É com muita alegria que coloco o segundo texto dos amigos de Windham: Nilo da Gama.
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Se passaram 3 meses. Os 3 meses mais rápidos da minha vida!
Acordei no dia 5 de Dezembro de 2010 com medo, medo que eu nunca tinha sentido antes na vida. Era uma coisa completamente diferente, e que não fazia o menor sentido, já que eu tinha passado os últimos 2 anos planejando aquilo que estava prestes a começar.
À noite caiu e lá fui eu pro aeroporto, cercado de algumas das pessoas que eu mais me importo na vida, minha família, alguns dos meu melhores amigos. Minha barriga formigava, mas eu não queria deixar transparecer, não queria preocupar ninguém. Quando a hora da despedida chegou eu estava estranhamente mais calmo, não foi tão dramático quanto eu pensei que seria, e aparentemente pros meus parceiros de viagem, Pretto e Guilherme, foi mais ou menos a mesma coisa. Depois disso a empolgação só cresceu, o portão de embarque se transformou em portão do paraíso, aquele nervosismo todo evaporou e eu entrei no avião sabendo que eu estava prestes a fazer a melhor viagem da minha vida.
Depois de um dia em NY eu ainda tinha certeza que tudo seria muito bom, e no dia seguinte, ao voltar pro aeroporto e encontrar com os primeiros brasileiros esperando pela van, foi um alívio imensso pra quem acordou atrasado. Yasmin e Hugo já conhecia, Bruno no canto meio calado, e Wagner, falando um monte, utilizando sua experiência pra explicar pra gente tudo o que podia ser explicado antes de chegarmos. Um tempo depois aparece Lucas, falando mais do que eu achava que uma pessoa podia falar, mas ainda sem tantos palavrões, e em seguida Rafael, completamente perdido, desesperado, até nos ver e finalmente se achar. Conversamos, nos conhecemos, até surgir a van que nos levaria pro destino final.
A chegada em Windham foi muito estranha. Aquilo de “viagem da vida” ficou meio pra trás quando eu cheguei na minha casa. Sem água quente, sem aquecedor, escura. Uma merda. A primeira ssemana de tabalho também foi horrível, mas não pensei em desistir em momento nehum, não tinha viajado 9 mil km pra fugir da responsabilidade, mas a segunda semana melhorou drasticamente, apesar no cansaço. Festa quase todo dia, e a chegada de mais pessoas. Gus e Mariana também já conhecia, e ainda vieram Ka Yan, Alemão, Carina, Tarsila, com seus diminutivos e nh’s, Andrew Doido e Karol. As festas não paravam, era todo dia bebendo, se divertindo, e cagando pro cansaço.
Chegam as festas de fim de ano, e com elas a tão temida Hell Week. Pra mim não foi nada demais, porque meu ritmo de trabalho diminuiu drasticamente, e pela primeira vez desde que eu tinha chegado em Windham, eu não estava cansado. O Natal não foi tão legal pra mim. O jantar não foi tão divertido, e a tão esperada primeira festa na Ness, foi na Beck, e isso me frustrou um pouco. Mas a noite de ano novo chegou e finalmente fomos pra Ness. Meu amigo, que festa!!! A mmelhor até aquele dia, ninguém ficou parado, ninguém ficou trsite. FOI LINDO! Infelizmente alguns trabalharam na virada e perderam essa festa.
Em Janeiro começaram as viagens pra Hudson pra finalemte tirarmos o Social Security e nos tornamos trabalhadores regularizados em território Norte Americano. E foi então que aconteceu o principal marco da viagem. Era uma segunda de manhã, e por coincidencia, a maioria dos brasileiros iria tirar o Social Security. Esperavamos pela van até chegar a noticia de que, por causa do tempo ruim, não teria como ir a Hudson naquele dia. Frustração? De jeito nenhum! 10 horas da manhã e estavamos todos na Ness enchendo a cara na festa qque ficou conheciada como Brazilian Breakfast. E foi aí que eu vi a nova família que eu tinha feito. Depois desse dia foi difícil desgrudar os brasiileiros.
Foi então que eu vi o tempo voar. Foi tudo muito rápido, festa a fantasia, aniversários, sociais na Cottage (o covil dos brazucas), e a ida mais memorável a hunter, quando, depois de disparar o alarme de incêndio na casa dos outros e vagar sem rumo no frio congelante, conseguimos fazer a boate ser aberta só pra nós pra 1 hora e meia depois sermos expulsos. Até chegar a segunda Hell Week, que não teve Hell nenhum. Foi tão rapido tudo isso que eu mal consigo lembrar os detalhes. Mas eu lembro muito bem de Washington. Que maravilha aquilo! Nunca imaginei ir a capital dos EUA, e lá estava eu, no capitólio, na casa branca, no memorial Licoln, no Washigton Monument e nos museus. Mas uma vez foi lindo.
Agora o final de tudo se aproxima e, mesmo com viagens pra NY, Orlando e Miami pela frente, eu assumo que todo dia eu sinto vontade de chorar, e as vezes até choro sozinho lembrando de tudo o que passei. Agora eu sei que eu estava certo, Essa foi e está sendo a melhor viagem, melhor idéia, melhor coisa que eu poderia ter feito na minha vida. E isso também se deve a vocês!
Galera, não sei expressar o que eu sinto por vocês, eu só sei que eu vou sentir muita saudade de estar junto todo dia, e durante um bom tempo vou chorar olhando pras fotos dos momentos lindos, sensacionais e gratificantes que passamos juntos. Tudo o que eu desejo pra quem eu mais amo, eu desejo pra cada um de vocês, do fundo do coração.
Vou parar de escrever porque meu teclado já ta encharcado de lágrima.
BEIJOS!
Nilo Indecisão da Gama
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