maior parte do tempo com Wagner Sem Brasileiro. Eu, ele e a delegada, a mulher mais casca grossa do Recife, aquela que manda matar, prender e soltar (soltar nem tanto, beleza), a mãe dele, Jane. Ou simplesmente Tia Jane. Ontem de noite ainda conheci mais um grupo de brasileiros, os quais foram adotados prontamente pelo grupo e já sairam por aí desfilando com a gente hoje. Inclusive pedindo favor pra subir no Touro da Wall St, né, Lana?

Bom, estamos aqui agora sentados na escada vermelha da Times. Mal aê, fudido. Comendo Oreo e tomando a água que sobrou do almoço, mas estamos em NYC, porra. E, daí? Daqui do lado a Samantha tá maluquinha tentando achar a amiga dela, mas quem liga de ficar esperando na Times? Po, que pedante, né? Mas fazer o quê? Depois de três meses no meio do nada, é bacana se sentir no centro do mundo.

Aos amigos de WE que não foram citados nesse post, queria dizer que Orlando tá chegando, os tiquétis estão comprados, e a gente ainda tem muito que aproveitar nesse lugar. Amanhã tem St. Patrick's Day e a gente vai tá aqui, com uma garrafa de água cheeeeia de Vodka pra ficar muito louco no meio da parada, e quem sabe, se os santos ajudarem, vamos à Pacha. MAL AÊ, FERA!

Um beijo diretamente da Big Apple,

Gustavo Lacombe,
Mais feliz que turista na Times. Opa... EU ESTOU NA TIMES!

terça-feira, 15 de março de 2011

Botando o pé-na-estrada...

Voltando à estaca zero?

De dentro do ônibus da Trailways (que tem até Wi-fi, rapá!) eu atualizo o blug. Hoje, depois de conhecer mais uma leitora do blog, me senti compelido a escrever um post assim que desse. E agora é a hora. Depois de tudo que foi dito, preciso arrumar mais alguma coisa pra falar para a mãe de Wagner Série B Plutarco. Tia Jane, Dona Jane, ou simplesmente mãe do Wagner (que foi como todo mundo a conheceu), me perguntou de bate pronto: "Já escreveu hoje?". Tá aqui Jane!

Bom, a despedida da Beck foi mais fácil do que eu imaginei. Acordei umas 7 horas, tomei um banho pra despertar, coloquei as coisas restantes na mala e tomei café. Guardei o computador, tirei algumas fotos da sala, da cozinha (onde a gente foi feliz!), deixei a última louça por lavar na pia, e me preparei. Fui do lado de fora, tirei algumas fotos com o Bruno Brasil 1 x Chile 0, e fiz o que sempre tive vontade: joguei minha bota de trabalho na árvore da Beck. Não tinha porquê largar a bota ali pra qualquer um jogar no lixo. Se for pra jogar no lixo que pelo menos dê trabalho pra alguém tirar da árvore. Minha bota se junta com o tênis do Rafael Insanidade Moneró. Faz falta esse menino.

Depois desci a ladeira da Church Street pela última vez acompanhado novamente por Bruno. Tivemos um papo curto, mas muito legal. E se não tivéssemos escolhido Windham? Como seria? Lake Tahoe estava na feira e atraía muita gente, tinham outros resorts também interessantes e cheios de bossa querendo chamar nossa atenção, mas viemos parar em Windham. A cidade entre o nada e o lugar nenhum, mas no estado da Big Apple. Era muito já. E quem diria, pra ele, que seria aqui onde começaria um namoro internacional? Se não fossem nossas escolhas...

Já na Gas Station, algumas últimas fotos para lembrar do lugar que nos socorria quando acabava a cerveja, quando queríamos comprar um cartão internacional, comprar Monster a 2 por 3, esperar o ônibus para qualquer outro lugar menos Windham, e muitos outros fatos curiosos que envolvem esse lugar. Vai fazer falta ter uma Gas Station só pra gente.

