Voltando à estaca zero?
De dentro do ônibus da Trailways (que tem até Wi-fi, rapá!) eu atualizo o blug. Hoje, depois de conhecer mais uma leitora do blog, me senti compelido a escrever um post assim que desse. E agora é a hora. Depois de tudo que foi dito, preciso arrumar mais alguma coisa pra falar para a mãe de Wagner Série B Plutarco. Tia Jane, Dona Jane, ou simplesmente mãe do Wagner (que foi como todo mundo a conheceu), me perguntou de bate pronto: "Já escreveu hoje?". Tá aqui Jane!
Bom, a despedida da Beck foi mais fácil do que eu imaginei. Acordei umas 7 horas, tomei um banho pra despertar, coloquei as coisas restantes na mala e tomei café. Guardei o computador, tirei algumas fotos da sala, da cozinha (onde a gente foi feliz!), deixei a última louça por lavar na pia, e me preparei. Fui do lado de fora, tirei algumas fotos com o Bruno Brasil 1 x Chile 0, e fiz o que sempre tive vontade: joguei minha bota de trabalho na árvore da Beck. Não tinha porquê largar a bota ali pra qualquer um jogar no lixo. Se for pra jogar no lixo que pelo menos dê trabalho pra alguém tirar da árvore. Minha bota se junta com o tênis do Rafael Insanidade Moneró. Faz falta esse menino.
Depois desci a ladeira da Church Street pela última vez acompanhado novamente por Bruno. Tivemos um papo curto, mas muito legal. E se não tivéssemos escolhido Windham? Como seria? Lake Tahoe estava na feira e atraía muita gente, tinham outros resorts também interessantes e cheios de bossa querendo chamar nossa atenção, mas viemos parar em Windham. A cidade entre o nada e o lugar nenhum, mas no estado da Big Apple. Era muito já. E quem diria, pra ele, que seria aqui onde começaria um namoro internacional? Se não fossem nossas escolhas...
Já na Gas Station, algumas últimas fotos para lembrar do lugar que nos socorria quando acabava a cerveja, quando queríamos comprar um cartão internacional, comprar Monster a 2 por 3, esperar o ônibus para qualquer outro lugar menos Windham, e muitos outros fatos curiosos que envolvem esse lugar. Vai fazer falta ter uma Gas Station só pra gente.
Depois de colocar mais de 300 malas no bagageiro do ônibus, era hora de olhar pela última vez e pensar na música d'O Rappa: Valeu a Pena, ê ê. Já dentro do ônibus foi hora de lembrar de uma música que cantava com Betão Escada (outro que faz uma falta ABSURDA!): Valeu, foi bom, adeus... by Chiclete com Banana. E quantas outras músicas nos farão lembrar Windham? Os reggaetons dos espanhóis? Os Like a G6? O famoso "FUCK YOU!"? Esse intercâmbio chique com direito a trilha sonora foi foda. E a gente estava lá pra contar.
O coletivo americano já desceu a montanha e vai em direção a Kingston, de onde pegaremos a conexão (ou baldiação) para NYC. Botei, definitivamente, o pé na estrada. Hora de curtir tudo que eu sonhei curtir, conhecer os lugares que planejei ver e conhecer. Hora de relaxar? Que nada. Hora de aproveitar cada minuto com essa galera, espremer as 24 horas do dia para render todo o suco que uma boa risada pode me proporcionar de felicidade. Hora de ser mais feliz.
Depois eu mando notícias diretamente de NYC.
Gustavo Lacombe,
"O Cara", segundo Wagner Plutarco.
obs.: Mãe, vem logo!
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