quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quebrando tudo.

Seu Dr., tá doendo tudo!

Vamos entrar no sétimo dia da President's Week. Hoje, depois de mais de 17 horas de trabalho, cheguei em casa com a sensação de que todo esse meu esforço é demais. Meu corpo parece pedir ajuda toda vez que vai levantar uma caixa, trocar um lixo, limpar um vidro. Só o Monster que salva, dá energia e disposição pra continuar na vida de peão do Lodge.

Hoje o dia foi chato. Betão Escada no Tubbing park, Wagner Sem Brasileiro de folga, Sebastianzinho doente, Medally Ibaños também... O trabalho caiu nas costas do brasileirinho aqui mesmo. Fiquei um tempo trocando o lixo soinho até que JoseX aparecesse de novo (hoje ele foi mandado para casa pela surpevisora por chegar 5 horas antes do previsto). Pelo menos Betão fechou a tampa comigo hoje até meia-noite.

Aí fica assim. Enquanto a gente quebra a banca, se quebra no snowboard. Outro dia eu caí e machuquei o pescoço, que ainda dói um pouco. Agora o que me dói é o joelho, que bati no chão depois de tentar pular uma rampa na Wonderama. É, filho, pra tentar ficar com nesse esporte tem que quebrar muito osso. Por isso que eu vou continuar sendo um merda. Quero voltar inteiro, pô!

Estamos nos planejando para fazer mais de 50 horas até sabado. Em três dias podemos resolver uma semana inteira e sair pra fazer snowboard no domingo e na segunda, e viajar nos três dias subsequentes. Torcendo muito para que isso dê certo.

Descobri hoje a real data em que vou me apresentar na montanha: 13 de março. Durante a festa dos empregados, fui designado para fazer o entertainment do pessoal. Vamos ver se eles me aguentam. Só é chato porque um monte de gente já vai ter ido embora. Espero que pelo menos os brasileiros estejam por aqui para me ver tocar. Se um dia eu for famoso eles vão poder dizer que me viram antes da fama. =]

Ando com o coração apertado. Vivo pensando como seria se não fosse se estivesse em casa. O Rio continua lindo e Windham não é mais a mesma. Nem a chance de fazer muito dinheiro seduz mais, porque, afinal de contas, tem que ralar muito para fazer dinheiro. Saudades de tudo. E mais um pouco. Hoje vi a Cá triste porque tinha falado com a mãe dela. Como eu queria poder dar um abraço na minha toda noite antes de dormir... E quando ouço a Mari falar do pai dela, lembro do meu pai e do tanto que ele pede para eu aparecer pra jantar, almoçar, dar um oi... e às vezes eu não posso... e hoje eu sinto falta de todas as vezes que eu não pude ir.

A experiência está sendo foda, mas o biológico já ligou o sinal desesperado. Tá chegando a hora de ver muitos amigos (Betão, Andrew, Wagner) irem embora. Vai ficar um saco isso aqui sem eles. O Rafa também vai voltar pro Espírito Santo. Quem vai me alegrar durante as festas com vídeos e frases de efeito e sob o efeito do álcool?  Vai ser foda.

Entretanto, eu espero contar com a humilde participação de cada um desses amigos. Hoje, Escada deu a idéia de cada um publicar aqui no Blug do Gós as suas impressões sobre o programa. Pra falar mesmo. Desde já sintam-se todos convidados a escrever no nosso humilde bloguinho. Vai ter gente contando como passou perrengue no trabalho e outros contando como quase se casaram aqui nessa cidade perdida no meio do nada de Nova Iorque.

Com esse clima de melancolia eu me despeço para poder dormir minhas 4 horinhas. Amanhã eu tô na montanha cedo, mas com certeza vai rolar aquela soneca da tarde.

Um beijão para todos.

Gustavo Lacombe,

The Brazilian Homesick Snowmaker

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