Depois de colocar mais de 300 malas no bagageiro do ônibus, era hora de olhar pela última vez e pensar na música d'O Rappa: Valeu a Pena, ê ê. Já dentro do ônibus foi hora de lembrar de uma música que cantava com Betão Escada (outro que faz uma falta ABSURDA!): Valeu, foi bom, adeus... by Chiclete com Banana. E quantas outras músicas nos farão lembrar Windham? Os reggaetons dos espanhóis? Os Like a G6? O famoso "FUCK YOU!"? Esse intercâmbio chique com direito a trilha sonora foi foda. E a gente estava lá pra contar.

O coletivo americano já desceu a montanha e vai em direção a Kingston, de onde pegaremos a conexão (ou baldiação) para NYC. Botei, definitivamente, o pé na estrada. Hora de curtir tudo que eu sonhei curtir, conhecer os lugares que planejei ver e conhecer. Hora de relaxar? Que nada. Hora de aproveitar cada minuto com essa galera, espremer as 24 horas do dia para render todo o suco que uma boa risada pode me proporcionar de felicidade. Hora de ser mais feliz.

Depois eu mando notícias diretamente de NYC.

Gustavo Lacombe,
"O Cara", segundo Wagner Plutarco.

obs.: Mãe, vem logo!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Bye Bye Windham!

Tripulação, preparar para decolar!

Acabar. Esse é o verbo do momento aqui na caixa postal 12496. Acabamos de acabar de arrumar as malas, acabamos de trabalhar, acabamos de fazer snowboard, acabaremos de nos acabar em nossas próximas viagens. Acabei de colocar a roupa pra lavar, por isso estou atualizando o blog. Blug do Gós em seus últimos momentos.

Depois de alguns dias sem escrever e sem acontecer nada aqui nessa cidade, chegou a véspera da viagem rumo a NYC. Amanhã, às 9 da manhã, eu, Lucas, Bruno, Carina, Tarsila, Nilo e Pretto, estaremos pegando o ônibus que nos levará a primeira parada pós-WE (A Karol e o Wagner Ixpó também vão?). Agora, parceiro, acabou o Work, ficou a Experience, e a gente vai continuar torrando o dinheiro que fizemos por aqui. Em NYC nos juntaremos a Hugo Crazy Horse, Yasmin Gozalez, Ng (leia-se 'nhum') e Mari Franco Lopes Lopes Franco. Vai ficar faltando o Gui Filé, mas ele se junta a nós dia 17.

Olhando a montanha hoje eu relembrei tudo que vivi aqui. Como já dito, tudo parece ser em dobro, mas foi ensse lugar que eu vivi as mais diversas experiências. Alegria e Tristeza, Euforia e Depressão, Ansiedade e Satisfação, Frustração e Perda, Conquista e Amor... Pra quem começou com vontade de ir embora, terminar esses três meses com a mesma vontade, mas transformada, é a prova de que tudo aqui valeu a pena. Tudo foi um aprendizado, e eu ainda vou ter que aprender muito. Graças a Deus.

Voltarei aqui dia 24 para pegar minhas coisas com a Maya. Maya é a atendente do Front Desk e sempre que eu tinha um problema era a ela que eu recorria. Ela resolvia todos. E resolveu o último: Bagagem. Ela vai ficar com as minhas malas até eu voltar aqui com a mamãe (tá chegando, hein!). Maya, o Anjo de Windham.

Queria agradecer a todos que dividiram meus dias de trabalho e de diversão comigo. Não entendam isso como um post derradeiro, porque até o dia 12 de abril ainda estarei atualizando essa bagaça com os percalços das viagens, mas a verdade é que o WE acabou, fera. E ainda bem que acabou. Tá na hora de voltar ao mundo real, tirar tudo que foi bom dessa jornada, e canalizar tudo isso pro futuro. Tá na hora de crescer, Peter Pan.

