Dream until your dream come true!"
É o maior ensinamento que o Aerosmith pode dar a um fã da banda. Sonhe. Sonhe mesmo até que tudo comece a virar realidade. Já não dá pra esconder que eu fui no show, né? E que show. Ainda bem que eu fui. Os 60 dólares mais bem gastos da viagem. Bom, existem diversas definições e afirmações para o domingo, mas espetacular (e, por favor, nada tem a ver com o programa da Record) é o que melhor se encaixa.
Ontem eu parei no café, certo? Aí eu comi, fiquei de bobeira aqui, pensando se casava, comprava uma escada ou ia pro show. Pra variar, como aconteceu hoje, o Henrique e a Giovana dormiram até altas horas. Ah, não. A Gio foi trabalhar. Tá certo. Saímos eu, Tereza e o Primo 2 pra dar uma volta de carro. Não se assustem se for pouca coisa. A sempre tem os afazeres dela e aqui parece que se programa a vida para apenas uma coisa por dia. Não é uma reclamação, mas as coisas são mais bem planejadas assim. Depois de alguma deliberação, ficou certo que iríamos a Sunrise tentar ir ao show.Sim, tentar. Até umas 5:30 pm a gente não tinha ingresso. Faltando pouco menos de duas horas pro show, eu e o Henrique (que foi comigo ao concerto), não sabíamos se conseguiríamos os tickets. Bom, conseguimos. Nossa, esse texto tá ficando uma merda. Eu mesmo, que fui, tô perdido na história. Desculpa, deve ser a pressa porque já já vamos ao jogo do Miami Heat. Sim! Mais um programa bem americano. Amanhã tem boliche.
ENTÃO, chegamos em Sunsire, que fica a uns trinta quilômetros de Miami (três horas de ônibus, segundo o Google Maps), compramos os ingressos numa boa, sem fila e onde queríamos. Fomos ao Sawgrass, um dos maiores shoppings da Grande Miami e lotado de brasileiros que vem aqui só para comprar, comprar, comprar e comprar. Almoçamos (sim, às 5:30 a gente estava almoçando) no Cheesecake Factory. Muito bom por sinal, vale a pena investir numa franquia no Brasil. Alô, empresários! Terminamos com tempo de sobra para ir ao BB&T Center, a HSBC Arena deles aqui.
O primeiro show foi o Cheap Trick. Uma banda que tinha um guitarrista muito presepeiro, mas gente boa. A banda também era boa, mas tirando a música dos Beatles que eles tocaram, eu não conhecia nada. Enfim, faltou cultura do Rock pra mim. Entraram 7:30 e saíram 8:30. Muito pontual. Os outros trinta minutos esperando o Aerosmith foram fodas. Tensão, a galera entrando (o show não teve a lotação completa), e quando as luzes finalmente se apagaram, começava o Music from Other Dimension Tour para nós.
E foi uma porrada mesmo. Um sucesso atrás do outro, Steven Tyler cheiradão no palco e a galera delirando. Jaded, Toys in the Attic, Pink, Love in the Elevator, Dream On e Sweet Emotion foram os sucessos que reconheci. Eles tocaram algumas do novo álbum, outras muito famosas também (mas não pra mim) e ficaram devendo. É, nada poderia ser perfeito. Por melhor que tenha sido o show, eles não tocaram Crazy, I Don't Wanna Miss a Thing, Cryin', Fly Away From Here e What Could Have Been Love. MAS FOI FODA!
Saí de alma lavada. Feliz da vida por ter ido. Voltei morrendo de sono. Acho que o fuso ainda tá me confundindo, mas tudo bem. Estar naquele estádio e ver uma das bandas que gosto foi uma experiência única. Acredito que essa viagem seja com esse propósito mesmo, ter experiências únicas. E elas estão vindo.
"Dream On, everybody!"
Gustavo Fucking Lacombe Sant'Ana
ps.: É assim que o Steven fala do Joe Perry: Joe Fucking Perry, ou algo como o Porra do Joe Perry. Mas ele jura que é carinhoso.


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