terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Let's Go Heat!

Let's Go Heat! - principal canto no jogo de basquete do Miami Heat.

O nome do time é bem apropriado. Miami Heat, ou o Calor de Miami numa tradução bem bunda. Isso aqui tá muito quente, e o problema é que não tem uma Ipanema pra poder nos refrescar. O time de basquete, com Lebron, Wade, Bosh, Allen, Miller e outros caras muito fodas, deu, pelo menos, um belo refresco aos olhos de quem foi assistir a partida entre o time local e o Atlanta Hawks, do barbudo Stevensonfenson - svenson - stafson, sei lá. É um negão grande pra raio que joga muito e que o Lebron tava marcando frouxo.

Ah, peraí. Como eu cheguei ao jogo, certo? Então, eu contei ontem que talvez fosse assistir na American Airlines Arena, a casa do Miami na NBA, né? E eu fui! Oh! Acordei cedo, fiquei esperando horrores a Giovana e o Henrique acordarem, a Tereza chegou, a gente almoçou com o Tomáz, viu tv, eu assisti o mid-season finale de The Walking Dead, joguei angry birds, e só lá pras 5:30 a gente decidiu sair. Já estava decidido, mas o dia foi bem pouco produtivo. Lembra quando eu falei que aqui as pessoas se programam pra fazer uma coisa e olhe lá? Então, ontem fizemos duas! AEEE!

Saímos de casa e pegamos o metrô. Nunca mais um reclamo que o Metrô do Rio é uma porcaria. Quer dizer, continua sendo, mas o daqui é algo tão xoxo, tão sem graça. ALIÁS, o sistema de transporte público daqui é, segundo palavras de pessoas que moram aqui, uma grande MERDA. Sério. O carro é tão barato que nem vale a pena investir nos ônibus. Mas, como mortais que somos, fomos de metrô, que também não é por baixo da terra. É tipo um monorail. E, pelo menos, ele nos levou de onde estávamos a onde queríamos. Mission Accomplished, right?

Chegando lá descobrimos que não tinha mais cadeira junta vendendo. Não as mais baratas. Mas por uns módicos 300 doláres, sim. É, não deu. Quando achávamos que não entraríamos e não assistiríamos e nos descabelaríamos, eis que surge o salvador da pátria de qualquer turista desesperado: O CAMBISTA! Sim, aqui tem. E eles falam espanhol, inglês e arranham o português. Os do Brasil só arranham o português e se viram na mímica. Ligamos o bom e velho foda-se (peraí, ligamos - quem estava comigo? Ahá! Eu, Gio e o Primo 2, o Henrique), pagamos um pouco a mais por ingressos que custavam dez doláres e FOMOS! UHUL!

O melhor do show é a apresentação do time, mas toda a partida é um grande show. Tem um narrador na quadra que diz quem fez os pontos, tem um telão pedindo pra fazer barulho, tem as dancers, os placares mostram todas as estatísticas, a galera entrando no clima, e tem o time do Miami que joga para pênis. Tudo bem que, até o intervalo, o jogo tava acirrado. O Miami frouxo na marcação, o Barbudo que eu falei lá no começo anotando várias de três, mas no terceiro quarto, quando o time da casa abriu sete de vantagem e chegou a ter doze, não deu mais pros caras.

Foi só curso básico de administração. Enquanto os caras se desesperavam por não conseguir fazer as de três, o Heat vinha e metia uma de dois, tinha uma falta, o Wade fazia uma jogadaça e a torcia crescia. E fim. Não deu pros Hawks. Foi 101 a 92. Belo placar. Saímos da AAA e fomos direto para o Bayside, que é um shoppingzinho a céu aberto em Miami Downtown e que é muito legal. É colado no Porto e era um lugar muito procurado por turistas, que agora vão todos pro Sawgrass, Dolphin, Aventura...

Jantamos no Hooters. Pra quem não conhece, é um restaurante ótimo para se levar a namorada ou aquela gatinha no primeiro encontro. Se o cara ficar olhando nos seus olhos o tempo todo, pode casar. As garçonetes de shortinho e blusa decotada vão fazer de tudo para chamar sua atenção, mas seja forte. Você consegue não olhar para aquelas americanas sem bunda e com o peito comprado. E até que eles te ajudam. Tem umas trocentas televisões passando tudo quanto é esporte para você não se distrair com uma minissaia laranja que acabou de passar.

Os meninos? Ah, tinha uma mesa de moleques do nosso lado (ah, nosso agora já se refere a nós três do jogo mais a Theresa e o Tomás) babando cada vez que a menina ia atendê-los. Divertido demais. E o sanduíche tava ótimo. Ponto para o restaurante. Acabada a refeição, viemos pra casa, assistimos um filminho e fomos nanar porque hoje é dia de boliche! Rezem para eu conseguir jogar a bola e não ir junto!

Beijos, beijinhos e beijocas para todos.

And Let's Go Heat!

Gustavo

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