Escrever esse blog foi uma das coisas que mais me fizeram bem por aqui. Era forma de contar para meus amigos, familiares e interessados como eu estava por aqui, e uma forma de falar de todo mundo que estava por aqui. Se eu não citei alguém (era tão maneiro ouvir alguém dizer que foi citado no blog) não foi por querer. A quem foi citado eu espero não ter motivos para se aborrecer com o que foi dito. E, parceiro, muita coisa aconteceu, mas a censura também opera em Windham. Aos amigos que ainda quiserem escrever algo para ser postado, sintam-se mais uma vez convidados. São vocês que fazem querer atualizar isso aqui todo dia. E foram vocês que dividiram tudo isso comigo.

Nessa última noite eu só queria agradecer pela sorte que eu tive em encontrar pessoas maravilhosas e ter tudo toda a experiência possível na montanha. E por me conhecer como um bom snowboarder (Skills, Frank?, I got it!).

Sem saudosismo, termino o post dizendo que a experiência foi FODA, marcante e todos os outros adjetivos que poderiam ser utilizados para dizer que, sem tirar nem pôr, foi bom enquanto durou, e durou o bastante para se tornar inesquecível.

Aos amigos que fiz aqui, meu muito obrigado. Frank, Jacob, Tom, Renzo, Gerardo, Josh V., Denis, Jay... E os internacionais Nicolas, Paulo, Juan, Francisco, Jaime, Kota, Sebastian, Denise, Alvaro, Nati, Cony, Karen, Luciano, Carlos's... É muita gente cara... Valeu por tudo, galera!

Aos brasileiros? Porra, assim eu choro! Vocês são uma nova família. Não vou falar de um por um, até porque já falei bastante aqui, mas meu agradecimento a cada um de vocês.

Um grande abraço e beijo,

Gustavo Lacombe Sant'Ana,
Aluno da Escola de Comunicação da UFRJ - Ex-intercambista.

obs.: Só pra não dizer que eu só arrumei a mala hoje, fiz snowboard, só pra não perder o costume e ficar com o gostinho de quero mais. Quando voltar eu tenho que aprender a surfar só pra aproveitar as skills que adquiri aqui.

domingo, 13 de março de 2011

Urgente!

EXTRA!! EXTRA!!

É com chateação que informo que não tocarei, como anunciado, na festa dos empregados da Montanha.

Um problema de logística acabou atrapalhando todos os preparativos e não foi possível a realização do evento. Fica aqui minha consternação com tudo que aconteceu e a promessa de que, futuramente, ainda virei em solo exterior defender a música brasileira.

Voltemos com a programação normal.

sábado, 12 de março de 2011

Últimos Dias

Tá acabando. Ainda bem.

Enquanto terça não chega e o ônibus para Nova Iorque não vem, temos uma apresentação na montanha. Vou confessar que não estou tão ansioso assim, mas pra quem se acostumou a tocar nos barzinhos do Rio, botar a banca da música brasileira aqui é difícil. Mas se for bem tocada e cantada (aí é que o bicho pega), todo mundo gosta.

Queria muito que isso, sim, fosse meu trabalho. Mas meu trabalho mesmo acabou. Últimos três dias em Windham e uma folga merecida depois de meses de trabalho. Tudo bem, a folga já vinha se estendendo por alguns dias, mas agora é mais do que oficial: O intercâmbio está acabando.

Saldo? Muita experiência de vida, algumas dores nas costas da labuta, inúmeras pessoas conhecidas, uns muito bons amigos, risadas, choros, alegria, tristeza... Um liquidificador de sentimentos nesse lugar que multiplica tudo por 100. Isso aqui pareceu ter mais de 6 meses, não os três que durou.

Estou aqui no quarto do Bruno Só Reclama Barbosa, conhecido por Brasil 1 x Chile 0, ouvindo uma musiquinha e me emputecendo por só ouvir esse mineiro reclamar. Hoje tem mais macarrão! (Só pra variar) O que restou de ontem parece dar pra mais uns 5 dias. E a gente que se preocupava com comida. Ai, ai...

