Country Road, take me home!
Hey, povo! Long time no see you, guys! Sentiram minha falta? Fazia tempo que não atualizava essa página na atmosfera internética, e por isso mesmo, as cobrançaas já vinham fortes. Porque, parceiro, missão dada pela mãe (mandar notícias através dessa ferramenta da web), tem que ser missão cumprida.
Desde o último post muita coisa aconteceu. Tá, passaram-se muitos dias e quase nada aconteceu. Tá, se você insistir e disser que só porque eu estou aqui muita coisa diferente se sucedeu, eu também apoio. Enfim, cada um aceita a verdade que quer e ouve a mentira que mais lhe convém. Mas esse texto é cheio de verdades. Longe de mim já chegar aqui imbuído de uma vontade ancestral em mentir sobre os fatos que ocorreram.
Parando com a conversa mole, vamos ao que interessa. Estou dentro do ônibus, em direção ao aeroporto de Boston. Esse post só será publicado assim que eu achar um hot spot da Boingo por lá e me conectar na grande rede. Aqui, na linha Logan – Framingham, apenas digito o post.
Pra quem não lembra (eu, inclusive), no último post eu estava prestes a subir no Rockfeller Center com a minha mãe. Subi, vi, e me deslumbrei com a vista lá de cima. Chegamos umas 6 e meia (que é quando começa se pôr o sol) e ficamos até umas 8 e meia. Dentre os destaques, conheci um grupo de brasileiros muito bacana que ficou um tempo trocando uma idéia bem legal comigo e com a D. Virgínia. Pena que não peguei contato de nenhum deles. Mas, enfim, aquela vista é de tirar o fôlego, e NYC ficará marcada em mim pra sempre. Amei aquilo lá.
No dia seguinte demos umas voltas de metrô para poder gastar o que ainda tinha no cartão. E deu certo! YES! Gastar é com a gente mesmo. Depois do derradeiro passeio na Times, foi hora de passar sufoco com o Shuttle pro aeroporto. Quase perco meu voo por causa de 5 minutos. Mas não perdi, e cheguei em Boston depois de uma ponte aérea entre as duas cidades (meia hora apenas!).
Já no Logan (o aeroporto daqui), peguei um bus rumo a Framingham. Localizada a meia hora ao norte (porra, pega o mapa!) de Boston, é aonde esse ônibus (de merda! O Trailways tinha internet, po!) nos deixa. Foi nessa cidade que Cibele, prima de quarto grau do meu pai, me buscou.
Eu já conhecia Cibele de outros carnavais.... Uma vez, quando eu tinha um ano, ela passou lá em casa antes de vir embora pros EUA. Eu é que não lembro mesmo. E depois a gente se encontrou em novembro passado durante sua rápida escala no Rio, quando ela voltava pela primeira vez ao Brasil depois de ter ido.
Fui com ela pra Hudson, onde montei minha base pelos últimos 7 dias. Ao chegar em casa (ela me deixou tão à vontade que a casa é meio minha também), fui apresentado ao Humberto (marido) e Hiago (filho). Já tinha ouvido falar muito dos dois, mas o único membro da família que eu conhecia era a Ju, filha da Ci, que é um amor de pessoa. Só não implica muito porrque ela é campeã panamericana de Jiu-Jitsu.... e desce o cacete mesmo!
Apresentado formalmente à todos que dividiriam o mesmo espaço comigo pela próxima semana, comi uma galinhada que me fez tirar a barriga da miséria! Como é bom estar em casa de brasileiros que moram fora, seus parentes, e que ainda te deixam à vontade. Tudo de bom!
A quinta e a sexta passaram sem maiores acontecimentos. Conheci a cidade, fui a Boston (nem consegui fazer todos os programas que eu queria, mas tudo bem. De verdade, tudo bem...), conheci uns outros brasileiros, mas o dia que mais me agradou foi o sábado.
Não porque o Flamengo tenha saído do jejum de vitórias, não porque eu tenha ido ao óutilét (Outlet)... Mas, sim, porque fui pra uma night! AEEEE! Depois da Pacha em NYC, outra night era muito bem-vinda. E veio com força. Pra começar, dividi uma garrafa de Smirnoff com meu primo, mas às custas de uns dois milkways, a bebida não me pegou tão de jeito de não. Foi o suficiente para dançar trance-house-disco-eletro-music até o sol raiar. Literalmente.
Chegamos em casa no domingo às 7 da manhã, brother! Se a Cibele ficou chateada com a gente? Ficou, um pouco, mas ia dizer o quê? Se afinal de contas, ela que mandou a gente sair e se divertir porque o primo do Rio ia ficar pouco tempo e era mesmo pra eles irem se divertir.... E a gente foi, ué!
Domingo passou devagar. Tirando as dores de cabeça que eu sentia um dia antes, além de um estado febril que passou assim como veio, do nada, tudo foi perfeito. Ontem eu ainda saí com o Humberto para vermos o avião dele no aeroporto de... putz, esqueci o nome do aeroporto. Foda-se. A gente foi lá, viu o avião (muito maneiro, por sinal), demos uma volta na pista (onde ele cimentou muita coisa), e depois fomos na casa do Tales, um outro brasileiro radicado por aqui muito gente fina. Deu tempo de tomar 3 brejas (porra, breja, não! Breja é coisa de paulista. CERVA!). Deu tempo de tomar umas 3 cervas, comer uma canjiquinha no capricho, e partir pra casa.
Na última noite aqui em Hudson nada foi diferente. Dormi tarde (porque todos na casa dormem tarde), no sofá (que aprendeu a me acolher durante a minha estada), e ouvindo muito a Cibele reclamar com os meninos da bagunça no quarto deles. E olha que a Cibele fala, viu! E olha que os meninos nada fazem, viu! Então, o jeito era rir e ouvir aquilo tudo todo dia.
Hoje de manhã não foi diferente. Enquanto eu já estava pronto, a Juliana enrolava, parecendo querer perder o primeiro tempo do colégio. E não perdeu. Humberto me levou até a rodoviária de Framingham, e cá estou eu atualizando o bloguinho.
Agora é hora de desligar o maquinário posicionado sobre meu colo e aquecer as turbinas do avião, porque Miami vem que vem que vem quicando. E daqui a uma semaninha eu tô de volta no Rio.
Amém!
Gustavo Lacombe,
The Brazilian Snowmaker
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