sábado, 26 de março de 2011

NYC nunca mais será a mesma!


Continuo com o mesmo desejo da época do Wishes, na Disney, só acrescentei mais um.

Dia bonito em Nova York. Eu e mamãe já passamos 3 dias aqui, temos mais 4 pela frente, e muita coisa para conhecer. Sei que não atualizo o blog do Gós com a frquencia que deveria, mas tem faltado saco para escrever aqui.

Então, pra começar, vou logo dizer como tem sido a estada da minha progenitora aqui em solo americano. Terça-feira ela chegou, ouviu muito do que eu tinha pra contar, e serviu como o melhor ombro pra chorar. E não chorei pouco, parceiro. Porque ao contrário do que algumas pessoas pensam (e respeito essa opinião), chorar não é todas as vezes um gesto de fraqueza.

Foi tão importante olhar pra ela e transbordar que parece que eu tirei umas 50 toneladas de tensão que ainda se sustentavam nas minhas costas. Chorei as dores da repentina “perda” dos amigos, das pessoas maravilhosas que conheci em Nova York, das experiências que tive nesses três meses de intercâmbio.

No dia seguinte, após tantas lágrimas, foi dia dela chorar em Windham. Lá, vendo de perto onde eu trabalhei nesse meio tempo, ela se emocionou com tudo que a Maya contou pra ela sobre mim. Fala sério, a Maya é o maior anjo que eu já conheci. Essa mulher tem seu lugar guardado no Céu, com toda certeza. Almoçamos no Michael’s, encontramos com o Frank (que adorou o presente que demos pra ele), e depois fomos ao Wal Mart.

Nosso dia em Windham contou com vários programas que eu fazia com meus amigos por lá. No Wal Mart a gente ainda encontrou um casal brasileiro que mora em Catskill e tenta juntar dinheiro para voltar ao Brasil. Torcendo por vocês, Lúcia!

Voltamos, e dormimos. =]

No dia seguinte acordamos cedo e fomos lavar roupa. Uhul! Programão para quem está em NYC, não? Mas era importante pra mim, já que estava ficando com meus recursos de vestimenta escassos. Depois andamos para o Museu de História Natural. FANTÁSTICO. Entretanto, pra quem já viu o Smithsonian, fica difícil  não fazer uma comparação com o museu da Capital Americana, que é muito melhor.

Voltamos andando pro hotel. Nesse dia foram quase 90 quarteirões a pé. O joelho da mamãe pediu arrego e hoje ela teve que tomar um Advil. Ontem, antes de dormir, ainda fomos a Times Square (só no terceiro dia!) para ela ver essa praça toda iluminada. E é muito bonita, cara. De dia você já se impressiona com a quantidade de cores. De noite elas explodem em você.

Aproveitamos para olhar um monte de lojinhas pela praça. E comprei mais um pin! O oitavo da coleção. Os pins foram uma forma que eu encontrei de gastar pouco dinheiro e conseguir ter uma lembrança consistente dos lugares por onde eu passei. Levo todos na mochila. A mais nova aquisição foi uma guitarra do Hard Rock de NYC. São 4 pins com guitarras na mochila agora. O Hommer (dos Simpsons), o Mickey (da Disney), e duas guitarras do HRC.

Hoje a gente fez o passeio de Ferry Boat que passa perto da Estátua da Liberdade. Ela aparece muito pequena no visor da máquina, mas vale o passeio (de graça!). Fiz esse mesmo passeio com o Wagner, sua mãe Delegada Jane, e as graças Samantha e Lana. Saudades de vocês todos!

Depois fomos ver Wal Street, tirar foto com o boi, ver o campo de construção do novo WTC, passeamos pela Union Square na 14th St, e voltamos pra Times andando pela quinta avenida. É parceiro, roteiro lotado, mas pelo menos to conseguindo entreter minha mãe! E me divertir com ela também.

Hoje a gente vai ao cinema. Vamos ver O Discurso do Rei. Quero ver o quanto ela entender do filme. Esse dinheiro do Wise Up tem que tá sendo bem investido no seu inglês, mãe! Amanhã a gente via pra fila do TKTS pra conseguir ingresso mais barato pra um espetáculo da Broadway. Tomara que a gente consiga. Sonho dela ir a uma das peças!

Bom, como eu disse que adicionei um desejo a mais, vou agora revela-lo: Quero muito voltar pra casa. O primeiro eu ainda me reservo ao direito de não comentar, mas não é mais segredo pra ninguém que eu quero viajar por aqui, mas morro de saudades da minha casinha. Dia 12 de abril vai chegar. Enquanto esse dia não chega, o jeito é aproveitar, e isso eu tô sabendo fazer com certeza.

Aos amigos que já voltaram, queria dizer que já, também, sinto muito a falta que vocês fazem.  E vocês não precisavam ter passado por tudo isso no aeroporto de Miami. E ainda bem que todos estão passando direto pela alfândega aí no Brasil. Vejo vocês em breve!

A quem me aguarda no Brasil, saiba que eu estou voltando. Tá na hora, não?

Um beijão para todos!
E deixa eu ir lá que a sessão já vai começar!

Gustavo Lacombe Sant’Ana,
The Brazilian Snowmaker.

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