A expectativa das viagens aumenta. Viajar com essa galera que marcou vai ser fantástico. Imagina o exagero do Lucas Doce de Leite Edgard quando vir a descida de uma montanha russa em Orlando? Ou então ouvir o Wagner reclamar que passou um rato no quarto dele do hotel? Ou a impaciência do Nilo esperando alguém ficar pronto pra gente poder sair do hotel e ir pro parque? Cada um aqui com sua qualidade, seu defeito, e seu jeito de ser que marcam. Todos inesquecíveis. Valeu Brasileirada!

E enquanto a gente não vai embora, eu faço snowboard. Desci a Why Not umas 8 vezes hoje. Eta, trilha gostosa. Single Black, com suas partes difíceis, sua dificuldade, mas uma prazerosa descida. Ah, essa trilha merece ter uma plaquinha no meu quarto. Aqui na montanha eles vendem a placa exatamente como ela está na trilha montanha acima, e essa eu faço questão de colocar como decoração e recordação. Mas eu também gosto das outras Double Blacks como Wedel, Weelchair, Wolverine... E as azuis Whiskey Jack, Wise Acres e Wedgie...

E detalhe: Não estou levando mais aqueles estabacos muito feios. YES!

Bom, de resto? Espero conseguir logo um lugar pra ficar em Nova Iorque com a minha mãe, porque isso tá me incomodando. Mais? Tem que comprar os ingressos pra Disney. Hum? Deixa eu tomar minha cervejinha aqui porque a sede tá braba!

See You Next Post, Guys!

Gustavo Lacombe Sant'Ana,

Traveler.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Guerra é Guerra.

Na guerra a gente come até terra.

O fim da temporada taí e mais um guerreiro se foi hoje. Rafael Insanidade Moneró se despediu hoje de nós com lágrimas nos olhos de ambas as partes. Aliás, a parte da Mariana era a que mais escorriam os rios. O que faltou pra chorar na despedida do Alemão sobrou hoje e até eu, que me segurava, deixei me levar pela emoção e, como diz o Nilo, "eu detesto despedidas".

Mas a vida na pacata cidade de Windham, localizada entre o nada e o lugar nenhum, continua. E tá ficando difícil, parceiro. A galera decidiu economizar comida. Então, decidimos não almoçar pra poder jantar. E por aí vai. Assim, sem café da manhã, ficamos o dia inteiro no tira-gosto esperando a grande refeição do dia. Entretanto, hoje tudo mudou.

Depois de uma rápida busca e apreensão na despensa da Beck, podemos dizer que não morremos mais de fome. Conseguimos juntar massa suficiente para colocar de pé um prédio de lasanha, macarrão cabelinho de anjo, spaghetti e farfale. O molho também foi aproveitado das coisas encontradas entre os destroços e as coisas podres que ali se amontoavam.E a gente também decidiu percorrer os freezers. Ali, em meio a todos os nomes, descobrimos algumas raridades sem nome (sem nome é NOSSO), e algumas herenças da galera que se foi.

Ontem foi bem legal. Todos os brasileiros que ainda estão aqui se reuniram na Beck pra jogar conversa fora e comer. Comer a sobra do almoço. Mas foi interessante. Quando junta essa galera aqui sempre é um divertimento. A gente já fala que vai sentir saudade, que vai querer viver tudo de novo, mas a vida vai passando e a gente não pode parar no tempo. Já basta estar aqui e o carnaval ter passado sem que a gente tenha aproveitado um bloquinho.

Orlando vem chegando com força, mas ainda teremos uns dias em Nova Iorque, ainda tem meu showzinho na montanha, ainda tem mais snowboard... E depois de Orlando eu ainda tenho mais 3 semanas aqui em solo americano. Muito tempo, mané!

Bom, ess semana ainda a galera deve escrever mais textos para a gente colocar aqui no Blug do Gós. Para aqueles que sentem falta das ONGs e Instituições que divulguei, queria dizer que a Windham Puterio Records vendeu ontem sua estrela. Paulo, o peruano mais nipo-brasileiro que conheci, se foi com Nicolás para Las Vegas para divulgar seu trabalho com "Rabo do Macaco" e assinar com alguma outra multinacional da Música Mundial.

Já a MbG (Muambas by Gus) está em ritmo lento. Algumas propostas, algumas negociações, mas nada de novo no front. O que deve vir com bastante trabalho para a próxima semana é a ONG Achados e Perdidos deve fazer uma massiva doação de roupas para o Salvation Army e para a Igreja. Hora de nos desfazermos daquilo que não queremos mais e dar aos mais necessitados.

E é isso aí. Cada dia que passa é menos um pra sair dessa mercadoria de lugar. É bom? É. Mas que vontade de começar a rodar, ir embora, Estados Unidos conhecer... Já deu.

Um beijão pra todos,

Gustavo Lacombe Sant'Ana,
Um Brasileiro longe de casa.

obs: Mãe!! Tô te esperando com muuuuita saudade!

terça-feira, 8 de março de 2011

"Se passaram 3 meses. Os 3 meses mais rápidos da minha vida!" - by Nilo Vice da Gama

É com muita alegria que coloco o segundo texto dos amigos de Windham: Nilo da Gama. 

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Se passaram 3 meses. Os 3 meses mais rápidos da minha vida!

Acordei no dia 5 de Dezembro de 2010 com medo, medo que eu nunca tinha sentido antes na vida. Era uma coisa completamente diferente, e que não fazia o menor sentido, já que eu tinha passado os últimos 2 anos planejando aquilo que estava prestes a começar.

À noite caiu e lá fui eu pro aeroporto,  cercado de algumas das pessoas que eu mais me importo na vida, minha família, alguns dos meu melhores amigos. Minha barriga formigava, mas eu não queria deixar transparecer, não queria preocupar ninguém. Quando a hora da despedida chegou eu estava estranhamente mais calmo, não foi tão dramático quanto eu pensei que seria, e aparentemente pros meus parceiros de viagem,  Pretto e Guilherme, foi mais ou menos a mesma coisa. Depois disso a empolgação só cresceu, o portão de embarque se transformou em portão do paraíso, aquele nervosismo todo evaporou e eu entrei no avião sabendo que eu estava prestes a fazer a melhor viagem da minha vida.

Depois de um dia em NY eu ainda tinha certeza que tudo seria muito bom, e no dia seguinte, ao voltar pro aeroporto e encontrar com os primeiros brasileiros esperando pela van, foi um alívio imensso pra quem acordou atrasado. Yasmin e Hugo já conhecia, Bruno no canto meio calado, e Wagner, falando um monte, utilizando sua experiência pra explicar pra gente tudo o que podia ser explicado antes de chegarmos. Um tempo depois aparece Lucas, falando mais do que eu achava que uma pessoa podia falar, mas ainda sem tantos palavrões, e em seguida  Rafael, completamente perdido, desesperado, até nos ver e finalmente se achar. Conversamos, nos conhecemos, até surgir a van que nos levaria pro destino final.

A chegada em Windham foi muito estranha. Aquilo de “viagem da vida” ficou meio pra trás quando eu cheguei na minha casa. Sem água quente, sem aquecedor, escura. Uma merda. A primeira ssemana de tabalho também foi horrível, mas não pensei em desistir em momento nehum, não tinha viajado 9 mil km pra fugir da responsabilidade, mas a segunda semana melhorou drasticamente, apesar no cansaço. Festa quase todo dia,  e a chegada de mais pessoas. Gus e Mariana também já conhecia, e ainda vieram Ka Yan, Alemão, Carina, Tarsila, com seus diminutivos e nh’s, Andrew Doido e Karol. As festas não paravam, era todo dia bebendo, se divertindo, e cagando pro cansaço.

Chegam as festas de fim de ano, e com elas a tão temida Hell Week. Pra mim não foi nada demais, porque meu ritmo de trabalho diminuiu drasticamente, e pela primeira vez desde que eu tinha chegado em Windham, eu não estava cansado. O Natal não foi tão legal pra mim. O jantar não foi tão divertido, e a tão esperada primeira festa na Ness, foi na Beck, e isso me frustrou um pouco. Mas a noite de ano novo chegou e finalmente fomos pra Ness. Meu amigo, que festa!!! A mmelhor até aquele dia, ninguém ficou parado, ninguém ficou trsite. FOI LINDO! Infelizmente alguns trabalharam na virada e perderam essa festa.

Em Janeiro começaram as viagens pra Hudson pra finalemte tirarmos o Social Security e nos tornamos trabalhadores regularizados em território Norte Americano. E foi então que aconteceu o principal marco da viagem. Era uma segunda de manhã, e por coincidencia, a maioria dos brasileiros iria tirar o Social Security. Esperavamos pela van até chegar a noticia de que, por causa do tempo ruim, não teria como ir a Hudson naquele dia. Frustração? De jeito nenhum! 10 horas da manhã e estavamos todos na Ness enchendo a cara na festa qque ficou conheciada como Brazilian Breakfast. E foi aí que eu vi a nova família que eu tinha feito. Depois desse dia foi difícil  desgrudar os brasiileiros.

Foi então que eu vi o tempo voar. Foi tudo muito rápido, festa a fantasia, aniversários, sociais na Cottage (o covil dos brazucas), e a ida mais memorável a hunter, quando, depois de disparar o alarme de incêndio na casa dos outros e vagar sem rumo no frio congelante, conseguimos fazer a boate ser aberta só pra nós pra 1 hora e meia depois sermos expulsos. Até chegar a segunda Hell Week, que não teve Hell nenhum. Foi tão rapido tudo isso que eu mal consigo lembrar os detalhes. Mas eu lembro muito bem de Washington. Que maravilha aquilo! Nunca imaginei ir a capital dos EUA, e lá estava eu, no capitólio, na casa branca, no memorial Licoln, no Washigton Monument e nos museus. Mas uma vez foi lindo.

Agora o final de tudo se aproxima e, mesmo com viagens pra NY, Orlando e Miami pela frente,  eu assumo que todo dia eu sinto vontade de chorar, e as vezes até choro sozinho lembrando de tudo o que passei. Agora eu sei que eu estava certo, Essa foi e está sendo a melhor viagem, melhor idéia, melhor coisa que eu poderia ter feito na minha vida. E isso também se deve a vocês!

Galera, não sei expressar o que eu sinto por vocês, eu só sei que eu vou sentir muita saudade de estar junto todo dia, e durante um bom tempo vou chorar olhando pras fotos dos momentos lindos, sensacionais e gratificantes que passamos juntos. Tudo o que eu desejo pra quem eu mais amo, eu desejo pra cada um de vocês, do fundo do coração.

Vou parar de escrever porque meu teclado já ta encharcado de lágrima.

BEIJOS!

Nilo Indecisão da Gama

sábado, 5 de março de 2011

Sucesso, Dr. Alberto Neto!

           Albertinho se vai e Wagner resolveu homenagear o amigo com esse textinho aqui no nosso humilde bloguinho. Depois ele vai escrever sobre o Work, mas antes a homenagem é pro cara mais sangue bom de Windham.

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           Alemão, Alberto, Germany, Beto Escada, ou simplesmente irmão. Lembro quando você chegou aqui em Windham, todo por fora e perdido, sem saber muito ao certo o que ia fazer. Então, coube a mim essa missão de lhe mostrar a cilada em que você se meteria pelos próximos 3 meses. Devo confessar que você foi um ótimo aluno e aprendeu rápido, passando de “shit job” para o “good job”. A nossa chefe, The Queen Of Clean, que o diga! Quando questionada, em uma noite, se não iria checar se as Escadas estavam boas ou não, soltou um: “Se foi Alberto ou Wagner quem fez, não preciso checar, sei que ficou boa!”.

Foram quase três meses convivendo com você, meu caro, e tudo que vou lembrar só serão coisas boas. Foram ótimas as risadas que demos no nosso querido Turno da Noite, falando merda e limpando mais merda ainda! Já dizia um certo filósofo que cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,  mas não nos deixa só, pois leva um pouco de nós e deixa um pouco de si. Você, Alemão, deixou para cada um de nós essa imagem de um cara bacana, tranquilo e humilde que você é. Um cara que transborda uma calma invejada, afinal, só você consegue ficar tranquilo depois de rodar Atlantic City por mais de 1 hora sem achar o Hotel e ainda dizer: “Relaxa, na bica, parceiro”.

Pois é, é chegada a hora da despedida. O presente se transformará em passado, e o passado se tranformará em memórias. Isso aqui foi só mais uma etapa, e agora que venha o próximo degrau dessa Escola chamada Vida.

Que me desculpe a redundância gramatical, mas tenho que dizer que  com vocês vivi momentos inesquecíveis dos quais jamais irei esquecer. E que todos sigam o conselho do sábio Drummond “Não nos afastemos, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”.

Sucesso, Dr. Alberto  Neto!
Forte abraço do seu amigo Wagner.

PS: Vai esquentando o óleo do Acarajé, que em breve chego ai em Salvador pra curtir essa malemolência baiana!

Wagner Plutarco
Lodge Maintenance - Windham Mountaineer since 2009

É o Bonde de Windham sem Freio!

A galera seca tudo. Guardem suas Vodkas!

Mais uma manhã pós-festa em Windham e o saldo é a Beck, mais uma vez, completamente destruída. Tem amigos meus que me perguntam porque eu não falo das festas. Simplesmente porque o que acontece em Windham, morre em Windham. Esse é um lema que todos espalham pelos quatro cantos e seguido à risca por todos que aqui estão. Mas com a certeza de que fiel é fiel, amante é amante, e romance é romance. E eu, parceiro, sou fiel até debaixo d'água.

Passei na Beck hoje de manhã (estou na Queijo Cottage - do outro lado da rua) e quase não consegui entrar em casa devido a quantidade de latas de cerveja vazias que se amontoavam pelo caminho. A pia, irmão, parece que acumulou louça de um mês. A sala parece ter sido utilizada por duzentas crianças de 4 anos descontroladas. Tinham umas duas cadeiras quebradas, a internet não funcionava e as garrafas de vodka, tequila e fernet empestiavam o ambiente. Tá bom, né? Daqui a pouco o pai do Alberto vai estar dando graças a Deus de ele estar indo embora.

Só uma coisa. Durante a festa tudo é lindo.

Enfim! Não falarei mais disso porque senão minha mãe também não vai deixar mais eu frequentar esse antro. O foda, cara, é que eu moro nessa casa. A casa das festas... Mas juro que meu quarto é uma igreja. Só eu entro lá. E vou te contar, só eu entrando já tá uma bagunça, se eu dividisse com alguém eu não tenho ideia de como seria.

Hoje, sábado, não estou trabalhando. Snowboard? Talvez. O tempo está feio, ventando muito, a montanha certamente esta vazia e o Betão Escada está indo embora. Dia de ficar com o amiguinho e aproveitar o último dia ao seu lado. Afinal de contas, Beto é o melhor amigo de qualquer um aqui nessa joça.

Detalhe curioso: Nosso amigo Rafael Pretto, o Prettitude, reclamava que não podia ir nas festas porque trabalhava de noite como snowmaker. Hoje, como lift, ele pode ir nas festas, mas continua não frequentando nossas reuniões... E o melhor. Pretto falta o trabalho mesmo depois de uma longa noite de sono. Mas eu entendo, você tá lá, relaxadão, não tem como levantar pra ir trabalhar...

Disposição mesmo é a da Mariana. Levantou toda amarrotada depois de quebrar a cama do Alemão (pulando na cama, pelo amor de Deus...) e foi pro trabalho. Com uma vontade que até me animou. Me animou a ficar em casa. E aqui estou, humildemente, atualizando o Blug do Gós (by Wagner Sem Brasileiro Sport Plutarco).

Não tenho ideia do que irei fazer hoje. E tanto não tenho que o post ficou bem curtinho.

Um Abraço por trás!

Gustavo Lacombe,
Snowmaker / Lift Operator / Lodge Maintenance / Trabalhador Ocioso

quinta-feira, 3 de março de 2011

Como vão vocês?

Daqui de Windham tudo parece tão estranho.

Depois de um longo tempo sem ver vocês (o último post foi o primeiro da sequencia de contribuições ao blog - Albertinho da Bahia escreveu o que foi o WE para ele), volto a escrever aqui no TBS (The Brazilian...). De sábado para cá muita coisa aconteceu. Saiu o primeiro paycheck da HellWeek, já fui a Washington passear, ja fui a Hunter snowbordiar e os primeiros companheiros de jornada já se vão.

Para começar, queria destacar a viagem muito boa que fiz para a capital dos EUA com os amiguinhos brasileiros (nem todos foram) e dois internacionais, que foram dayrizando nossa viagem. Saímos daqui segunda, e não vou falar nada de domingo porque nada de interessante aconteceu nesse dia tirando uma festa aqui na Beck, chegamos em Washington D.C. por volta das 2 da manhã de terça. Fomos os últimos a chegar depois que Bruno Mineirin se enrolou com os comandos do GPS da Hertz (um lixo!) e, também, por prestar mais atenção na sua namorada e co-piloto Paola.

No dia seguinte fomos ver Abraham Lincoln e seu memorial, fomos ao monumento a George Washington e ao Aquário Nacional (uhul! - demais! - joinha!). Depois nos perdermos do pessoal, acabamos encontrando a galera na Marshalls, loja já citada aqui como sendo a Lojas Americanas dos EUA, com o charme de ser nos EUA. De noite um KFCzinho de leve e todo mundo morgou. Detalhe: A Mariana, aquela mesma que fica com o Rafa Locão, tava com o pé cortado e cismou que eu deveria fazer uma massagem no pé dela. Vê se pode!

Aliás, todo mundo estava com os pés estragados. Na cidade tem-se a opção de alugar uma bicicleta e rodar por certos pontos da cidade, mas a gente fazia tudo no expresso Canela mesmo. E não tem como se arrepender. A cidade é linda, com construções de tirar o fôlego de qualquer um, e rica em história do mundo e dos EUA. Uma belíssima opção para se morar.

Já na quarta, sem um dos três carros que saíram de Windham (foram para Atlantic City), visitamos o museu Aeroespacial e o museu de História Natural, ambos pertencentes ao grupo Smithsonian. No final do dia ainda deu tempo de visitar o memorial a Thomas Jefferson. Todos esses lugares aqui citados são de se perder o fôlego. Bonitos, bem conservados e cheios de significados.

Em cada um dos dias fizemos os programas preferidos dos americanos. Visitar a Casa Branca? Não, isso eu também vi, como o Capitólio, mas o que eles realmente gostam é de Mc Donald's e Starbucks. Junky food? É com a gente mesmo, parceiro. Depois de três meses comendo a comida da cafeteria, qualquer coisa desce.

Já de volta a Windham (chegamos na madruga de quarta para quinta), fui surpreendido com o convite de ir a Hunter esquiar. Em 5 minutos meu dia mudou: do marasmo de Windham para as pistas íngrimes da cidade a 8 milhas daqui. O dia em si? Muito bom. Tirando a neve que não estava lá essas coisas, foi bem legal ter saído da cidade pacata e ido pra mais ainda. Duas montanhas diferentes, com atrativos diferentes, mas que valem a pena de serem conhecidas. Eu fui nas duas, amigo. Agora, pelo menos, já posso dizer que fui passar três meses esquiando em algumas montanhas perto de Nova Iorque...

Cheguei, estou atualizando o blog e me preparando para ir pra despedida de Andrew e o jantar dos Lodge Maintenance. É, ainda não esqueci dos meus afazeres na montanha. Duas semanas ainda pra defender o leitinho das crianças.

É isso pessoal, queria só deixar vocês à par da situação aqui e dizer que valeu, tá valendo e ainda valerá muito todas as experiências vividas aqui.

Um grande Abraço,

Gus Lacombe,
The Traveler Snowmaker


obs: Andrew, boa sorte na volta pra casa, foi um prazer enorme conhecer você. Tudo de bom, cara!